Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

14/06/2019 Solicitar análise

No médio prazo, a tendência para os preços da Eletrobras (ELET3) é de lateralização, já que não há fatores suficientes para se configurar uma tendência de alta ou de baixa neste momento. Pelo fato dos preços não se encontrarem próximos nem de zonas de pressão compradora (suportes) nem de predominância vendedora (resistências), a tendência de curto prazo para a cotação é neutra. Neste contexto, não vemos oportunidades interessantes de compra nem de venda do ativo no momento. Caso os preços venham a subir, existe uma chance razoável de que eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 38,30 representada pela linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em desfazer de seus ativos, o que poderá acarretar o aumento da oferta frente a demanda pelos papéis. Ao mesmo tempo, caso os preços consigam ultrapassar essa resistência com força e convicção (fechamento próximo da máxima e volume acima da média), haverá uma enorme probabilidade de continuação das altas e de retomada da tendência de alta de médio prazo para a Eletrobras (ELET3). Em um cenário de queda para os preços, um ponto de possível interrupção das quedas ficaria na região de suporte em 30,10 representado pela linha verde no gráfico, onde o aumento da demanda pelos papéis poderia ocasionar a retomada das altas da ELET3.

2ª Resistência
R$
1ª Resistência
R$ 38,30
1º Suporte
R$ 30,10
2º Suporte
R$ 328,25

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra para as ações da Eletrobras poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 30,10 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e retomem as altas. Outro cenário interessante para compras, ocorrerá caso os preços superem a região de resistência em 38,30 com um candle de força e volume financeiro acima da média diária, situação em que seria extremamente provável que os preços continuassem subindo, iniciando uma nova tendência de alta de médio prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que têm ações da Eletrobras em carteira visando o curto prazo, deverão avaliar vender ações da empresa na proximidade da resistência em 38,30, já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e portanto a chance de que ocorra alguma queda para os preços. Outro cenário no qual seria recomendado que se avaliasse a venda das ações, seria no desrespeito do suporte em 30,10, que caso venha aconteça poderia recolocar a ação em tendência de baixa no médio prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

A Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A.) é uma empresa de economia mista e capital aberto, controlada pelo governo brasileiro, que atua nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Detentora de uma das matrizes mais limpas do mundo para a geração de energia elétrica, a Eletrobras tem sede em Brasília e escritório central no Rio de Janeiro. A Empresa possui ações negociadas na B3, na bolsa de valores de Madri e de Nova Iorque. Com capacidade instalada total de 48.134 MW, a Eletrobras é a maior empresa de geração de energia elétrica brasileira e tem uma participação de 31% do total da capacidade instalada do país.

Pontos positivos

  • Possibilidade da privatização da Companhia em 2020. Maior empresa de energia na América Latina. Perspectivas de novos investimentos em geração, transmissão e distribuição. Elevação das expectativas de retorno e atratividade no mercado de energia elétrica. Disponibilidade de recursos financeiros para investimentos no Brasil a taxas inferiores aos custos de oportunidade.

Pontos negativos

  • Presença do Estado no setor elétrico. A concessão de licenças ambientais para empreendimentos elétricos é um fator gerador de fortes conflitos com órgãos ambientais e com as comunidades atingidas, implicando em atrasos consideráveis e até paralisia das obras. Propensão à entrada de novas empresas no setor, inclusive de corporações multinacionais e estrangeiras. Fortalecimento dos grandes consumidores, aumentando a pressão por energia de qualidade e redução de tarifas.

Visão dos Analistas

Esperava-se que a retoma de crescimento econômico no ano de 2018 fosse mais acentuada, mas se apresentou de forma bastante tímida. Entretanto, com a resolução das eleições do ano passado, somada à ascensão de partidos pró-mercado, as expectativas positivas se renovaram. O impacto foi direto nas projeções do PIB, inflação, dólar e outros agregados macroeconômicos, com um otimismo pairando sobre o mercado. Com os primeiros meses de 2019, o que perdurou foi o desenrolar da tramitação da reforma da Previdência. As articulações se demonstraram mais alongadas até o momento, frustrando os bons ânimos que perduravam, que, por sua vez, acabam impactando todas as projeções de crescimento econômico. Tal situação tem relação direta com as taxas de crescimento do setor elétrico, uma vez que parte considerável da receita das companhias advém da indústria, setor que sofre mais em situações de economia pouco aquecida. Também fica no radar à tramitação no Congresso Nacional do processo que envolve a privatização da Eletrobras, iniciado com a venda da Cepisa, da Ceron, da Eletroacre e da Boa Vista Energia. Vale frisar que a modernização do setor elétrico é uma demanda urgente, uma vez que tal segmento passou por importantes transformações mundo afora:muitos países estão promovendo mudanças regulatórias e se adequando às novas necessidades. Neste sentido, avaliando os dados da empresa, assim como o cenário macro, mantemos o ativo Eletrobrás em tendência neutra no longo prazo. ANÁLISE DE RESULTADOS 1º TRIMESTRE DE 2019 A receita operacional líquida no primeiro trimestre de 2019 alcançou o montante de R$6,45 bilhões, elevação de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior (R$6,08 bilhões). Destrinchando tal variação, observa-se que no segmento de geração o fornecimento se elevou em 7,8%, e o início da contabilização dos valores da CCEAR pela Amazonas GT, que começaram em dezembro de 2018. Os custos operacionais totalizaram o montante de R$1,2 bilhão neste primeiro trimestre de 2019. Quando comparados ao R$1,1 bilhão registrado no 1T18, houve um aumento expressivo de 17,1%. A energia para revenda, como também os maiores gastos com combustíveis, foram os motivadores para essa alta. Contudo, as despesas operacionais apresentaram uma redução de 8,1% nessa mesma base de comparação. Os menores gastos com salários devido ao plano de demissão consensual e as menores despesas com construção são um dos motivadores que justificam tal variação. Quando se compara a evolução em vendas de energia das geradoras, observa-se uma constância, sendo vendidos 17,2 TW nos primeiros três meses de 2019 contra os 17 TWh no 1T18, aumento de 1,6%. Já o preço médio no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) ficou na casa de R$288,58/MWh e no Ambiente de Contratação Livre ficou na casa de R$170,31/MWh. O EBITDA totalizou R$2,93 bilhões neste primeiro trimestre de 2019, apresentando uma elevação de 15% quando comparado aos R$2,54 bilhões que foram registrados no 1T18. A contabilização dos valores da CCEAR pela Amazonas GT, como também a melhora operacional, justificam tal melhora. Desta forma, o lucro líquido totalizou R$1,57 bilhão, uma expressiva elevação de 178% vis-a-vis os R$484 milhões auferidos no 1T18. Contudo, uma dos entraves da Companhia é relativo à dívida bruta. O montante contabilizado foi de R$54,2 bilhões no 1T19, valor menor em 1,09% quando comparado aos R$54,8 bilhões no final de 2018. Levando em consideração o caixa equivalentes de caixa e financiamentos a receber, a dívida líquida foi de R$25,7 bilhões no primeiro trimestre de 2019, redução de 1,4% em comparação aos R$26,09 bilhões do 1T18. Por fim, os investimentos realizados neste 1T19 foram de R$501,3 milhões, uma redução de 43% em relação aos R$876 milhões investidos nos três primeiros meses de 2018. Os investimentos foram destinados à geração (R$37,4 milhões), à manutenção de geração (R$157,8 milhões), à transmissão (R$95,6 milhões), à manutenção de transmissão (R$22,3 milhões) e à pesquisa (R$28,6 milhões).

Número sobre a empresa

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Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível