Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

22/01/2018 Solicitar análise

Para os próximos dias, a perspectiva para os ativos da PETROBRAS PN é de queda. Isso porque, com a alta recente dos preços, a cotação do ativo se aproxima de uma zona de preços onde existem muitos investidores dispostos a vender o ativo, representada pela resistência em 18,40 (linha vermelha no gráfico), o que deverá ocasionar um aumento da oferta em relação à demanda pelos papéis no curto prazo e consequentemente uma maior probabilidade de queda. Apesar da perspectiva de queda nos próximos dias, no médio prazo (de 5 dias a 3 meses) a perspectiva continua sendo de alta para os preços. Neste contexto, a tendência é de que o volume de compradores no mercado permaneça excedendo o número de vendedores, acarretando uma maior probabilidade de que os preços sigam se valorizando no médio prazo. Do ponto de vista técnico, essa perspectiva é demonstrada pelas médias móveis positivamente inclinadas e pela formação de topos e fundos cada vez em patamares mais elevados de preço.

2ª Resistência
R$ 20,00
1ª Resistência
R$ 18,40
1º Suporte
R$ 17,40
2º Suporte
R$ 316,25

Avaliar compras

Uma oportunidade interessante de compra nas ações da PETROBRAS PN poderá ocorrer caso os preços superem a resistência em 18,40 representada pela linha vermelha no gráfico, com força e convicção, o que seria demonstrado por um fechamento de dia próximo da máxima, acima do patamar de resistência, e preferencialmente com volume financeiro acima da média diária. Neste cenário, a empresa apontaria para a possibilidade de aceleração da tendência principal de alta. Outra possível oportunidade de compra surgirá caso os preços se aproximem do suporte mais próximo em 17,40 representado pela linha verde no gráfico, onde existe grande concentração de compradores que poderiam acarretar o aumento da demanda pelos papéis da PETROBRAS PN em relação à oferta, gerando a retomada das altas para os preços da ação.

Avaliar vendas

As pessoas que tem ações da PETR4 em carteira visando o curto prazo deverão avaliar a possibilidade de realizar os lucros na proximidade dos 18,40. Outro cenário no qual seria recomendado se avaliar a venda das ações, seria no caso dos preços desrespeitarem o suporte mais próximo em 17,40, cenário no qual a tendência de alta de médio prazo poderia ser desconfigurada.

Análise fundamentalista

Sobre

A Petrobras é uma petrolífera controlada pelo governo federal brasileiro e que atua como uma empresa integrada de energia nos setores de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, energia elétrica, gás-química e biocombustíveis. A companhia atualmente está presente em 18 países além do Brasil, atuando nas Américas, Europa, Ásia e África em operações em bacias, refinarias, termelétricas, terminais e oleodutos, gasodutos, fábricas de fertilizantes e novos empreendimentos nas áreas de refino, exploração e produção. Seus produtos atingem os mais diversos setores como o automotivo, doméstico, industrial, nitrogenados, ferroviários, marítimos e de aviação. Além disso, após os escândalos de corrupção envolvendo a companhia, ela teve sua gestão alterada e adotou um Plano estratégico e um Plano de Negócios e Gestão para 2017-2021 de forma integrada, buscando crescer de forma sustentável e realista, com operações mais seguras e almejando melhorias em sua rentabilidade.

Pontos positivos

  • Processo de desalavancagem da companhia têm sido efetivado e gerado resultado sobre seus indicadores de alavancagem; A queda do dólar beneficia a redução da dívida da companhia em moeda estrangeira; Processo de privatização de subsidiárias da Petrobras, contribui para redução de sua alavancagem; Mudança na gestão da companhia com o Plano estratégico e um Plano de Negócios e Gestão para 2017-2021; Após o impeachment, observa-se menor ingerência do governo nos negócios da companhia o que tende a melhorar seu resultado; Empresa detém liderança na extração de petróleo no Brasil, com expertise na exploração em águas profundas; A companhia tem privilégios na exploração das reservas do pré-sal o que amplia seu estoque de petróleo; A empresa é integrada verticalmente, controlando atividades de exploração, produção, refino e comercialização do petróleo e de seus derivados.

Pontos negativos

  • A continuidade da operação Lava Jato pode trazer novos desdobramentos para companhia, afetando sua credibilidade e obrigando a troca de executivos; A ação movida por acionistas nos EUA que busca indenização por danos causados pela corrupção pode afetar adversamente a companhia; Exposição forte a cotação do petróleo nos mercados internacionais impactam o resultado diretamente; A redução do crescimento Chinês e a incerteza em relação a limitação da produção de países da OPEP tem pressionado para baixo a cotação do petróleo; O cenário político e econômico afeta diretamente os negócios da empresa; A queda nos níveis de investimento são um ponto de atenção sobre a geração de fluxo de caixa futuro da companhia; Possíveis paralisações na produção podem afetar a empresa.

Visão dos Analistas

O escândalo de corrupção deflagrado pela operação Lava Jato que acertou em cheio a Petrobras (PETR4) e agravou a crise política econômica do país, parece que já é página virada no ambiente da empresa. A nova gestão tem conseguido atingir as metas traçadas e efetivar sua estratégia de desalavancagem. A movimentação do petróleo, com expansão de 24% na comparação anual, no acumulado dos 9M17, e a queda de 10% no câmbio dão essa impressão de que o pior já passou no curto prazo. O resultado do 3T17, frustrou o mercado e veio abaixo das expectativas. Mais uma vez, a companhia incluiu itens não recorrentes no seu balanço, fazendo com que o lucro ficasse aquém do esperado. O principal impacto sobre o resultado foram as contingências judiciais e a adesão da companhia ao programa de parcelamento de tributos, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da estatal. De fato, o balanço teve seus pontos positivos, o resultado operacional, medido pelo Ebitda ajustado, e a receita da companhia superaram as expectativas do mercado, mostrando a melhora na eficiência operacional da empresa. Apesar do resultado fraco, a companhia conseguiu reduzir seu endividamento e ampliar sua geração de caixa, um dos pilares adotados pela sua nova gestão. O ponto de atenção em seus resultados continua sendo o declínio em seus investimentos, impactando a produção futura, o que pode afetar o fluxo de caixa da estatal. Contudo os números apresentados, excluídos os itens não recorrentes, foram bons no geral e a companhia já aguarda um quarto trimestre com resultados melhores, dado que o 3T17 foi marcado por fatores pontuais que não devem se repetir nos próximos meses. A previsão é que o seu endividamento caia ainda mais no 4T17, dada a política de desinvestimentos da companhia. Além disso, a retomada do crescimento econômico para os próximos anos, junto com a melhora dos indicadores macroeconômicos favorecem o cenário para os próximos resultados da estatal. Somando a esse cenário, a mudança na presidência da empresa, marcada por uma gestão mais profissional, gera mais espaço para valorização das ações, que, mesmo diante do ambiente de riscos enfrentado pela empresa, possui bons múltiplos que deixam o papel mais atrativo. Assim, mantemos a tendência de alta para o ativo no longo prazo. ANÁLISE DE RESULTADO 3º TRIMESTRE 2017 A receita líquida da Petrobras somou R$71,8 bilhões no 3T17 mostrando alta de 2% na comparação anual, quando havia ficado em R$70,443 bilhões. Já o Ebitda ficou em R$21,6 bilhões, mostrando uma queda de 13,6%. No trimestre a companhia apresentou maiores exportações líquidas de petróleo e derivados a preços mais elevados. Contudo, o lucro líquido no 3T17, veio 89,6% abaixo das expectativas do mercado, totalizando R$266 milhões. Em comparação com o mesmo trimestre do ano passado houve uma forte melhora, dado que a companhia havia apresentado um prejuízo de R$16,458 milhões. Grande parte do impacto para o resultado ter vindo abaixo das expectativas foi o maior gasto com adesão a programas de regularização tributária e itens não recorrentes. As perdas com os chamados “itens especiais” somaram R$3,35 bilhões no trimestre, sendo que desse montante, R$1,06 bilhão se refere a “perdas com contingências judiciais”, R$1,03 bilhão referente a perda com programa de regularização de débitos federais e R$751 milhões foram perdas com alienação e baixa de ativos. As contingências judiciais se referem a algum julgamento, seja na esfera administrativa ou na judicial, que de acordo com a comissão de avaliação, que avalia a probabilidade de êxito naquele processo, altere essa probabilidade e gere efeito sobre o resultado. Apesar desse impacto sobre o resultado, ele foi muito menor que os R$20,21 bilhões apurados em perdas no terceiro trimestre do ano passado, quando as baixas contábeis por reavaliação do valor do ativo (impairment) somaram R$15,17 bilhões. Em comparação, de julho a setembro de 2017 a Petrobras perdeu R$222 milhões em baixas por impairment, valor bem inferior ao apresentado na comparação anual. Para o 4T17 a companhia não espera um impairment significativo. Retirando os efeitos não-recorrentes, o resultado da companhia não fica tão diferente do aguardado pelo mercado. No acumulado do ano o lucro é de R$5 bilhões, ante o prejuízo de R$17,3 bilhões nos primeiros nove meses do ano passado. Mas, apesar do resultado positivo a companhia ainda não garante que irá voltar a pagar dividendos aos acionistas neste ano. A empresa já não distribui proventos desde 2013 e isso só irá ocorrer se a petrolífera conseguir fechar o exercício completo no azul, segundo seus gestores. Um ponto de atenção fica sobre a adesão à arbitragem coletiva ajuizada com a Petrobras pelos três principais fundos de pensão: Petros, Previ e Funcef. Essa ação busca reproduzir no país o mecanismo da ação coletiva que corre contra a estatal na justiça norte americana e, caso se efetive, pode gerar um ônus a companhia. Um ponto de destaque foi o negócio de exploração e produção que registrou um Ebit de R$6,3 bilhões, por conta da produção sólida e dos preços melhores. A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras no acumulado do ano foi de 2,776 milhões de barris de óleo, 3% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. A companhia manteve sua posição de exportadora líquida, com saldo de 385 mil barris por dia, quando comparado aos 111 mil barris do mesmo período do ano anterior. Essa expansão foi em função do aumento das exportações de petróleo e derivados em 39% e da redução das importações em 19%. A geração de caixa operacional somou R$24,02 bilhões queda de 10% na comparação anual. Ao fim do trimestre a estatal tinha R$74,4 bilhões em caixa, ante R$72,6 bilhões do mesmo período do ano anterior. Segundo a gestão da companhia, esse valor é suficiente para a empresa ficar sem captar no mercado por três anos. A Petrobras continua com os esforços para alongar o perfil da sua dívida, sendo que ao todo houve uma redução em 11%, ou US$3,4 bilhões, desde setembro. Os esforços implementados já resultaram em uma significativa melhora no seu perfil de dívida. Ao fim de setembro, a alavancagem medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda chegou a 3,16x, abaixo dos 3,54x apresentado ao final do ano anterior. O endividamento líquido chegou a R$279,2 bilhões, uma queda de 5,45% ante a dívida apurada no mesmo período do ano passado. Uma das medidas adotadas pela gestão para melhorar o perfil financeiro da companhia foi a redução dos investimentos. A companhia cortou de US$17 bilhões para US$16 bilhões a previsão de investimentos neste ano, sendo que ela ainda deve divulgar uma revisão do plano de negócios quinquenal até o fim do ano. Essa redução foi fruto de um mix de postergação de eventos, como construção de plataformas, do gasoduto rota 3 e ajustes no cronograma do projeto de Tartaruga Verde. Além disso, a redução de tarifas de embarcações de apoio e a maior eficiência nas atividades de revitalização de plataformas, por sua vez, contribuíram positivamente. Ao mesmo tempo, a meta de produção da companhia está mantida para esse ano em 2,07 milhões de barris diários. Apesar das postergações de algumas perfurações de poços para 2018, essa medida não deve trazer impacto sobre a produção.

Número sobre a empresa

Todos os números estão em milhares
Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível