Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

14/06/2019 Solicitar análise

Pelo fato dos preços da Usiminas (USIM5) já terem subido muito nos últimos pregões, a predominância compradora deve perder um pouco de força nos próximos dias, conforme apontado pelos patamares já bastante altos para o Índice de Força Relativa, representado pela linha dourada no gráfico. Esse “cansaço” da força compradora aumenta a chance de que os preços possam andar de lado ou apresentar alguma queda nos próximos dias. Caso os preços venham a cair, existe uma grande chance de que eles voltem a subir após se aproximarem do patamar de suporte em 8,45 representado pela linha verde no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em comprar ativos da Usiminas, o que poderá acarretar o aumento da demanda frente a oferta de papéis. Já no médio prazo (de 5 dias a 3 meses), a tendência para o preço dos ativos da Usiminas continua sendo de alta, o que é evidente pela formação de topos e fundos cada vez em patamares mais elevados de preço, pelas médias móveis positivamente inclinadas e pelo volume financeiro maior apresentado nos dias de alta, o que aponta a aposta de grandes investidores na valorização do ativo.

2ª Resistência
R$ 10,30
1ª Resistência
R$ 9,15
1º Suporte
R$ 8,45
2º Suporte
R$ 37,70

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra para as ações da Usiminas poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 8,45 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e retomem as altas, dando continuidade à tendência de alta de médio prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que tem ações da Usiminas em carteira visando o curto prazo, já deveriam avaliar a possibilidade de vender pelo menos parte de suas ações no momento, buscando realizar os lucros e colocar o dinheiro no bolso para novas oportunidades.

Análise fundamentalista

Sobre

Usiminas iniciou suas operações em 1962 e, desde então, é um dos maiores grupos siderúrgicos do Brasil, atuando de forma verticalizada ao longo da cadeia do aço, com atividades nas áreas de mineração, logística, bens de capital, centros de serviços e soluções customizadas para a indústria. A Companhia foi a primeira empresa a ser privatizada dentro do programa de desestatização no começo dos anos 90. Atualmente, a Empresa tem ações negociadas na B3, nos EUA (Mercado de Balcão - Over the Counter) e também em Madri, na Espanha.

Pontos positivos

  • Unidades de produção geograficamente dispersas facilitam o atendimento a diferentes polos industriais no Brasil. Forte presença nas regiões mais industrializadas e que concentram mais da metade do PIB nacional. A Empresa possui participação no capital da MRS Logística, posição que lhe garante presença permanente no conselho de administração desta Companhia. Know-how em aços especiais para o segmento de construção civil possibilita que a Usiminas conte com vantagens competitivas para a participação em grandes projetos de infraestrutura no Brasil. Conta com um Centro de Tecnologia que é o maior e mais moderno da América Latina e permite à empresa buscar inovações para dominar tecnologias de alto valor. Linha de produtos variada para atender diferentes mercados.

Pontos negativos

  • O setor de atuação da Usiminas é altamente cíclico, com a demanda atrelada ao nível de atividade econômica, especialmente devido às aplicações do aço serem direcionadas a setores também cíclicos da economia. Dificuldades de ajuste da produção à demanda em função da dinâmica da produção de aço. Forte concorrência no segmento. Flutuações no câmbio podem prejudicar o desempenho financeiro da Companhia. Adversidades na economia mundial pode impactar no volume exportado.

Visão dos Analistas

A Usiminas, neste primeiro trimestre do ano, obteve resultados inferiores aos demonstrados no mesmo período do ano passado. No período em questão, apesar do crescimento da receita, a variação dos custos superou a evolução do faturamento que, por sua vez, impactou o lucro bruto. As despesas avançaram e contribuíram para a menor geração bruta de caixa decorrente das atividades operacionais. Esse cenário ilustrado acima é explicado pelo ritmo aquém do esperado da economia brasileira, com a indústria operando em elevada capacidade ociosa. As expectativas dos agentes econômicos começam a se deteriorar e as reformas, com destaque para a da Previdência e a tributária, são importantes para romper com atual ciclo de negócios que não ganha tração. Caso tenhamos um ritmo mais aquecido para a atividade industrial brasileira, tal fato pode dar celeridade ao avanço dos dados operacionais nos próximos trimestres. O cenário externo ainda demanda cautela. A Argentina, responsável por 30% da demanda por produtos siderúrgicos da Usiminas, passa por uma severa recessão econômica. Ainda, a Europa, com participação de 48% do destino das exportações da Brasileira, segue com expansão econômica cadenciada, refletindo os temores da guerra comercial iniciada entre EUA e China. Pelos resultados apresentados ao fim do ano passado e o início de 2019, revisamos a tendência de USIM5 de alta para neutra. Acreditamos que os múltiplos apresentados estão próximo do valor considerado justo, além do ROE (quanto maior, melhor) abaixo dos pares e EV/Ebitda (quanto menor, melhor) maior do setor. Se a reforma da Previdência vier de forma esperada pelo mercado, e com a possível retomada econômica mais disseminada, poderemos alterar a tendência para alta em longo prazo. ANÁLISE DE RESULTADOS 1º TRIMESTRE DE 2019 A Usiminas apresentou uma receita líquida de R$3,5 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 8,8% na comparação anual. Este aumento pode ser explicado principalmente pelos maiores preços e volumes de vendas de minério de ferro. No resultado atual, 82% da receita líquida é proveniente do mercado interno, enquanto 18% é atribuído ao mercado internacional. O custo dos produtos vendidos (CPV) fechou o trimestre totalizando R$3,0 bilhões, alta de 15,3% em comparação ao 1T18. O lucro bruto (receitas líquidas - custos) recuou 18,9%, fechando o trimestre em R$495,9 milhões, representando uma margem bruta (lucro bruto/receita líquida) de 14%, queda de 4,9 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado, que serve como parâmetro de resultado operacional, no trimestre foi de R$487,5 milhões, contra R$641,2 milhões do 1T18, decrescimento de 23,9%. A queda está relacionada à variação menor do lucro bruto e da evolução de 4,1% das despesas, que saltou de R$288,4 milhões para R$300,4 milhões. Como consequência da queda do Ebitda, a sua margem passou de 19,8% para 13,8%. No primeiro trimestre do ano, a Companhia apresentou um lucro líquido de R$76,2 milhões, uma diminuição de 51,4% na comparação com o 1T18, culminando em uma deterioração da margem líquida, de 4,9% para 2,2%. Ainda, o resultado financeiro (relação entre as despesas e receitas financeiras), que impacta na lucratividade líquida do negócio, se manteve estável, na mesma base temporal, calculado em despesas financeiras de R$135,7 milhões. O volume total de vendas de minério de ferro no trimestre ficou 4,9% maior que o mensurado no 1T18, totalizando 1,8 milhão de toneladas. Na comparação com o trimestre passado, a evolução foi evidente, crescendo 25%, explicada por maiores volumes vendidos no mercado doméstico para terceiros e para exportação. A receita desta linha de atuação somou R$R$418,1 milhões. Por sua vez, o volume de vendas em toneladas de aço recuou de 1,08 milhão de toneladas no 1T18 para 1,0 milhão de toneladas no 1T19, sendo 885 mil toneladas destinadas ao mercado interno. A receita da siderurgia totalizou neste trimestre R$3,0 bilhões. Os investimentos (CAPEX) somaram R$88,6 milhões neste trimestre, elevação de 36% ante o primeiro trimestre do ano passado. A soma de capital foi destinada em 75% na Unidade de Siderurgia, 23% na Unidade de Mineração e 1% tanto para a Unidade de Transformação do Aço quanto a Unidade de Bens de Capital. No que tange ao endividamento financeiro, no 1T19, a Usiminas contabilizou R$5,5 bilhões de dívida bruta, redução de 6,1% na comparação anual. No período, houve aumento de 13% no caixa e aplicações, para R$1,7 bilhão, enquanto a dívida líquida recuou 10%, mensurada em R$3,7 bilhões. Quanto à composição do endividamento por período de vencimento, cerca de 3% da dívida bruta está voltada para o curto prazo, enquanto 97% está voltada para o longo prazo. No ano anterior, a relação era de 8% e 92%, respectivamente. Ainda na avaliação das obrigações, as altas somas de capital empregados nas operações de siderurgia e mineração são inerentes ao setor, entretanto, a dívida líquida/EBITDA da Usiminas fechou o 1T19 em 1,5x, valor atrativo em relação aos seus principais pares. Isto somado ao perfil de longo prazo das obrigações são aspectos positivos para a Companhia que possui caixa suficiente para honrar com os compromissos de curto prazo.

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Valor
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    $545.99Preço da Ação
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    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
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    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível