Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

14/06/2019 Solicitar análise

Para a Banco do Brasil, a perspectiva para os preços permanece de alta no médio prazo (de 5 dias a 3 meses), conforme vem sendo apontado pela nossa Equipe nas últimas análises. Cenário que pode facilmente ser observado pelas médias móveis apontando para cima e pela formação de topos e fundos cada vez em patamares mais altos. Pelo fato dos preços não se encontrarem próximos nem de zonas de pressão compradora (suportes) nem de predominância vendedora (resistências), a tendência de curto prazo para a cotação do ativo é neutra. Neste contexto, não vemos oportunidades interessantes de compra nem de venda do ativo no momento. Caso os preços venham a subir, existe uma chance razoável de que eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 52,95 representada pela linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em desfazer de seus ativos, o que poderá acarretar o aumento da oferta frente a demanda pelos papéis. Ao mesmo tempo, caso os preços consigam ultrapassar essa resistência com força e convicção (fechamento próximo da máxima e volume acima da média), haverá uma enorme probabilidade de continuação das altas e manutenção da tendência de alta de médio prazo para a Banco do Brasil (BBAS3). Em um cenário de queda para os preços, um ponto de possível interrupção das quedas ficaria na região de suporte em 44,35, representado pela linha verde no gráfico, onde o aumento da demanda pelos papéis poderia ocasionar a retomada das altas da Banco do Brasil.

2ª Resistência
R$ 54,10
1ª Resistência
R$ 52,95
1º Suporte
R$ 44,35
2º Suporte
R$ 341,70

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra para as ações da Banco do Brasil poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 44,35 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e retomem as altas. Outro cenário interessante para compras, ocorrerá caso os preços superem a região de resistência em 52,95 com um candle de força e volume financeiro acima da média diária, situação em que seria extremamente provável que os preços continuassem subindo, dando continuidade à tendência de alta de médio prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que tem ações da Banco do Brasil em carteira visando o curto prazo, deverão avaliar vender ações da empresa na proximidade da resistência em 52,95, já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e portanto a chance de que ocorra alguma queda para os preços. Outro cenário no qual seria recomendado que se avaliasse a venda das ações, seria no desrespeito do suporte em 44,35, que caso venha aconteça poderá neutralizar a tendência de alta de médio prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

O Banco do Brasil é uma instituição financeira sob controle do Governo Federal, o qual possui 52,2% do total de ações da Companhia. O Banco foi fundado em 1808 e foi a primeira empresa listada em bolsa de valores no Brasil. Atualmente, sua rede de atendimento conta com mais de 4 mil agências e mais de 35 mil caixas eletrônicos, localizados em quiosques, shoppings, aeroportos e rodoviárias. No setor agrícola, o Banco cumpre importante papel na concessão de crédito e atua diretamente na execução da política governamental para esse segmento. Além disso, a Companhia diversifica seus negócios atuando no setor de serviços bancários, seguridade, mercado de capitais, administração de recursos de terceiros, cartões e franquia de atendimento no exterior.

Pontos positivos

  • Aumento do lucro líquido recorrente superior àquele apresentado pelos seus principais pares de mercado. Redução da inadimplência mesmo com a ampliação da carteira de crédito, o que possibilitou a redução do PDD. Alta capilaridade da rede de agências, que representam quase 22% do total de agências existentes no Brasil.

Pontos negativos

  • Aumento do índice de eficiência, mostrando que as despesas administrativas cresceram mais do que as receitas operacionais. Setor competitivo, no qual uma disputa por clientes através da diminuição dos juros pode reduzir a margem financeira do Banco. Participação majoritária do governo no controle acionário do Banco, o que pode favorecer a aprovação de projetos com objetivos sociais ou políticos em detrimento daqueles que visem unicamente os interesses financeiros da Companhia.

Visão dos Analistas

No cenário político econômico, o ano de 2018 foi marcado, principalmente, pela eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República. Por ter um viés mais pró-mercado, ele pode dar andamento às reformas, com destaque para a reforma da Previdência. Segundo estudo feito pelo governo, a proposta enviada para o Congresso poderia trazer uma economia de R$1,0 trilhão em 10 anos, o que aliviaria o déficit fiscal brasileiro. A aprovação das principais reformas trará consigo maior demanda por crédito, tanto pelas indústrias, para a realização de investimentos, quanto pelas pessoas, para o consumo, o que é positivo para o Banco do Brasil. Porém, o mercado ainda fica apreensivo a respeito dos possíveis cortes que a proposta original pode sofrer antes de ser aprovada. Assim, a economia brasileira encontra dificuldades para voltar a crescer de forma vigorosa, de forma que o PIB nacional vem sendo reajustado para baixo frente às expectativas inicialmente traçadas. A inflação aparenta estar sob controle, enquanto a taxa Selic está nas mínimas históricas (6,5% a.a.). O desemprego permanece elevado, enquanto a capacidade ociosa da indústria ainda tem bastante espaço para diminuir. A expectativa é de que o Brasil cresça de forma mais acelerada, mesmo que isso demore mais do que o esperado, de forma que o desemprego diminua juntamente à capacidade ociosa da indústria. Isso tende a aumentar a demanda por crédito do Banco, trazendo aumento de receita. No que diz respeito ao resultado apresentado pelo Banco do Brasil no 4T18, percebe-se que ele foi majoritariamente positivo. O lucro líquido ajustado se expandiu juntamente ao crescimento da margem financeira líquida. A carteira de crédito do Banco também aumentou, com destaque para o segmento de pessoa física. Apesar disso, o setor de pessoa jurídica continua a representar a maior parte da carteira de crédito da Instituição. A inadimplência do Banco do Brasil diminuiu, o que possibilitou uma redução no PDD. Com um cenário político econômico favorável, aliado aos resultados positivos apresentados no 4T18, vemos que a tendência do Banco no longo prazo é de alta. ANÁLISE DE RESULTADOS 4º TRIMESTRE DE 2018 No 4T18, o Banco do Brasil apresentou lucro líquido ajustado de R$3,8 bilhões, resultado 20,6% superior àquele apresentado no mesmo período do ano passado. Já na comparação anual, a Empresa registrou lucro de R$13,5 bilhões em 2018, o que corresponde a uma alta de 22,2% em relação a 2017. O crescimento do lucro líquido ajustado pode ser justificado pela redução das despesas de provisão de crédito (PDD), pelo aumento das rendas de tarifas e pelo controle de custos eficiente adotado na Companhia. Também constatou-se aumento em relação à margem financeira líquida, que mensura a diferença entre os juros pagos ao Banco (devido ao crédito concedido) e aqueles pagos pelo Banco (devido ao crédito tomado). No 4T18, o Banco do Brasil registrou margem de R$9,3 bilhões frente aos R$8,9 bilhões do 4T17 (alta de 4,6%). Já na comparação anual, a alta foi de 8,6%, passando de R$32,6 bilhões para 35,4 bilhões. Como principais contribuições para esse crescimento, tem-se o aumento nas receitas financeiras com operações de crédito, influenciadas positivamente pelo crescimento da carteira de crédito de pessoas físicas. Além disso, também houve elevação da despesa financeira de captação, que foi afetada pela elevação da taxa de juros na Argentina, culminando em um aumento da despesa em depósitos a prazo no Banco Patagônia. Em relação à carteira de crédito do Banco do Brasil, observou-se evolução de 1,8% entre dezembro de 2017 e o mesmo período de 2018 (R$684,8 bilhões versus R$697,3 bilhões). O destaque ficou para a carteira de pessoa física, que cresceu 2,7% de um ano ao outro, de forma que a participação na totalidade da carteira passou de 27,4% para 28,2%. De toda forma, o segmento de pessoa jurídica continuou com a maior representatividade (38,7% em dezembro de 2018) e apresentou evolução de 0,7% na comparação anual. Visando analisar a qualidade da carteira de crédito do Banco do Brasil como um todo, observa-se o índice de inadimplência acima de 90 dias. Em dezembro de 2017 registrou-se inadimplência de 3,72%, enquanto no mesmo período de 2018 ele era de 2,53%. Essa redução de 1,19 p.p. reflete o menor saldo de inadimplência no período, sendo que a cobertura segue compatível com o perfil de risco da mesma. Dessa forma, o Banco do Brasil conseguiu reduzir a sua Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa líquida (também conhecida como PDD). Ela passou de R$3,9 bilhões no 4T17 para R$3,2 bilhões no 4T18 (redução de 19,0%). Já na comparação anual, o PDD passou de R$20,1 bilhões em 2017 para R$14,2 bilhões em 2018 (redução de 29,2%). A redução da PDD foi um dos fatores que influenciou positivamente o lucro da Instituição. Quanto ao Retorno sobre Patrimônio Líquido Anualizado (RSPL ou ROAE), observou-se elevação de 1,8 p.p. entre o 4T17 e o 4T18, passando de 14,5% para 16,3%. Em linhas gerais, esse indicador representa a capacidade da Empresa em agregar valor a partir de seus próprios recursos e é calculado a partir do patrimônio líquido médio do período. Já na comparação anual, constatou-se elevação de 1,6 p.p. (12,3% em 2017 versus 13,9% em 2018). A título comparativo, o CDI anualizado foi de 6,3%, refletindo a capacidade de geração de valor do Banco. Finalmente, percebe-se que o Banco do Brasil apresentou Índice de Basileia de 18,9% em dezembro de 2018. Ele foi 0,7 p.p. menor do que aquele apresentado no mesmo período de 2017. De toda forma, ele permanece acima daquele estipulado pelo Bacen, em 8,625%. Por sua vez, o Índice de Capital Principal passou de 10,48% para 10,00% entre dezembro de 2017 e dezembro de 2018. Apesar da redução, isso não coloca em risco a proposta do Banco de manter o Índice de Capital Principal acima de 9,5% em 2019, quando as regras do Basileia III estarão integralmente implementadas, e acima de 11% em janeiro de 2022.

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Valor
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    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
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    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
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    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível