Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

24/01/2017 Solicitar análise

A perspectiva para as ações da PETROBRAS PN nos próximos dias é de alta. Isso porque as ações da empresa conseguiram recentemente superar importante resistência na faixa de 16,00 com força e convicção, dando um forte sinal de predominância da força compradora e apontando para uma grande possibilidade de continuação das altas. A importância do sinal altista é reforçada pelo fato do rompimento ter ocorrido com um candle de força e volume financeiro acima da média (retângulos azuis no gráfico abaixo). No médio prazo (de 5 dias a 3 meses) a tendência de alta para os preços da PETROBRAS PN (PETR4) também segue vigente, já que a ação continua formando topos e fundos cada vez em patamares mais elevados e apresenta as médias móveis ascendentes. Outro fator positivo é o indicador de Acumulação/Distribuição positivamente inclinado, o que demonstra que o volume financeiro segue sendo maior nos dias de alta do que nos dias de queda, apontando a saúde da tendência de alta de médio prazo.

2ª Resistência
R$ 18,25
1ª Resistência
R$ 17,15
1º Suporte
R$ 16,00
2º Suporte
R$ 315,30

Avaliar compras

Diante da perspectiva positiva apresentada acima, temos neste momento uma boa oportunidade de compra a favor da tendência para as ações da PETROBRAS PN (PETR4). Outro possível ponto de entrada interessante, ocorrerá caso os preços caiam até a proximidade do suporte representado pela resistência rompida em 16,00, cenário no qual poderíamos inclusive avaliar a possibilidade de aumentar a posição comprando mais ações da empresa.

Avaliar vendas

Caso os preços da empresa desrespeitem o suporte em 16,00 a tendência de alta de médio prazo seria colocada em dúvida e a perspectiva de alta no curto prazo também seria desconfigurada. Neste contexto, caso isso ocorra recomendamos que se avalie vender as ações da empresa que estiverem em carteira.

Análise fundamentalista

Sobre

A Petrobras é uma petrolífera controlada pelo governo federal brasileiro e que atua como uma empresa integrada de energia nos setores de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, energia elétrica, gas-química e biocombustíveis. A companhia atualmente está presente em 19 países além do Brasil, produz mais de 2,5 milhões de barris de óleo e quase 2,26 milhões de barris de derivados por dia. A Petrobras tem ainda 8.176 postos, 5 usinas de biodiesel e uma frota de 181 navios que transportam o petróleo extraído de 122 plataformas e refinado em 16 refinarias.

Pontos positivos

  • A queda do dólar decorrente do processo de impeachment contribui para desalavancagem da companhia, que tem grande parte de sua dívida indexada na moeda norte americana; O governo Temer pretende conduzir processo de privatização de subsidiárias da Petrobras, o que contribuirá para redução de sua alavancagem; Com o impeachment, espera-se menor ingerência do governo nos negócios da companhia o que tende a potencializar seu resultado; Empresa detém liderança na extração de petróleo no Brasil, com expertise na exploração em águas profundas e ainda tem 16,57 bilhões de barris em reservas provadas; A companhia tem privilégios na exploração das reservas do pré-sal o que amplia seu estoque de petróleo; A empresa é integrada verticalmente, controlando atividades de exploração, produção, refino e comercialização do petróleo e de seus derivados.

Pontos negativos

  • A continuidade da operação Lava Jato pode trazer novos desdobramentos para companhia, afetando sua credibilidade e obrigando a troca de executivos; A ação movida por acionistas nos EUA que busca indenização por danos causados pela corrupção pode afetar adversamente a companhia; O resultado da Petrobras sofre em função da cotação do petróleo em mercados internacionais; A redução do crescimento Chinês e a incerteza em relação a limitação da produção; de países da OPEP tem pressionado para baixo a cotação do petróleo; O cenário político e econômico afeta diretamente os negócios da empresa; Possíveis paralisações na produção podem afetar a empresa.

Visão dos Analistas

A Petrobras (PETR4) foi envolvida no maior escândalo de corrupção do país. Com desvios bilionários, os principais executivos da empresa foram presos e respondem a processos em andamento, todos no âmbito da operação Lava Jato. Diante desse cenário catastrófico, os principais pontos a serem questionados são em relação a transparência dos números da empresa, divulgados em seus resultados trimestrais. Dessa forma, é necessário saber exatamente o que foi fruto de corrupção e os possíveis resultados dos processos judiciais movidos por investidores contra a Petrobras nos EUA, pois esses impactam diretamente o preço do ativo no médio prazo. Outro fator de destaque, se refere a interferência do governo na gestão da empresa. Com o novo governo, deve haver menos intervenções estatais na empresa. Essas intervenções que muitas vezes provocavam alterações nas políticas de preços dos principais produtos (gasolina e diesel), gerando ineficiência e prejuízo para empresa. Até o momento, entendemos que não há indícios de que esse cenário ocorra. A PETR4 hoje, apesar de ser a companhia mais endividada da bolsa, tem buscado reduzir sua alavancagem financeira. Sua relação Dívida Líquida/Ebitda reduziu em relação ao trimestre anterior, fechando o 3T16 em 4,0x, sendo que antes ela estava em 4,5x e ainda tem mais espaço para cair. Essa redução, é fruto da política de desinvestimentos implementada pelo presidente Pedro Parente, que busca até o final do ano bater a meta de US$ 15,1 bilhões e até o momento faltam US$ 4,1 bilhões para ser alcançada. É importante pontuar que 70% da dívida da empresa é atrelada ao dólar, e apesar da queda dos últimos meses, o novo governo Trump pode trazer uma alta para a moeda estrangeira e interferir no tamanho da dívida da empresa. Além disso, o custo de rolagem da dívida de curto prazo é maior diante da perda de classificação de grau de investimento (Investment grade). Do ponto de vista operacional, a empresa conseguiu ter lucro, fechando o 3T16 com um EBITDA positivo de R$ 22,5 bilhões, contudo apresentou um prejuízo líquido de R$ 16,5 bilhões. Esse resultado foi fortemente afetado pela ferramenta contábil impairment, que reavalia o preço dos seus ativos. É provável que isso já não ocorra nos próximos resultados, fazendo com que a empresa reduza esse prejuízo. A empresa ainda conseguiu gerar um fluxo de caixa livre na ordem de R$ 16 bilhões no 3T16, em comparação com os R$ 10,7 bilhões do trimestre anterior. A iniciativa de redução nos custos tem se mostrado presente na nova gestão da estatal, apesar de ainda estar distante da meta de 33% de redução dos custos de produção. A aprovação do projeto de lei que retira da Petrobras a obrigatoriedade de participar de todos os consórcios de exploração dos campos do pré-sal auxilia na condução da política de redução nos investimentos da empresa, na medida em que ela abre espaço para a venda de ativos e consequentemente, geração de caixa para a empresa. Essa mudança deve colaborar para que a empresa alcance sua meta de desinvestimentos já para o período de 2017/2018 de US$19,5 milhões. Outro ponto de destaque, é o impacto do reajuste dos combustíveis para o Ebitda da PETR4. A redução de 3,1% nos preços da gasolina e de 10,4% no diesel, deve impactar o resultado da empresa no curto prazo. Essa medida reforça a nova política de preço dos combustíveis que vem elevando o preço do barril de petróleo e a expectativa é que suba ainda mais. Mesmo diante do ambiente de riscos enfrentando pela empresa, entendemos que a pressão sofrida pelas suas ações nos últimos anos foi o suficiente para deixá-la atrativa. Somando a esse cenário, a perspectiva de retomada do crescimento no governo Temer e a mudança esperada para gestão da companhia, mais profissional e com redução da alavancagem, entendemos que há espaço para valorização das ações da empresa acima do mercado. Assim, após termos mantido o papel em tendência de baixa por dois anos, período no qual as ações caíram mais de 30%, mantemos a tendência do ativo para alta.

Número sobre a empresa

Todos os números estão em milhares
Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível