SANB11

SANTANDER BR UNT

R$ 32.38 -0.64%

Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

19/07/2018 Solicitar análise

Para a SANTANDER BR UNT, a perspectiva para os preços permanece de alta no médio prazo (de 5 dias a 3 meses), conforme vem sendo apontado pela nossa Equipe nas últimas análises. Cenário que pode facilmente ser observado pelas médias móveis apontando para cima e pela formação de topos e fundos cada vez em patamares mais altos. Pelo fato dos preços não se encontrarem próximos nem de zonas de pressão compradora (suportes) nem de predominância vendedora (resistências), a tendência de curto prazo para a cotação do ativo é neutra. Neste contexto, não vemos oportunidades interessantes de compra nem de venda do ativo no momento. Caso os preços venham a subir, existe uma chance razoável de que eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 32,85 representada pela linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em desfazer de seus ativos, o que poderá acarretar o aumento da oferta frente a demanda pelos papéis. Ao mesmo tempo, caso os preços consigam ultrapassar essa resistência com força e convicção (fechamento próximo da máxima e volume acima da média), haverá uma enorme probabilidade de continuação das altas e manutenção da tendência de alta de médio prazo para a SANTANDER BR UNT (SANB11). Em um cenário de queda para os preços, um ponto de possível interrupção das quedas ficaria na região de suporte em 30,70, representado pela linha verde no gráfico, onde o aumento da demanda pelos papéis poderia ocasionar a retomada das altas da SANTANDER BR UNT.

2ª Resistência
R$ 35,60
1ª Resistência
R$ 32,85
1º Suporte
R$ 30,70
2º Suporte
R$ 328,30

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra para as ações da SANTANDER BR UNT poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 30,70 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e retomem as altas. Outro cenário interessante para compras, ocorrerá caso os preços superem a região de resistência em 32,85 com um candle de força e volume financeiro acima da média diária, situação em que seria extremamente provável que os preços continuassem subindo, dando continuidade à tendência de alta de médio prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que tem ações da SANTANDER BR UNT em carteira visando o curto prazo, deverão avaliar vender ações da empresa na proximidade da resistência em 32,85, já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e portanto a chance de que ocorra alguma queda para os preços. Outro cenário no qual seria recomendado que se avaliasse a venda das ações, seria no desrespeito do suporte em 30,70, que caso venha aconteça poderá neutralizar a tendência de alta de médio prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

O Santander Brasil está no mercado brasileiro desde 1982 e é o terceiro maior banco privado no Brasil. A instituição responde pela maior parte dos resultados do Santander Global e tem foco em operações de varejo. A instituição está presente em todas as regiões do país por meio de uma ampla estrutura, composta de agências, Postos de Atendimento Bancário (PABs) e máquinas de autoatendimento, além de escritórios regionais, centros de tecnologia e unidades culturais. As ações da empresa atualmente são negociadas no Brasil e nos Estados Unidos.

Pontos positivos

  • Presença global da marca; A operação do Santander no setor de varejo é uma das mais relevantes no âmbito do mercado brasileiro e o setor tem mostrado forte recuperação; Indicadores de solidez elevados concedem ao banco potencial de alavancagem a médio prazo; Diversificação das atividades do banco com atuação global tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento; Recuperação dos indicadores de rentabilidade; Indicadores de inadimplência permanecem saudáveis, apesar de um leve aumento relacionado a um caso corporativo específico; Crescimento robusto da carteira de crédito, com destaque para a carteira de pequenas e médias empresas; Elevado nível de pagamento de proventos.

Pontos negativos

  • A situação econômica da Espanha é bastante comprometida e os efeitos negativos sobre o controlador do grupo podem repercutir na operação brasileira do conglomerado; Manutenção da queda para as taxas de juros podem afetar as margens da companhia; A inadimplência ainda é um fator de preocupação para a companhia; Grande competição no setor, especialmente em função da atuação mais intensa de bancos públicos.

Visão dos Analistas

A melhora do cenário macroeconômico do país desde 2017 tem refletido nos números do Santander (SANB11) através da melhora nos indicadores de crédito, principalmente na linha de financiamento ao consumo. Devido a queda da taxa básica de juros, o banco tem se beneficiado pelos ganhos com a queda no custo de captação e no aumento da tomada de crédito. Contudo, esse efeito deve retrair esse ano, devido a pressão nos spreads que afetam diretamente as linhas de receita da companhia. Um ponto de destaque são os indicadores de inadimplência que trimestre após trimestre tem mostrado quedas significativas. Dessa forma, a queda da Selic é uma via de mão dupla, ao mesmo tempo que tem reflexo sobre os ativos da companhia tem sobre os passivos. Apesar de ter obtido um melhor retorno sobre o patrimônio líquido no ano passado, o Santander pode enfrentar uma queda da sua rentabilidade neste ano. Os resultados do banco no 1T18 vieram em linha com o esperado, mas com sinais de que o ciclo de performance acima dos concorrentes, que o banco entregou nos últimos trimestres, pode estar se aproximando do fim. O lucro da companhia tem sido impulsionado por receitas de mercado nos últimos 18 meses, o que levou a unidade Brasil contribuir com 26% do resultado do Grupo Santander no ano passado e 27% no 1T18. Um dos destaques foi o resultado de tesouraria, que aumentou quase R$700 milhões de um trimestre para o outro. A inadimplência de curto prazo mostra tendência positiva e sinaliza que o pior já passou, em termos de qualidade dos ativos. Os níveis de liquidez e capital do Santander estão confortáveis e o aumento das despesas acima da inflação em 2017 reflete a expansão da atividade do banco. O banco visa alcançar neste ano mais 500 mil novos clientes para sua base digital, hoje composta por 9,1 milhões. As linhas de crédito consignado, cartões e financiamento imobiliário devem apresentar maior crescimento em 2018 e o banco irá buscar um aumento de sua participação no mercado de financiamento de veículos. Embora essa linha tenha crescido no ano passado, a instituição evitou acelerar mais que o mercado para não pressionar a inadimplência. Além disso, é aguardado em 2018 que seus concorrentes cresçam no crédito, o que deve pressionar os spreads. Para o longo prazo, acreditamos que o setor bancário irá continuar se destacando, com espaço para continuar o movimento de valorização das ações do Santander. Apesar do cenário ainda de transição, acreditamos que o pior já passou e 2018 já mostra sinais mais firmes de melhora para a economia. Apesar dos desafios operacionais e econômicos que estão sendo enfrentados pelo banco seus bons múltiplos fortalecem sua posição diante do mercado e suas ações se encontram ainda descontadas em relação ao indicador preço/valor patrimonial perante seus pares. Dessa forma, consideramos que o cenário para SANB11 no longo prazo é de alta. ANÁLISE DE RESULTADOS 1º TRIMESTRE DE 2018 O lucro líquido do Santander (SANB11) no 1T18 somou R$2,859 bilhões, atingindo o maior patamar histórico, com crescimento de 25,4% na comparação anual, refletindo a forte dinâmica comercial da companhia e maior participação do varejo ampliado. As receitas totalizaram R$14,298 bilhões no trimestre, incremento de 13,7% na comparação anual, devido a dinâmica positiva em todos os negócios. A margem financeira alcançou R$10,163 bilhões no primeiro trimestre, alta de 14,6% em doze meses, em função das maiores receitas de crédito e atividades com o mercado. A ampliação desses indicadores acabaram compensando a redução das receitas de captações, que foram impactadas pela queda na taxa de juros. As despesas gerais totalizaram R$4,805 bilhões no 1T18, aumento de 3,8% em 12 meses, em função da maior despesa de pessoal, motivada pela maior distribuição de participação nos lucros. O banco fechou o trimestre com 22,2 milhões de clientes ativos, o que representa crescimento de 9% em 12 meses. A base digital, por sua vez, avançou 33%, totalizando 9,1 milhões e refletindo o movimento de migração para esse sistema. A margem financeira bruta atingiu R$10,163 milhões no primeiro trimestre de 2018, aumento de 14,6% na comparação anual e 7,0% na comparação trimestral. Esse resultado foi impactado pelo crescimento de 20% em 12 meses nas receitas provenientes das operações de crédito, refletindo o aumento do volume médio da carteira de crédito e o efeito positivo da maior participação do varejo nos resultados. A carteira de crédito total do banco somou R$280,398 milhões no final de março de 2018, crescimento de 9,0% no ano. Esse crescimento foi influenciado praticamente por todos os segmentos, com destaque para pessoa física e financiamento ao consumo, que cresceram 5,2% e 4,1% respectivamente. A carteira de grandes empresas aumentou 0,6% em três meses, enquanto a carteira de pequenas e médias empresas ficou estável no período. O crédito à pessoa física somou R$113,700 bilhões, aumento de 21,0% em 12 meses, com destaque para o segmento cartão de crédito e consignado. A carteira de cartões totalizou R$24,422 milhões, crescimento de 20,2% em doze meses, resultado do contínuo lançamento de parcerias e soluções inovadoras. A carteira de financiamento ao consumo atingiu R$43,611 bilhões, ao final de março de 2018, com crescimento de 21,9% no ano, desempenho superior ao mercado. A carteira de crédito de grandes empresas representou 31,7% da carteira total, queda de 5,2 p.p. na comparação anual. Em contraposição, a carteira de pessoas físicas atingiu 40,5% de participação, incremento de 4,0 p.p. na mesma base de comparação, e a carteira do segmento de financiamento ao consumo representou 15,6% com aumento de 1,6 p.p. em relação ao ano anterior. Já a carteira de pequenas e médias empresas apresentou estabilidade no período. A carteira de crédito ampliada totalizou R$353,920 bilhões, crescimento de 8,7% no acumulado de 12 meses e 1,7% em três meses. As captações com clientes atingiram R$316,818 bilhões no final de março, crescimento de 5,4% no ano. Os depósitos de poupança cresceram 14,7% em 12 meses e 2,1% na comparação trimestral. O índice de inadimplência superior a 90 dias atingiu, 2,9% em março, resultado estável na comparação anual. No trimestre, o índice melhorou 0,2 p.p., devido ao impacto de um caso pontual no segmento de grandes empresas, que havia ocorrido no último trimestre do ano anterior, e a solução do caso deve levar a uma continuação da queda na taxa de calotes de pessoa jurídica e do banco como um todo nos próximos trimestres. O índice de inadimplência de 15 a 90 dias atingiu 4,3% ao final de março de 2018, redução de 1,3 p.p. na comparação anual, refletindo a gestão ativa e preventiva de riscos, com conhecimento mais profundo do ciclo de vida do cliente. A taxa de pagamentos em atraso de 15 a 90 dias já mostra a queda estrutural da inadimplência do banco. O índice de Basileia alcançou 15,3% no 1T18, com redução de 0,5 p.p. em doze meses. O ROAE, ou retorno sobre o patrimônio líquido médio ajustado, atingiu 19,1% no primeiro trimestre de 2018, aumento de 3,2 p.p na comparação anual. Esse resultado reflete o forte crescimento das receitas. O resultado de crédito de liquidação duvidosa atingiu R$2,652 bilhões no 1T18, com aumento de 17,1% no comparativo anual. Essa expansão mais expressiva foi explicada pela maior receita de recuperação de crédito no mesmo período do ano anterior, fato que contribuiu para a redução das provisões naquele período. Se comparado com o trimestre anterior, o resultado ficou estável. As despesas de provisão totalizaram R$3,204 bilhões no trimestre, aumento de 5,0% em doze meses, reflexo do crescimento da carteira de crédito no mesmo período. As receitas de recuperação de créditos baixados a prejuízo totalizaram R$552 milhões no primeiro trimestre de 2018, uma redução de 30% na comparação anual, devido a maior receita de recuperação de créditos apresentada na base de comparação.

Número sobre a empresa

Todos os números estão em milhares
Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível