Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

28/11/2017 Solicitar análise

Para a VALE PNA , a perspectiva para os preços permanece de alta no médio prazo (de 5 dias a 3 meses), conforme vem sendo apontado pela nossa Equipe nas últimas análises. Cenário que pode facilmente ser observado pelas médias móveis apontando para cima e pela formação de topos e fundos cada vez em patamares mais altos. Pelo fato dos preços não se encontrarem próximos nem de zonas de pressão compradora (suportes) nem de predominância vendedora (resistências), a tendência de curto prazo para a cotação do ativo é neutra. Neste contexto, não vemos oportunidades interessantes de compra nem de venda do ativo no momento. Caso os preços venham a subir, existe uma chance razoável de que eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 33,55 representada pela linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em desfazer de seus ativos, o que poderá acarretar o aumento da oferta frente a demanda pelos papéis. Ao mesmo tempo, caso os preços consigam ultrapassar essa resistência com força e convicção (fechamento próximo da máxima e volume acima da média), haverá uma enorme probabilidade de continuação das altas e manutenção da tendência de alta de médio prazo para a VALE PNA (VALE5). Em um cenário de queda para os preços, um ponto de possível interrupção das quedas ficaria na região de suporte em 31,95, representado pela linha verde no gráfico, onde o aumento da demanda pelos papéis poderia ocasionar a retomada das altas da VALE PNA .

2ª Resistência
R$
1ª Resistência
R$ 33,55
1º Suporte
R$ 31,95
2º Suporte
R$ 330,00

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra para as ações da VALE PNA poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 31,95 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e retomem as altas. Outro cenário interessante para compras, ocorrerá caso os preços superem a região de resistência em 33,55 com um candle de força e volume financeiro acima da média diária, situação em que seria extremamente provável que os preços continuassem subindo, dando continuidade à tendência de alta de médio prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que tem ações da VALE PNA em carteira visando o curto prazo, deverão avaliar vender ações da empresa na proximidade da resistência em 33,55, já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e portanto a chance de que ocorra alguma queda para os preços. Outro cenário no qual seria recomendado que se avaliasse a venda das ações, seria no desrespeito do suporte em 31,95, que caso venha aconteça poderá neutralizar a tendência de alta de médio prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

A Vale é uma das maiores mineradoras do mundo e tem um dos maiores valores de mercado entre as companhias brasileiras. A empresa é a maior produtora mundial de minério de ferro e pelotas, a maior produtora de níquel e também produz manganês, ferro liga, carvão térmico e metalúrgico, cobre, cobalto e fertilizantes, matérias-primas importantes para a indústria e agricultura global. Sua produção em toneladas de minério de ferro chega a 348,8 milhões de toneladas, além de produzir 311 milhões de toneladas de níquel. A empresa possui ainda US$ 5,5 bilhões em investimentos e 8,2 milhões de km² de áreas naturais protegidas. Atualmente, as ações da Vale são negociadas na B3, na bolsa de Nova Iorque e no mercado acionário de Paris.

Pontos positivos

  • A melhora dos indicadores econômicos e da visão do país no cenário externo, tende a impactar positivamente a captação de recursos a taxas mais atrativas; O minério de ferro extraído pela Vale é considerado de alta qualidade e a companhia tem grande volume de reservas inexploradas; Presença global da companhia, com manutenção de operações de extração em vários continentes, permite a mitigação do risco geográfico; Programa de estímulo ao crédito na China e indicadores positivos fomentam a demanda por minério de ferro, bem como seus preços; Nova gestão de Fabio Schvartsman, marcada pela busca de uma maior rentabilidade dos ativos já em portfólio, reduzindo seus investimentos e aumentando seu fluxo de caixa líquido tem mostrado uma melhor gestão operacional; A aprovação do processo de conversão de ações preferenciais em ordinárias no âmbito de sua reorganização societária, transforma a Vale em uma “corporation”, ou seja, sem controle definido, protegendo a empresa de indesejadas intervenções públicas e melhorando seus indicadores de governança corporativa; Estratégia de redução das despesas e custos operacionais da mineradora, bem como o programa de redução da dívida, agradam aos investidores, contribuindo para a sua valorização.

Pontos negativos

  • Oscilações da economia chinesa têm impacto direto sobre as cotações do minério de ferro, que responde por quase 70% da receita total da companhia; Os produtos da companhia são considerados commodities e têm seu preço pouco influenciado pela atuação da empresa e efetivamente determinados pelo mercado. Com isso, correções na cotação do minério de ferro podem contribuir para realizações nos preços das suas ações; O aumento do CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) deverá pressionar as margens da companhia bem como a competitividade do minério brasileiro no mercado mundial; Impossibilidade de prever a retomada das atividades na join venture com a BHP Biliton, parada desde novembro de 2015, dado a não obtenção da anuência do município de Santa Bárbara (MG).

Visão dos Analistas

A expectativa do mercado para o balanço da 3° maior mineradora do mundo era positivo, e a companhia confirmou essa previsão divulgando o resultado do 3° trimestre de 2017 com bons números. O resultado favorável acabou por premiar a alta de suas ações neste ano. Apesar da Vale (VALE3) ter uma exposição a oscilação do preço da commodity, minério de ferro, enxergamos consistência nos resultados divulgados e diante disso, já tínhamos optado por retornar ela para a carteira de dividendos no mês de agosto de 2017, acreditando que a tendência de alta no longo prazo deve permanecer com upside para os preços de suas ações acima da média do mercado. Ao analisarmos o resultado divulgado, ressaltamos os fatores principais para que isso fosse possível: recuperação dos preços do minério de ferro, níquel e cobre no mercado internacional; melhor realização de preços devido ao minério de alto teor de Carajás; redução dos custos; e aumento no volume de produção, tais fatores, contribuíram essencialmente para um aumento de 54% na geração de caixa da companhia e, consequentemente, para a queda de US$1,0 bilhão da sua dívida líquida. A nova gestão de Fábio Schvartsman, CEO da companhia, é marcada pela busca de maior rentabilidade dos ativos já em portfólio, reduzindo investimentos e aumentando o fluxo de caixa líquido. A Vale tem mostrado uma melhoria em sua gestão operacional, principalmente diante do programa de gestão de dívida que tem reduzido seus indicadores de alavancagem. Um grande destaque do período, que contribui com a política adotada pela gestão da empresa, foi a aprovação da conversão da totalidade das ações preferenciais em ordinárias, que garantiu o início do processo de adesão ao Novo Mercado, juntamente com a eleição de dois membros independentes no Conselho de Administração, melhorando a governança corporativa da companhia. Para o 4T17 a companhia espera acelerar a redução da dívida, com um efeito positivo sobre o seu fluxo de caixa e um aumento dos recebimentos durante o trimestre. Além disso, a Vale irá assinar o Project Finance do Corredor de Nacala no final de novembro, com um recebimento acima de US$2,0 bilhões, que estarão disponíveis para a redução da dívida, permitindo à companhia atingir o target de dívida líquida entre US$15 e 17 bilhões. Avaliamos que a Vale é uma companhia com uma gestão de alta qualidade e tem sua receita baseada em ativos com alto potencial de geração de valor. A forte produção aliada à melhora na geração de caixa, corte de custos e recuperação do preço do minério de ferro são os principais pilares para a consolidação dos bons resultados da empresa. Nesse sentido, mesmo diante dos fatores de risco, como o preço das commodities, o cenário macroeconômico interno ainda instável e da grande influência da economia chinesa sobre o seu resultado, acreditamos que a empresa deve continuar se destacando. ANÁLISE DE RESULTADO 3° TRIMESTRE DE 2017. No 3T17, a Vale (VALE3) bateu recorde na produção de minério de ferro, carvão e cobre na mina de Salobo, no Pará. Em relação ao minério de ferro, o ramp-up da mina de S11D foi um dos principais fatores que motivaram os resultados. O Ebitda ajustado totalizou US$4,192 bilhões no 3T17, 53,6% acima do apresentado no trimestre anterior. Esse resultado foi devido aos preços mais elevados, melhores prêmios nos produtos de alta qualidade de minério de ferro e menores custos. O lucro líquido totalizou US$2,230 bilhões no 3T17 contra os US$16 milhões no ano anterior, principalmente impactado por um maior Ebitda ajustado, ganhos não-caixa nas variações monetárias e cambiais no 3T17 contra perdas do mesmo trimestre do ano anterior. A receita líquida das vendas de finos de minério de ferro, excluindo pelotas, aumentou para US$5,131 bilhões no 3T17 devido aos maiores preços realizados e aos maiores volumes de venda. O custo dos produtos vendidos (CPV) foi de US$ 5,412 bilhões no 3T17, aumentando US$310 milhões na comparação com o trimestre anterior, devido aos impactos de maiores volumes de vendas e de variações cambiais que foram parcialmente compensadas pela redução dos custos em US$ 142 milhões, principalmente devido aos menores custos de manutenção (US$66 milhões), menores custos de arrendamento (US$38 milhões) e menores custos com pessoal (US$34 milhões). A política de redução de custos adotada pela empresa, ainda está no início e promete mais reduções para os próximos períodos. Já as despesas totais foram de US$ 454 milhões, US$ 64 milhões acima do 2T17 devido ao aumento de outras despesas operacionais e maiores despesas com pesquisa e desenvolvimento, que foram parcialmente compensadas pelas menores despesas pré-operacionais e de paradas. Os investimentos foram de US$ 863 milhões no 3T17, queda de 25,4% na comparação anual, destinados para a execução de projetos e manutenção das operações. A previsão é que os investimentos se ampliem no 4T17, acompanhando a sazonalidade usual. O Capex totalizou US$568 milhões, aumento de 12% na comparação anual, devido, principalmente, ao início dos desembolsos nos projetos na planta de pelotização da mina de São Luís e investimentos de substituição para mudança de planos na mina da bacia de Sudbury. Os segmentos de minerais ferrosos e de metais básicos representaram 49% do total investido na manutenção das operações no trimestre. O resultado financeiro líquido registrou ganho de US$220 milhões contra as perdas de US$1,039 bilhões apresentadas no ano anterior. O aumento de US$1,559 bilhão foi resultado de ganhos não-caixa da variação monetária e cambial no trimestre e ganhos nos derivativos de swap de moedas e taxa de juros em cerca de US$391 milhões. As despesas financeiras aumentaram em US$123 milhões, dos quais US$109 milhões representam prêmio sobre o valor de face da recompra de US$1,5 bilhão de bonds realizada em setembro. A Vale está focada em reduzir sua alavancagem. No 3T17 a dívida bruta reduziu-se em US$5,659 bilhões, passando de US$31,449 no final de setembro do ano passado para US$25,790 bilhões ao final de setembro deste ano. Essa redução deve-se ao repagamento líquido da dívida de US$2,874 bilhões, que foi parcialmente compensado pelo impactos da apreciação do real sobre o dólar. A dívida líquida decresceu em US$4,899 bilhões na comparação anual, baseada na posição de caixa em 30 de setembro, que foi de US$4,724 bilhões, resultado do fluxo de caixa livre positivo.O prazo médio da dívida aumentou para 8,4 anos, comparado aos 7,7 anos do 3T16, mostrando um alongamento da dívida. O seu custo médio após as operações de swap cambiais e de juros, aumentou ligeiramente para 4,96%. Ambos os aumentos foram resultado do programa de gestão de dívida no 3T17, no qual a companhia resgatou seus Bonds com vencimento em 2019 e recomprou parte com vencimento em 2020, reduzindo consequentemente, a dívida bruta e futuras despesas financeiras. A alavancagem medida pela relação Dívida Líquida/Ebitda ajustado caiu para 1,3x, comparado com 3,0x em setembro do ano anterior, mostrando os efeitos do programa de gestão de dívidas adotado pela empresa.

Número sobre a empresa

Todos os números estão em milhares
Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível