Tendências

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5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

21/07/2017 Solicitar análise

Para os próximos dias, a perspectiva para as ações da PETROBRAS PN é de queda. Isso porque, com a alta recente dos preços, a cotação da ação se aproxima de uma zona de preços onde existem muitos investidores dispostos a vender a ação, representada pela resistência em 13,35 (linha vermelha no gráfico), o que deverá ocasionar um aumento da oferta em relação à demanda pelos papéis da empresa no curto prazo e consequentemente uma maior probabilidade de queda. Caso os preços consigam ultrapassar a resistência em 13,35,demonstrando a predominância da força compradora, a PETROBRAS PN poderá acelerar as altas e retomar a tendência de alta no médio prazo. Por enquanto, a tendência de médio prazo para a PETROBRAS PN (PETR4) permanece lateral.

2ª Resistência
R$ 15,05
1ª Resistência
R$ 13,35
1º Suporte
R$ 11,60
2º Suporte
R$ 310,50

Avaliar compras

Uma oportunidade de compra na PETROBRAS PN, poderá surgir caso os preços consigam romper a resistência em 13,35 (linha vermelha no gráfico), dentro de características ideais (fechamento próximo da máxima e volume acima da média), cenário que abriria a possibilidade de retomada da tendência de alta no médio prazo.

Avaliar vendas

Quem busca oportunidades de venda de ações da empresa, deverá ficar especialmente atento ao rompimento do suporte em 11,60, já que este sinal poderia acarretar a retomada da tendência de baixa no médio prazo. Outro cenário no qual seria interessante avaliar vender ações da empresa , seria na proximidade da resistência em 13,35, já que neste patamar a pressão vendedora é predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e acarretando a possibilidade de alguma correção no curto prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

A Petrobras é uma petrolífera controlada pelo governo federal brasileiro e que atua como uma empresa integrada de energia nos setores de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, energia elétrica, gás-química e biocombustíveis. A companhia atualmente está presente em 18 países além do Brasil, atuando nas Américas, Europa, Ásia e África em operações em bacias, refinarias, termelétricas, terminais e oleodutos, gasodutos, fábricas de fertilizantes e novos empreendimentos nas áreas de refino e exploração e produção. Seus produtos atingem os mais diversos setores como o automotivo, doméstico, industrial, nitrogenados, ferroviários, marítimos e de aviação. Além disso, após os escândalos de corrupção envolvendo a companhia, ela teve sua gestão alterada e adotou um Plano estratégico e um Plano de Negócios e Gestão para 2017-2021 de forma integrada, buscando crescer de forma sustentável e realista, com operações mais seguras e buscando melhorias em sua rentabilidade.

Pontos positivos

  • Processo de desalavancagem da companhia têm sido efetivado e gerado resultado sobre seus indicadores de alavancagem; A queda do dólar beneficia a redução da dívida da companhia em moeda estrangeira; Processo de privatização de subsidiárias da Petrobras, o que contribui para redução de sua alavancagem; Mudança na gestão da companhia com o Plano estratégico e um Plano de Negócios e Gestão para 2017-2021; Após o impeachment, observa-se menor ingerência do governo nos negócios da companhia o que tende a melhorar seu resultado; Empresa detém liderança na extração de petróleo no Brasil, com expertise na exploração em águas profundas; A companhia tem privilégios na exploração das reservas do pré-sal o que amplia seu estoque de petróleo; A empresa é integrada verticalmente, controlando atividades de exploração, produção, refino e comercialização do petróleo e de seus derivados.

Pontos negativos

  • A continuidade da operação Lava Jato pode trazer novos desdobramentos para companhia, afetando sua credibilidade e obrigando a troca de executivos; A ação movida por acionistas nos EUA que busca indenização por danos causados pela corrupção pode afetar adversamente a companhia; Exposição forte a cotação do petróleo nos mercados internacionais impactam o resultado da Petrobras diretamente; A redução do crescimento Chinês e a incerteza em relação a limitação da produção de países da OPEP tem pressionado para baixo a cotação do petróleo; O cenário político e econômico afeta diretamente os negócios da empresa; Possíveis paralisações na produção podem afetar a empresa.

Visão dos Analistas

A Petrobras (PETR4) foi envolvida no maior escândalo de corrupção do país. Os desvios bilionários, com os principais executivos da empresa presos e respondendo a processos ainda em andamento, todos no âmbito da operação Lava Jato, geraram fortes correções para o ativo. Apesar da crise detonada pela Lava Jato, a Petrobras tem conseguido efetivar sua estratégia de desalavancagem e apresentou resultados operacionais e financeiros positivos no 1T17, período marcado por um bom desempenho, desconsiderando a entrada de caixa da venda de ativos. A redução das despesas com pessoal por conta do Programa de Incentivo às Demissões Voluntárias, aliado a melhoria da eficiência do pré-sal e com maior geração de caixa, contribuíram para o bom resultado no período. Além disso, a valorização do preço do petróleo no mercado internacional e a desvalorização do dólar frente ao real, juntamente com o aumento da exportação, devido ao excedente da produção de óleo que se formou com o decréscimo do consumo interno e o crescimento do processamento de óleo e gás natural produzidos no Brasil, ajudaram a reduzir os custos logísticos. Contudo, apesar da empresa lucrar mais com a gasolina e com o diesel, o consumo interno permanece fraco e a desalavancagem da dívida se apresenta como um do principais desafios para a petroleira continuar apresentando bons resultados. No 1T17, a Petrobras apresentou lucro líquido de R$ 4,449 bilhões, ante prejuízo de R$ 1,246 bilhão no mesmo trimestre do ano anterior. O Ebitda ajustado da petroleira foi de R$ 25,254 bilhões, alta 19% em relação ao ano anterior, a margem do Ebitda ajustado foi de 37% no período. Esse resultado foi determinado por: (i) menores gastos com importações de petróleo e gás natural; (ii) pela maior participação do óleo nacional na carga processada e pela maior oferta de gás nacional; (iii) pelo aumento de 72% nas exportações que atingiram 782 mil barris/dia, com preços médios de petróleo mais elevados; (iv) pela redução de 27% nas despesas com vendas, gerais e administrativas; (v) pela queda de 11% nas despesas financeiras líquidas e (vi) por menores gastos com baixa de poços secos e/ou subcomerciais e com ociosidade de equipamentos. O crescimento da produção de óleo nacional, que foi processado para a geração de derivados mais nobres contribuiu para o resultado e compensou a queda do consumo interno. Além disso, a tendência para os próximos meses é de aumento da demanda de gás e aumento da oferta para atender essa alta do consumo, fato que deve ajudar a melhorar a rentabilidade da companhia. Contudo, a receita líquida somou R$ 68,365 bilhões no 1T17, mostrando recuo de 3% tanto na comparação anual quanto na trimestral. Os investimentos da Petrobras totalizaram R$ 11,552 bilhões no trimestre, mostrando recuo de 26% no comparativo anual, onde havia ficado em R$ 15,593 bilhões. A maior parte dos investimentos foi direcionada à área de Exploração e Produção, que recebeu R$ 9,385 bilhões (redução de 32% na comparação anual). Na sequência, apareceram os setores de Gás e Energia, com R$ 1,149 bilhão (crescimento de 293%). Abastecimento, com aporte de R$ 835 milhões (queda de 12%), Corporativo, com R$ 85 milhões (queda de 59%), Distribuição, com R$ 71 milhões (queda de 28%) e Biocombustível, com R$ 18 milhões (recuo de 93% na comparação anual). A companhia encerrou o 1T17 com um fluxo de caixa livre positivo de R$ 13,368 bilhões, aumento de 11,8% em relação ao trimestre anterior e valor 5,6 vezes o registrado no primeiro trimestre do ano anterior. Outro ponto de destaque para o bom resultado da companhia no período foi o bom desempenho operacional e financeiro da BR Distribuidora no 1T17. O preço de derivados básicos comercializados pela PETR4 no mercado interno no 1T17 foi de R$ 227,62 o barril, ante R$ 231,68 o barril um ano antes. Já o preço de venda do petróleo praticado no Brasil foi de US$ 50,70 o barril, ante US$ 28,88 um ano antes. As vendas de combustíveis pela Petrobras no mercado interno atingiram 1,951 milhões de barris por dia no 1T17, recuo de 2% em relação ao trimestre anterior e em comparação com o ano anterior houve queda de 5%. Com isso as vendas totais da companhia ficaram em 3,393 milhões de barris por dia, 1% abaixo dos 3,439 milhões de barris no mesmo trimestre do ano anterior. O custo de refino no período aumentou para US$ 3,04 o barril, de US$ 2,27 o barril um ano antes e US$ 2,92 o barril no trimestre anterior. O custo de extração sem participação governamental atingiu R$ 33,65 o barril, sendo que com a participação governamental, o custo foi de R$ 62,73. Houve uma redução dos gastos operacionais gerenciáveis de 18% e das despesas de vendas, gerais e administrativas de 27% como um dos principais motivos do lucro apresentado no trimestre e da geração de caixa recorde. Além disso, a redução de 17% de empregados geraram redução de gastos e ganhos com produtividade, aumentando a curva de produção da companhia. O resultado financeiro líquido da estatal ficou negativo em R$ 7,755 bilhões no trimestre encerrado em março, ante o resultado negativo de R$ 8,693 bilhões do mesmo trimestre do ano anterior. A alavancagem da companhia medida pela relação dívida líquida/Ebitda atingiu 3,24x, ante os 5,03x do mesmo período do ano anterior, resultado melhor do que o esperado pela gestão da companhia. O endividamento bruto da petroleira atingiu R$ 364,758 bilhões, sendo R$ 34,971 bilhões de curto prazo e R$ 329,787 bilhões de longo prazo. Esse montante é 19% inferior aos R$ 405,015 bilhões de março do ano passado. Seu caixa encerrou o trimestre com R$ 60,874 bilhões em caixa. O endividamento líquido alcançou R$ 300,975 bilhões, ante R$ 369,494 bilhões em março do ano anterior. As dívidas da petroleira a vencer neste ano totalizam R$ 25,574 bilhões, sendo que sua dívida total, equivalente a R$ 259,026 bilhões em março, contraída em dólar. Outros R$ 18,723 bilhões foram em euros, R$ 78,669 bilhões em reais e R$ 7,545 bilhões em outras moedas. Visando minimizar sua exposição a oscilação do câmbio, a companhia utiliza contabilidade de hedge para proteção de exportações futuras altamente prováveis. Essa prática contábil, ameniza o impacto cambial e financeiro sobre suas demonstrações. A melhoria contínua na estrutura de custos da companhia é crucial para ajudar a reconstruir a confiança dos investidores na empresa, como foi sinalizado no 1T17. Uma das medidas adotadas foi a venda de ativos visando atingir sua meta de desinvestimentos, de US$ 21 bilhões, até o fim do ano que vem e a companhia incluiu a polêmica refinaria de Pasadena entre os ativos que vai vender, além da sua subsidiária africana Petrobras Oil & Gas BV. Além dessas, a empresa já informou o fechamento da venda de 90% das suas ações na Nova Transportadora do Sudeste e seu impacto sobre as demonstrações financeiras no segundo trimestre que devem chegar a um reconhecimento de ganho de cerca de R$ 6,7 bilhões antes dos tributos. Em termos gerais, os resultados operacionais e financeiros foram positivos e garantiram um bom trimestre para a companhia. Houve uma aceleração no processo de desalavancagem, fato que tem beneficiado a empresa. Além disso, a Petrobras ainda possui um extenso acesso a diferentes fontes de financiamento compatíveis com o seu perfil, tendo acesso ainda aos bancos chineses e contato com investidores do país que possuem interesse nos leilões realizados no Brasil, o que deve atrair financiadores japoneses também. A empresa ainda tem por decreto o direito de preferência nas áreas do pré-sal que serão leiloadas neste ano. Diante do resultado apresentado e do cenário positivo para o segundo trimestre aumentam as chances de a Petrobras distribuir dividendos ainda nesse ano, como afirmou seu presidente Pedro Parente. Segundo ele, a petroleira dificilmente irá registrar novas baixas contábeis intensas como as de 2016. Contudo, algumas “surpresas positivas” no 1T17 podem não se repetir nos próximos resultados trimestrais. A previsão é que o seu endividamento caia ainda mais no 2T17 com a entrada no caixa do pagamento da Brookfield pela subsidiária de gás natural NTS. Além disso, a retomada do crescimento econômico para os próximos anos, aliada a melhora dos indicadores macroeconômicos favorecem o cenário positivo para os resultados da estatal. Mesmo diante do ambiente de riscos enfrentando pela empresa, entendemos que a pressão sofrida pelas suas ações nos últimos anos foi o suficiente para deixá-la mais atrativa. Somando a esse cenário, a mudança na presidência da companhia, marcada por uma gestão mais profissional gera mais espaço para valorização das ações. Assim, após termos mantido o papel em tendência de baixa por dois anos, período no qual as ações caíram mais de 80%, mantemos a tendência do ativo de alta.

Número sobre a empresa

Todos os números estão em milhares
Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível