Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

24/01/2017 Solicitar análise

Pelo fato dos preços da VALE PNA (VALE5) já terem subido muito nos últimos pregões, a predominância compradora deve perder um pouco de força nos próximos dias, conforme apontado pelos patamares já bastante altos para o Índice de Força Relativa, representado pela linha dourada no gráfico. Esse “cansaço” da força compradora aumenta a chance de que os preços possam andar de lado ou apresentar alguma queda nos próximos dias. Caso os preços venham a cair, existe uma grande chance de que eles voltem a subir após se aproximarem do patamar de suporte em 30,55 representado pela linha verde no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em comprar ações da VALE PNA , o que poderá acarretar o aumento da demanda frente a oferta de papéis da empresa. Já no médio prazo (de 5 dias a 3 meses), a tendência para o preço das ações da VALE PNA continua sendo de alta, o que é evidente pela formação de topos e fundos cada vez em patamares mais elevados de preço, pelas médias móveis positivamente inclinadas e pelo volume financeiro maior apresentado nos dias de alta, o que aponta a aposta de grandes investidores na valorização da ação conforme pode ser observado pelo indicador de Acumulação/Distribuição.

2ª Resistência
R$
1ª Resistência
R$ 33,45
1º Suporte
R$ 30,55
2º Suporte
R$ 328,10

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra para as ações da VALE PNA poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 30,55 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e retomem as altas, dando continuidade à tendência de alta de médio prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que tem ações da VALE PNA em carteira visando o curto prazo, já deveriam avaliar a possibilidade de vender pelo menos parte de suas ações no momento, buscando realizar os lucros e colocar o dinheiro no bolso para novas oportunidades.

Análise fundamentalista

Sobre

A Vale é uma das três maiores mineradoras do mundo e tem um dos maiores valores de mercado entre as companhias brasileiras. São mais de 400.000 acionistas em todos os cinco continentes. A empresa é a maior produtora mundial de minério de ferro e pelotas, a segunda maior produtora de níquel e também produz manganês, ferro ligas, carvão térmico e metalúrgico, cobre, cobalto e fertilizantes. Atualmente, as ações da Vale são negociadas na BM&FBovespa, na bolsa de Nova Iorque, na bolsa de Paris e no mercado acionário de Hong Kong.

Pontos positivos

  • Com a aprovação do impeachment, a imagem internacional do governo brasileiro tende a melhorar e, por consequência, permitir captação de recursos a taxas mais atrativas; O minério de ferro extraído pela Vale é considerado de alta qualidade e a companhia tem grande volume de reservas inexploradas; Presença global da companhia, que mantém operações de extração em vários continentes, permite a mitigação do risco geográfico; Programa de estímulo ao crédito na China e indicadores positivos nessa economia aumentam a demanda por minério de ferro; Estratégia de redução das despesas e custos operacionais da mineradora agradam aos investidores, contribuindo para a sua valorização.

Pontos negativos

  • Oscilações da economia chinesa têm impacto direto sobre as cotações do minério de ferro, que responde por quase 70% da receita total da companhia; Os produtos da companhia são considerados commodities e têm seu preço pouco influenciado pela atuação da empresa e efetivamente determinados pelo mercado. Com isso, correções na cotação do minério de ferro podem contribuir para realizações nos preços das suas ações; Há grande pressão para que a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) seja aumentada o que pode pressionar as margens da companhia bem como a competitividade do minério brasileiro no mercado mundial; Situação de impasse com a BHP Billiton, na qual a empresa é sócia para a gestão da Samarco, pode gerar momentos de instabilidade na confiança do investidor.

Visão dos Analistas

A lenta recuperação da economia brasileira pouco afetou os resultados da Vale divulgados no 3T16, que apresentou bons números impulsionada pela alta nos preços do minério de ferro, nível recorde de produção e aumento nos volumes vendidos. A empresa, maior exportadora de minério do Brasil, se beneficiou da alta em US$ 23,30 na cotação do minério de ferro em comparação com o último ano (passando de US$ 47,70 em novembro 2015 para US$ 71,00 em novembro 2016) . Somado a isso, a Vale continua sendo favorecida pelas medidas adotadas pela China no início do ano para a expansão de crédito e aumento de emissão de bonds do governo. Essas medidas aqueceram o mercado em âmbitos estruturais e fiscais e, como consequência, a entrada de 110 milhões de novas ofertas foram facilmente absorvidas pelo mercado. A Vale (VALE5) tem uma exposição grande ao ritmo de crescimento da China, tendo em vista que, no 3T16, 39,7% do total da receita operacional foram proporcionadas por esse mercado consumidor. A previsão para 2016/2017 é que a cotação do minério de ferro se mantenha em alta, tendo em vista o crescimento na produção de minério de ferro pelas principais mineradoras. Somado a isso, os índices dos gerentes de compra (PMI) da economia chinesa em alta e a elevação das importações de minério de ferro por esse país, comprovam a demanda por essa commodity tende a crescer na mesma proporção que a sua cotação. Esse cenário é positivo para a Vale, que tem a maior parte da sua receita relacionada ao minério de ferro. Do ponto de vista financeiro, a Vale (VALE5) reportou no 3T16 receita líquida de US$ 7,324 bilhões, um aumento de 12,60% em relação ao mesmo período no último ano. Essa expansão tem origem nos maiores preços de venda de minério de ferro e pelotas (US$ 275 milhões), níquel e cobre (US$ 95 milhões) e carvão (US$ 25 milhões). O lucro líquido registrado nesse período foi de US$ 575 milhões, contra um prejuízo de R$ 2,17 bilhões no mesmo período do ano passado. Esse resultado foi impulsionado pelos maiores volumes de vendas, em US$ 230 milhões. O EBTIDA ajustado da empresa foi de US$ 3,023 bilhões no 3T16, uma melhora em 37% em comparação com o mesmo período no último ano. Esse resultado foi proporcionado pela alta no preço do minério de ferro e redução de custos e despesas, em US$ 5,264 bilhões. A redução de custos e despesas foi motivada pela contração dos custos em US$ 1,740 bilhões e pelas variações cambiais. A dívida líquida divulgada, no entanto, foi de US$ 25,965 bilhões, um aumento de 7% em relação ao balanço anterior. Apesar desse resultado para a dívida líquida, a alavancagem (relação dívida líquida/EBITDA) continuou no mesmo patamar do registrado no terceiro trimestre do último ano, em 3,6x. As despesas totais de US$ 631 milhões no 3T16 ganharam destaque na divulgação, uma redução de 51% em relação ao 3T15. Observamos que a forte performance verificada no controle de custos no terceiro trimestre e a estratégia de desinvestimento, com reavaliação de estratégias pouco rentáveis, têm agradado aos investidores e dado à Vale destaque no mercado. Os investimentos da empresa totalizaram US$ 1,257 bilhão nesse período, sendo US$ 741 milhões em execução de projetos e US$ 516 milhões em investimentos correntes na manutenção das operações. Entre os investimentos na execução de projetos, ressaltamos o Projeto Ferro Carajás S11D, o maior da história da Vale e que busca expandir a atividade mineradora de Carajás com mina, usina, logística ferroviária e portuária. A principal preocupação atual está relacionada ao rompimento da barragem da Samarco, empresa da qual é sócia juntamente com a BHP Bilitton. Essa empresa não está operando e corre riscos de entrar com pedido de recuperação judicial. A Vale (VALE5) está desalinhada com a BHP Bilitton tendo em vista divergências de avaliação sobre a dívida da Samarco e a estrutura de depósito de rejeitos. Para lidar com essa questão, a empresa busca a geração de lucros, com cortes nas despesas e redução das metas de produção para 2017. Apesar do cenário desafiador, avaliamos que a Vale é uma companhia com uma gestão de alta qualidade e tem sua receita baseada em ativos com potencial alta de geração de valor, como vem acontecendo até então. Nesse sentido, mesmo diante dos fatores de risco comentados ao longo deste relatório, observamos uma tendência de alta para o ativo VALE5.

Número sobre a empresa

Todos os números estão em milhares
Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível