Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

25/04/2017 Solicitar análise

Para a PETROBRAS PN (PETR4), a tendência para os preços de suas ações no médio prazo (de 5 dias a 3 meses) permanece de queda. Do ponto de vista técnico, este cenário fica evidente pela formação de topos e fundos para os preços da empresa cada vez em patamares mais baixos no gráfico diário, pelas médias móveis apontando para baixo e pelo volume financeiro maior apresentado nos dias de queda, o que demonstra a aposta de grandes investidores na desvalorização da ação conforme pode ser observado pelo indicador de Acumulação/Distribuição. Pelo fato dos preços não se encontrarem próximos nem de zonas de pressão compradora (suportes) nem de predominância vendedora (resistências), a perspectiva de curto prazo para a cotação da ação é neutra. Neste contexto, não vemos oportunidades interessantes de compra nem de venda da ação no momento. Caso os preços venham a subir, existe uma grande chance de que eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 15,00 representada pela linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em desfazer de suas ações, o que poderá acarretar o aumento da oferta frente a demanda pelos papéis da empresa. Em um cenário de queda para os preços, um ponto de possível interrupção das quedas ficaria na região de suporte em 12,95, representado pela linha verde no gráfico, onde o aumento da demanda pelos papéis da empresa poderia acarretar alguma alta de curto prazo para as ações da PETROBRAS PN.

2ª Resistência
R$ 16,10
1ª Resistência
R$ 15,00
1º Suporte
R$ 12,95
2º Suporte
R$ 312,15

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra de curto prazo para as ações da PETROBRAS PN poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 12,95 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e apresentem alguma valorização, mesmo que apenas de curto prazo. Outro cenário interessante para compras, ocorrerá caso os preços superem a região de resistência em 15,00 com um candle de força e volume financeiro acima da média diária, situação em que a empresa sinalizaria a possível reversão da tendência de baixa de médio prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que têm ações da PETROBRAS PN em carteira visando o curto prazo ou que estão interessados em oportunidades na ponta vendida, deverão avaliar vender ações da empresa na proximidade da resistência em 15,00, já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e acarretando a continuação da tendência de baixa de médio prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

A Petrobras é uma petrolífera controlada pelo governo federal brasileiro e que atua como uma empresa integrada de energia nos setores de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, energia elétrica, gás-química e biocombustíveis. A companhia atualmente está presente em 19 países além do Brasil, produz aproximadamente 2,8 milhões de barris de óleo e quase 2,26 milhões de barris de derivados por dia. A Petrobras tem ainda 8.176 postos, 5 usinas de biodiesel e uma frota de 181 navios que transportam o petróleo extraído de 122 plataformas e refinado em 16 refinarias.

Pontos positivos

  • A queda do dólar decorrente do processo de impeachment contribui para desalavancagem da companhia, que tem grande parte de sua dívida indexada na moeda norte americana; O governo Temer pretende conduzir processo de privatização de subsidiárias da Petrobras, o que contribuirá para redução de sua alavancagem; Com o impeachment, espera-se menor ingerência do governo nos negócios da companhia o que tende a potencializar seu resultado; Empresa detém liderança na extração de petróleo no Brasil, com expertise na exploração em águas profundas e ainda tem 16,57 bilhões de barris em reservas provadas; A companhia tem privilégios na exploração das reservas do pré-sal o que amplia seu estoque de petróleo; A empresa é integrada verticalmente, controlando atividades de exploração, produção, refino e comercialização do petróleo e de seus derivados.

Pontos negativos

  • A continuidade da operação Lava Jato pode trazer novos desdobramentos para companhia, afetando sua credibilidade e obrigando a troca de executivos; A ação movida por acionistas nos EUA que busca indenização por danos causados pela corrupção pode afetar adversamente a companhia; O resultado da Petrobras sofre em função da cotação do petróleo em mercados internacionais; A redução do crescimento Chinês e a incerteza em relação a limitação da produção; de países da OPEP tem pressionado para baixo a cotação do petróleo; O cenário político e econômico afeta diretamente os negócios da empresa; Possíveis paralisações na produção podem afetar a empresa.

Visão dos Analistas

A Petrobras (PETR4) foi envolvida no maior escândalo de corrupção do país. Os desvios bilionários, com os principais executivos da empresa presos e respondendo a processos ainda em andamento, todos no âmbito da operação Lava Jato, geraram forte correções para o ativo. Apesar da crise detonada pela Lava Jato e pela queda dos preços internacionais do petróleo, a Petrobras tem conseguido efetivar sua estratégia de desalavancagem, embora sua dívida ainda se encontre muito elevada, alcançando US$ 100 bilhões. Um ponto de destaque se refere a possibilidade de interferência do governo na gestão da empresa, embora o governo Temer tenha adotado uma política menos intervencionista. O resultado operacional e a qualidade da produção, sobretudo com o processamento de petróleo do pré-sal ajudaram positivamente os resultados. Contudo, apesar do consolidado da companhia no ano ainda ser negativo, seus dirigentes já comemoram a melhora dos resultados da estatal do ponto de vista operacional. A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 2,510 bilhões no 4T16, ante o prejuízo de R$ 36,9 bilhões no mesmo período do ano anterior. No ano, a petroleira obteve prejuízo pelo 3º ano consecutivo, fechando 2016 negativo em R$ 14,824 bilhões. O Ebitda ajustado totalizou 88,698 bilhões, aumento de 15,5%, ante os R$ 76,752 bilhões do ano anterior. A melhora do resultado no 4T16 em relação ao trimestre anterior foi devido ao lucro operacional de R$ 11,811 bilhões, contra um prejuízo de R$ 10,032 bilhões, além da redução do impairment, redução de 25% nas despesas financeiras líquida, recuo de 6% nas despesas com vendas, gerais e administrativas e ganho de capital bruto de R$ 2,947 bilhões. O efeito positivo do aumento de 12% nas exportações, foi um dos principais destaques do período, que reforça a posição da companhia como exportadora líquida. Houve ainda ganhos de R$ 2,9 bilhões com a venda da participação da Petrobras no bloco exploratório BM-S-8, uma política adotada pelos gestores visando reduzir o endividamento e gerar caixa. A receita líquida somou R$ 282,58 bilhões, queda de 12% em comparação com o ano anterior. Esse resultado veio de uma maior queda em volume total de vendas de óleo combustível, com recuo de 36%, seguido do diesel com queda de 15% e de 1% da gasolina. A produção de petróleo no Brasil atingiu recorde anual, alcançando 2.144.256 barris por dia (bpd), aumento de 0,75% no ano. A empresa alcançou suas duas principais metas, a de segurança, com redução de 24% do total de acidentados, e a de desalavancagem, que foi contribuída pela valorização do real na redução de 6% da dívida bruta em dólares e de 22% em reais. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 5,309 bilhões no trimestre, ante as despesas financeiras líquidas de R$ 4,9 bilhões do 4T15. Houve uma redução de 12% no número de empregados da companhia, na comparação anual, resultado do Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário. Dessa forma, a estatal fechou 2016 com 68.829 funcionários e sem planos para novas reduções em seu quadro. O grande destaque no período foi a redução do seu endividamento. No acumulado de 2016 a dívida líquida somou R$ 314,12 bilhões, queda de 20% ante os R$ 392 bilhões no ano anterior. Em dólares o endividamento líquido recuou 4%, alcançando US$ 96,38 bilhões. Apesar da redução a dívida da empresa, ela ainda é a maior entre todas as companhia de óleo e gás do mundo e dessa forma, a empresa não pode se descuidar em relação ao indicador. A relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado, passou de 5,11x para 3,54x, no final de 2016, queda significativa. Já é o terceiro ano consecutivo que a empresa não distribui dividendos aos seus acionistas, porém ela já mira manter um fluxo de caixa constante e positivo para possibilitar isso no futuro. Com a maior geração de caixa operacional entre as empresas do setor listadas em bolsa, com um fluxo de caixa livre de R$ 41,57 bilhões, os investimentos da estatal totalizaram R$ 14,060 bilhões no trimestre, mostrando um recuo de 32,5% ante o mesmo intervalo do ano anterior. A maior parte dos investimentos foi direcionada à área de Exploração e Produção, seguida pelo setor Gás & Energia, Abastecimento, Distribuição, Biocombustível e Corporativo. Visando melhorar suas finança,s a Petrobras anunciou em setembro um corte de 25% nos investimentos previstos pelos próximos 5 anos, além do seu plano de venda de ativos. O programa de parcerias e desinvestimentos atingiu 90% da sua meta, sendo que o valor de transações já soma US$ 13,6 bilhões. A empresa aguarda uma entrada de caixa de US$ 8 bilhões com a venda de ativos em 2017. Ao todo, no biênio 2017-2018 é aguardada uma entrada de US$ 21 bilhões. A estatal irá permanecer com sua política de preços, com revisão pelo menos uma vez a cada 30 dias, sendo que as variáveis que mais impactam essas mudanças são o valor do petróleo no mercado mundial, a taxa de câmbio e a participação no mercado, visando evitar a perda de market share. Um ponto de destaque é a decisão da CVM de questionar mais uma vez os resultados financeiros de 2014 a 2016. Para 2017, a previsão é de um aumento da produção com três sistemas definitivos que começarão a operar: Lula Sul, Tartaruga Verde e Mestiça e Lula Norte. A retomada do crescimento econômico para os próximos anos, aliada a melhora dos indicadores econômicos favorecem o cenário positivo para os resultados da estatal. Mesmo diante do ambiente de riscos enfrentando pela empresa, entendemos que a pressão sofrida pelas suas ações nos últimos anos foi o suficiente para deixá-la mais atrativa. Somando a esse cenário, a mudança na presidência da companhia, marcada por uma gestão mais profissional e com redução da alavancagem, gera mais espaço para valorização das ações. Assim, após termos mantido o papel em tendência de baixa por dois anos, período no qual as ações caíram mais de 30%, mantemos a tendência do ativo de alta.

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Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
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    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível