Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

22/04/2019 Solicitar análise

No médio prazo, a tendência para os preços da PETROBRAS PN (PETR4) é de lateralização, já que não há fatores suficientes para se configurar uma tendência de alta ou de baixa neste momento. Pelo fato dos preços não se encontrarem próximos nem de zonas de pressão compradora (suportes) nem de predominância vendedora (resistências), a tendência de curto prazo para a cotação é neutra. Neste contexto, não vemos oportunidades interessantes de compra nem de venda do ativo no momento. Caso os preços venham a subir, existe uma chance razoável de que eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 29,60 representada pela linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em desfazer de seus ativos, o que poderá acarretar o aumento da oferta frente a demanda pelos papéis. Ao mesmo tempo, caso os preços consigam ultrapassar essa resistência com força e convicção (fechamento próximo da máxima e volume acima da média), haverá uma enorme probabilidade de continuação das altas e de retomada da tendência de alta de médio prazo para a PETROBRAS PN (PETR4). Em um cenário de queda para os preços, um ponto de possível interrupção das quedas ficaria na região de suporte em 25,80 representado pela linha verde no gráfico, onde o aumento da demanda pelos papéis poderia ocasionar a retomada das altas da PETR4.

2ª Resistência
R$
1ª Resistência
R$ 29,60
1º Suporte
R$ 25,80
2º Suporte
R$ 324,70

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra para as ações da PETROBRAS PN poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 25,80 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e retomem as altas. Outro cenário interessante para compras, ocorrerá caso os preços superem a região de resistência em 29,60 com um candle de força e volume financeiro acima da média diária, situação em que seria extremamente provável que os preços continuassem subindo, iniciando uma nova tendência de alta de médio prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que têm ações da PETROBRAS PN em carteira visando o curto prazo, deverão avaliar vender ações da empresa na proximidade da resistência em 29,60, já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e portanto a chance de que ocorra alguma queda para os preços. Outro cenário no qual seria recomendado que se avaliasse a venda das ações, seria no desrespeito do suporte em 25,80, que caso venha aconteça poderia recolocar a ação em tendência de baixa no médio prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

A Petrobras é uma petrolífera controlada pelo Governo Federal brasileiro e que atua como empresa integrada de energia nos setores de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, energia elétrica, gás-químico e biocombustíveis. A Companhia atualmente está presente em 19 países, atuando nas Américas, Europa, Ásia e África, com operações em bacias, refinarias, termelétricas, gasodutos, fábricas de fertilizantes, terminais e oleodutos. Seus produtos atingem os mais diversos setores como o automotivo, doméstico, industrial, nitrogenados, ferroviários, marítimos e aviação.

Pontos positivos

  • Processo de desalavancagem da Companhia tem sido efetivo e gera resultado sobre seus indicadores de alavancagem. Processo de privatização de subsidiárias da Petrobras contribui para redução de sua alavancagem. Empresa detém liderança na extração de petróleo no Brasil, com expertise na exploração em águas ultra profundas. A Companhia tem privilégios na exploração das reservas do pré-sal, o que amplia seu estoque de petróleo. A Empresa é integrada verticalmente, controlando atividades de exploração, produção, refino e comercialização do petróleo e de seus derivados.

Pontos negativos

  • Os efeitos da lava-jato ainda geram perdas para a Companhia através de acordos judiciais com investidores estrangeiros. Exposição forte à cotação do petróleo nos mercados internacionais impacta o resultado diretamente. A redução do crescimento Chinês e a incerteza em relação à limitação da produção de países da OPEP têm pressionado para baixo a cotação do petróleo. Os cenários político e econômico afetam diretamente os negócios da Empresa. A queda nos níveis de investimento são um ponto de atenção sobre a geração de fluxo de caixa futuro da Companhia. A alta do dólar dificulta a redução da dívida da Companhia em moeda estrangeira.

Visão dos Analistas

A Petrobras opera numa indústria intensiva em capital e de longo prazo de maturação dos seus investimentos. Nos últimos trimestres, observamos reduções de custo e aumento da efetividade dos investimentos, proporcionando diminuições contínuas nos custos unitários de extração e de refino de petróleo e no denominado “Brent de equilíbrio”, que é o valor do barril do petróleo a partir do resultado líquido em que os investimentos em exploração e produção superam o custo de capital. O brent de equilíbrio reduziu de US$43/barril em 2014 para US$29/barril em 2018, conforme planos estratégicos da Companhia. Sobre o cenário internacional que movimenta os preços do Petróleo Brent, vemos que o desaquecimento da economia global tem impactado na demanda do produto, ao mesmo tempo em que vemos a OPEP com dificuldades de atingir as metas de redução nos estoques de petróleo, o que pressiona os preços da commodity para baixo. Além disso, cenários estressantes como a falta de acordo comercial entre os EUA e China e tensões na Venezuela (fornecedor importante de Petróleo para os EUA) ainda movimentam os preços da commodity, afetando no final das contas a rentabilidade dos projetos da Petrobras. Em termos de múltiplos, a Petrobras negocia a níveis bem próximos ao setor. Vemos isso no racional EV/EBITDA (“valor da firma/EBITDA”) de 5,5x sem desconto contra o setor que opera a 5,1x. Preço sobre lucro e preço sobre valor contábil também apresentam pouco desconto em relação aos pares. Por outro lado, a Petrobras passa por um processo importante em sua gestão de redução da alavancagem, com perspectivas de desinvestimentos em suas subsidiárias e venda de ativos non-core (que não fazem parte da sua atividade principal), o que já vem otimizando os resultados da Companhia, que apresentou uma redução do endividamento líquido de R$84,9 bilhões em 2017 para R$69,4 bilhões em 2018. A Companhia mostrou que os planos de reestruturação estão dando certo e estão gerando novamente lucratividade no negócio. As metas de longo prazo da Companhia estão sendo gradativamente atingidas, por isso, mantemos uma expectativa positiva para a Petrobras e acreditamos na alta do papel no longo prazo. ANÁLISE DE RESULTADOS 4º TRIMESTRE DE 2018 No quarto trimestre do ano, a Petrobras apresentou uma receita de vendas de R$92,7 bilhões, alta de 21,2% na comparação com o 4T17. Na comparação com o 3T18, a receita foi 6% inferior devido aos menores preços dos derivados no mercado interno e das exportações, em linha com a redução do preço do Brent em 10% e com a apreciação do real em 4%, além de um menor preço de venda de energia. O custo dos produtos vendidos no 4T18 foi de R$61,2 bilhões, apresentando uma queda de 3,8% na comparação com o 3T18, resultado ocasionado pela menor participação de GNL no mix de vendas. Este resultou da maior produção de gás, devido ao término da parada programada de Mexilhão, e da menor demanda no segmento termelétrico. O lucro bruto da Companhia foi de R$31,5 bilhões, queda de 9,1%. Com isso, a margem bruta (lucro bruto/receita) caiu 1,0 p.p. e atingiu 34,0% no atual trimestre. Na comparação anual, a receita aumentou 23%, atingindo R$349,8 bilhões, e o lucro bruto cresceu 36%, atingindo R$124,5 bilhões. Com isso, a margem bruta aumentou 3,0 p.p., saindo de 32% em 2017 para 36% em 2018. O lucro líquido da Companhia no 4T18 foi de R$2,10 bilhões, queda de 68% em relação ao terceiro trimestre do ano, impactado fortemente por menores margens nas vendas e pelo impacto de itens especiais como (i) ganhos com acordos comerciais de R$3,19 bilhões, (ii) reversão para perdas de crédito esperadas referente ao setor elétrico de R$2,5 bilhões, (iii) resultado positivo com desmantelamento de áreas em R$2,36 bilhões em função do alongamento do prazo até o abandono, (iv) perdas com contingências de R$4,9 bilhões, principalmente, o acordo com ANP (agência nacional do Petróleo) para unificação do Parque das Baleias e a arbitragem movida pela Vantage, e (v) perdas com impairment de R$6,43 bilhões, com destaque para campos de produção de óleo e gás no Brasil e no exterior e navios da Transpetro. Caso não houvessem esses efeitos especiais, a Petrobras lucraria cerca de R$8,0 bilhões como o mercado estimava. Cabe destacar que no ano de 2018 a Petrobras apresentou lucro líquido de R$25,7 bilhões, primeiro resultado positivo desde 2013. O EBITDA ajustado no 4T18 caiu 2% em relação ao trimestre anterior, atingindo R$29,16 bilhões, devido à diminuição da receita na comparação trimestral. No acumulado do ano, o EBITDA alcançou R$114,9 bilhões, aumento de 50% em relação a 2017, atingindo um recorde da Companhia. A margem EBITDA no trimestre foi de 31%, queda de 1,0 p.p., e no ano foi de 33%, alta de 6,0 p.p. na comparação anual. A produção de óleo e gás alcançou 2,63 milhões de barris de óleo equivalente por dia, uma queda de 5% em relação a 2017. A queda está relacionada aos desinvestimentos realizados nos campos de Roncador, Lapa e no Golfo do México. Os desinvestimentos totais realizados no ano resultaram em entrada de caixa de R$20,2 bilhões, o que tem contribuído para a desalavancagem da Companhia. O volume total das vendas de derivados no quarto trimestre sofreu retração de 5%, caindo de 2,0 milhões barris/dia para 1,90 milhões de barris/dia. O endividamento bruto diminuiu 10%, caindo de R$361,4 bilhões em 2017 para R$326,8 bilhões em 2018. A taxa média dos financiamentos atingiu 6,1%, mesmo nível de 2017. Já o endividamento líquido reduziu 4%,caindo de R$280,7 bilhões para R$268,8 bilhões. O indicador de alavancagem financeira (dívida líquida/EBITDA) caiu de 3,67x em 2017 para 2,34x no ano de 2018, fator impactado pelo recebimento dos desinvestimentos e pelo fluxo de caixa livre positivo. De acordo com o presidente da Estatal, a meta para os próximos anos é uma alavancagem equiparada aos pares internacionais que possuem alavancagem entre 1,0x a 1,5x.

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Valor
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  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
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    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
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    $225.2BReceita líquida
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    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
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    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível