Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

14/06/2019 Solicitar análise

No médio prazo, a tendência para os preços da PETROBRAS PN (PETR4) é de lateralização, já que não há fatores suficientes para se configurar uma tendência de alta ou de baixa neste momento. Pelo fato dos preços não se encontrarem próximos nem de zonas de pressão compradora (suportes) nem de predominância vendedora (resistências), a tendência de curto prazo para a cotação é neutra. Neste contexto, não vemos oportunidades interessantes de compra nem de venda do ativo no momento. Caso os preços venham a subir, existe uma chance razoável de que eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 27,75 representada pela linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em desfazer de seus ativos, o que poderá acarretar o aumento da oferta frente a demanda pelos papéis. Ao mesmo tempo, caso os preços consigam ultrapassar essa resistência com força e convicção (fechamento próximo da máxima e volume acima da média), haverá uma enorme probabilidade de continuação das altas e de retomada da tendência de alta de médio prazo para a PETROBRAS PN (PETR4). Em um cenário de queda para os preços, um ponto de possível interrupção das quedas ficaria na região de suporte em 24,60 representado pela linha verde no gráfico, onde o aumento da demanda pelos papéis poderia ocasionar a retomada das altas da PETR4.

2ª Resistência
R$ 29,50
1ª Resistência
R$ 27,75
1º Suporte
R$ 24,60
2º Suporte
R$ 323,45

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra para as ações da PETROBRAS PN poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 24,60 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e retomem as altas. Outro cenário interessante para compras, ocorrerá caso os preços superem a região de resistência em 27,75 com um candle de força e volume financeiro acima da média diária, situação em que seria extremamente provável que os preços continuassem subindo, iniciando uma nova tendência de alta de médio prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que têm ações da PETROBRAS PN em carteira visando o curto prazo, deverão avaliar vender ações da empresa na proximidade da resistência em 27,75, já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e portanto a chance de que ocorra alguma queda para os preços. Outro cenário no qual seria recomendado que se avaliasse a venda das ações, seria no desrespeito do suporte em 24,60, que caso venha aconteça poderia recolocar a ação em tendência de baixa no médio prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

A Petrobras é uma petrolífera controlada pelo Governo Federal brasileiro e que atua como empresa integrada de energia nos setores de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, energia elétrica, gás-químico e biocombustíveis. A Companhia atualmente está presente em 19 países, atuando nas Américas, Europa, Ásia e África, com operações em bacias, refinarias, termelétricas, gasodutos, fábricas de fertilizantes, terminais e oleodutos. Seus produtos atingem os mais diversos setores como o automotivo, doméstico, industrial, nitrogenados, ferroviários, marítimos e aviação.

Pontos positivos

  • Processo de desalavancagem da Companhia tem sido efetivo e gera resultado sobre seus indicadores de alavancagem. Processo de privatização de subsidiárias da Petrobras contribui para redução de sua alavancagem. Empresa detém liderança na extração de petróleo no Brasil, com expertise na exploração em águas ultra profundas. A Companhia tem privilégios na exploração das reservas do pré-sal, o que amplia seu estoque de petróleo. A Empresa é integrada verticalmente, controlando atividades de exploração, produção, refino e comercialização do petróleo e de seus derivados.

Pontos negativos

  • Os efeitos da lava-jato ainda geram perdas para a Companhia através de acordos judiciais com investidores estrangeiros. Exposição forte à cotação do petróleo nos mercados internacionais impacta o resultado diretamente. A redução do crescimento Chinês e a incerteza em relação à limitação da produção de países da OPEP têm pressionado para baixo a cotação do petróleo. Os cenários político e econômico afetam diretamente os negócios da Empresa. A queda nos níveis de investimento são um ponto de atenção sobre a geração de fluxo de caixa futuro da Companhia. A alta do dólar dificulta a redução da dívida da Companhia em moeda estrangeira.

Visão dos Analistas

Nos últimos trimestres, observamos reduções de custo e aumento da efetividade dos investimentos, proporcionando diminuições contínuas nos custos unitários de extração e de refino de petróleo e no denominado “Brent de equilíbrio”, que é o valor do barril do petróleo a partir do resultado líquido em que os investimentos em exploração e produção superam o custo de capital. O brent de equilíbrio reduziu de US$23,58/barril no 1T18 para US$22,73/barril no atual trimestre. Sobre o cenário internacional, que movimenta os preços do Petróleo Brent, vemos que o desaquecimento da economia global tem impactado na demanda do produto. A OPEP tem apresentado dificuldades para atingir as metas de redução nos estoques de petróleo, o que pressiona os preços da commodity para baixo. Além disso, cenários estressantes como sanções dos EUA ao Irã e tensões na Venezuela (ambos fornecedores importantes de petróleo para os EUA) ainda movimentam os preços da commodity, afetando no final das contas a rentabilidade dos projetos da Petrobras. O destaque no trimestre foi a queda no lucro líquido de 40% frente ao 1T18. Porém, essa queda foi fortemente impactada por ajustes contábeis em arrendamentos mercantis ditados pelo IFRS 16, que aumentou a dívida da Companhia, porém não possui efeito caixa e nem significa captação de nova dívida. Outro fator importante para a queda nos lucros foi a provisão para perda de litígios judiciais referentes à arbitragem para o caso da Sete Brasil (joint-venture fornecedora de sondas da Petrobras, formada pela Companhia e outros bancos de investimento, envolvida no caso da Lava-Jato). A queda nos lucros já era esperada pelo mercado, por conta de dados de produção divulgados anteriormente mostrarem uma queda frente a paradas programadas, porém os dois fatores mencionados causaram uma perda maior que o esperado, mesmo que não afetem os fundamentos positivos de longo prazo da Companhia. A Petrobras passa por um processo importante em sua gestão de portfólios e na redução da alavancagem, com perspectivas de desinvestimentos em suas subsidiárias e venda de ativos non-core (que não fazem parte da sua atividade principal de exploração e produção de petróleo), o que já vem otimizando os resultados. A Companhia mostrou que os planos de reestruturação estão dando certo e estão gerando novamente lucratividade no negócio. As metas de longo prazo estão sendo gradativamente atingidas, e, por isso, mantemos uma expectativa positiva para a Petrobras e acreditamos na alta do papel no longo prazo. ANÁLISE DE RESULTADOS 1º TRIMESTRE DE 2019 No primeiro trimestre de 2019, a Petrobras apresentou uma receita de vendas de R$79,9 bilhões, alta de 7% na comparação com o 1T18, explicada pelo crescimento da receita no mercado interno devido aos maiores volumes e preços médios de derivados. Também colaborou para o crescimento a valorização dos preços do gás natural e o preço de realização de energia elétrica, que contribuíram para os segmentos de gás e energia. Em relação ao 4T18, houve uma redução de 14% que foi explicada por três fatores: (i) redução das cotações internacionais de petróleo, que na média ficaram 7% abaixo do trimestre anterior. Isso impactou em menores preços do diesel e da gasolina; (ii) menor volume de vendas de derivados no mercado interno, devido à redução da atividade econômica no início do ano e à maior concorrência; e (iii) redução na receita com exportações refletindo os menores preços das commodities. O custo dos produtos vendidos no 1T19 foi de R$53,6 bilhões, apresentando um aumento de 12% na comparação com o 1T18, refletindo os maiores custos com importações de petróleo, derivados e gás natural e aumento das participações governamentais. Ambos sofreram efeitos da desvalorização do real frente ao dólar. Já na comparação com o 4T18, houve uma redução de 12%, refletida pelo menor custo com importação de petróleo e derivados no mix de vendas. O EBITDA ajustado consolidado no 1T19 foi de R$27,5 bilhões, aumento de 7% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Já na comparação com o 4T18, houve uma redução de 6%. Nesta rubrica é importante destacar os efeitos do IFRS 16 (normas internacionais de contabilidade que tratam sobre arrendamentos mercantis) que se referem a ajustes contábeis no resultado sobre contratos de arrendamento já existentes. As mudanças não tiveram efeitos no caixa e equivalentes de caixa, mas impactaram no EBITDA os itens especiais, neste caso, R$1,4 bilhão referente a provisões para perdas com contingências judiciais sobre arbitragem no caso da Sete Brasil, que impactaram para a redução do EBITDA no trimestre. Com isso, o EBITDA ajustado, excluindo os efeitos do IFRS16 e itens especiais, foi de R$25,1 bilhões, sofreu uma queda de 4% na comparação com o 1T18 e uma queda de 19% na comparação com o 4T18. As variações refletem as menores margens de petróleo, influenciadas pela redução das cotações internacionais e a consequente redução dos preços de vendas de derivados no mercado interno, além de menor produção de petróleo e provisão referente à arbitragem da Sete Brasil. A produção de óleo e gás alcançou 2,53 milhões de barris de óleo equivalente por dia, uma queda de 5% em relação ao 1T18 e ao 4T18. A redução de produção frente ao 1T18 foi explicada pela cessão de direitos de 25% da participação do Campo de Roncador e pela redução da participação da Petrobras em campos nos EUA. Esses fatores estão associados à maior concentração de manutenções em plataformas no primeiro trimestre de 2019 e ao declínio natural de produção. Em relação ao 4T18, a produção reduziu-se frente aos mesmos fatores. O lucro líquido da Companhia no 1T19 foi de R$4,2 bilhões, queda de 40% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, resultado das variações operacionais mencionadas acima e do resultado financeiro. Na comparação com o 4T18, houve um aumento de 42% por conta do maior resultado de participação em investimentos no setor petroquímico, mesmo com a redução de R$1,1 bilhão nas despesas com imposto de renda e contribuição social em razão de baixa de créditos de prejuízos fiscais no trimestre anterior. Caso não houvessem efeitos especiais e ajustes do IFRS16, a Petrobras lucraria cerca de R$5,3 bilhões como o mercado estimava, ainda assim uma queda de 16% frente ao 1T18 e de 38% frente ao 4T18, causada pela baixa da produção no período. O CAPEX (capital investido) da Companhia no 1T19 foi de R$2,3 bilhões. Esse valor diminuiu 24% frente ao mesmo período do ano passado e desse valor 77% são referentes a investimentos no segmento de Exploração & Produção, que é o objetivo principal da Companhia hoje. Os investimentos nesse segmento concentram-se nas atividades relativas: (i) ao desenvolvimento da produção de novos campos de petróleo no pólo pré-sal da Bacia de Santos; (ii) à manutenção da produção de campos antigos; (iii) à melhoria da eficiência operacional dos ativos de produção; e (iv) à exploração de novas áreas produtoras. Em relação aos desinvestimentos até o 1T19, a Petrobras somava R$11,3 bilhões em valor total de transações assinadas e concluídas, considerando as transações assinadas em 2018 e concluídas em 2019. O endividamento bruto diminuiu 6%, caindo de R$326,1 bilhões em 31 de dezembro de 2018 para R$307,1 bilhões no atual trimestre. A taxa média dos financiamentos atingiu 6,0%, caindo 0,1 p.p. Já, o endividamento líquido aumentou 38%, saindo de R$268,8 bilhões para R$372,2 bilhões. Esse aumento se deu por conta da nova regra contábil sobre o arrendamento mercantil (IFRS 16), que gerou efeito contábil de aumento da dívida, sem causar novas dívidas ou efeitos caixa. Logo, se desconsiderarmos o efeito do IFRS 16, a Petrobras apresentou uma dívida líquida de R$266,3 bilhões, caindo 1% frente ao ano de 2018. Aqui vemos que os arrendamentos mercantis passam a fazer parte da dívida da Companhia segundo a nova regra. O indicador de alavancagem financeira (dívida líquida/EBITDA) caiu de 3,67x no 1T18 para 3,19x no atual trimestre, fator impactado pelo recebimento dos desinvestimentos e pelo fluxo de caixa livre positivo. De acordo com o presidente da Estatal, a meta para 2020 é uma alavancagem equiparada aos pares internacionais, atingindo 1,5x.

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Valor
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    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
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Lucro
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    $225.2BReceita líquida
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    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível