Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

19/10/2018 Solicitar análise

Para a PETROBRAS PN, a perspectiva para os preços permanece de alta no médio prazo (de 5 dias a 3 meses), conforme vem sendo apontado pela nossa Equipe nas últimas análises. Cenário que pode facilmente ser observado pelas médias móveis apontando para cima e pela formação de topos e fundos cada vez em patamares mais altos. Pelo fato dos preços não se encontrarem próximos nem de zonas de pressão compradora (suportes) nem de predominância vendedora (resistências), a tendência de curto prazo para a cotação do ativo é neutra. Neste contexto, não vemos oportunidades interessantes de compra nem de venda do ativo no momento. Caso os preços venham a subir, existe uma chance razoável de que eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 27,00 representada pela linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em desfazer de seus ativos, o que poderá acarretar o aumento da oferta frente a demanda pelos papéis. Ao mesmo tempo, caso os preços consigam ultrapassar essa resistência com força e convicção (fechamento próximo da máxima e volume acima da média), haverá uma enorme probabilidade de continuação das altas e manutenção da tendência de alta de médio prazo para a PETROBRAS PN (PETR4). Em um cenário de queda para os preços, um ponto de possível interrupção das quedas ficaria na região de suporte em 23,40, representado pela linha verde no gráfico, onde o aumento da demanda pelos papéis poderia ocasionar a retomada das altas da PETROBRAS PN.

2ª Resistência
R$ 27,60
1ª Resistência
R$ 27,00
1º Suporte
R$ 23,40
2º Suporte
R$ 321,95

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra para as ações da PETROBRAS PN poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 23,40 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e retomem as altas. Outro cenário interessante para compras, ocorrerá caso os preços superem a região de resistência em 27,00 com um candle de força e volume financeiro acima da média diária, situação em que seria extremamente provável que os preços continuassem subindo, dando continuidade à tendência de alta de médio prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que tem ações da PETROBRAS PN em carteira visando o curto prazo, deverão avaliar vender ações da empresa na proximidade da resistência em 27,00, já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e portanto a chance de que ocorra alguma queda para os preços. Outro cenário no qual seria recomendado que se avaliasse a venda das ações, seria no desrespeito do suporte em 23,40, que caso venha aconteça poderá neutralizar a tendência de alta de médio prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

A Petrobras é uma petrolífera controlada pelo governo federal brasileiro e que atua como empresa integrada de energia nos setores de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, energia elétrica, gás-químico e biocombustíveis. A companhia atualmente está presente em 18 países além do Brasil, atuando nas Américas, Europa, Ásia e África, com operações em bacias, refinarias, termelétricas, gasodutos, fábricas de fertilizantes, terminais e oleodutos, Além disso, a companhia conta com novos empreendimentos nas áreas de refino, exploração e produção. Seus produtos atingem os mais diversos setores como o automotivo, doméstico, industrial, nitrogenados, ferroviários, marítimos e de aviação.

Pontos positivos

  • Processo de desalavancagem da companhia têm sido efetivado e gera resultado sobre seus indicadores de alavancagem; Processo de privatização de subsidiárias da Petrobras contribui para redução de sua alavancagem; Empresa detém liderança na extração de petróleo no Brasil, com expertise na exploração em águas profundas; Mudança na gestão da companhia com o Plano estratégico e um Plano de Negócios e Gestão para 2017-2021; A companhia tem privilégios na exploração das reservas do pré-sal, o que amplia seu estoque de petróleo; A empresa é integrada verticalmente, controlando atividades de exploração, produção, refino e comercialização do petróleo e de seus derivados.

Pontos negativos

  • A continuidade da operação Lava Jato pode trazer novos desdobramentos para companhia, afetando sua credibilidade e obrigando a troca de executivos; Exposição forte à cotação do petróleo nos mercados internacionais impacta o resultado diretamente; A redução do crescimento Chinês e a incerteza em relação à limitação da produção de países da OPEP tem pressionado para baixo a cotação do petróleo; Cenário político e econômico afeta diretamente os negócios da empresa; A queda nos níveis de investimento são um ponto de atenção sobre a geração de fluxo de caixa futuro da companhia; Com a decisão de reduzir o preço do diesel diante da greve dos caminhoneiros, observa-se maior ingerência do governo nos negócios da companhia; A alta do dólar dificulta a redução da dívida da companhia em moeda estrangeira;

Visão dos Analistas

Mesmo diante de inúmeras barreiras enfrentadas no segundo trimestre de 2018, a Petrobras (PETR4) conseguiu superar as expectativas do mercado, apresentando resultado positivo. Após a greve dos caminhoneiros, deflagrada pelas sucessivas altas dos combustíveis em maio deste ano, pressões políticas derrubaram o então presidente da estatal, Pedro Parente, e alteraram a política de preços da companhia. Ainda na gestão Parente, a Petrobras se comprometeu a realizar reajustes nos preços dos combustíveis em bases mensais, em lugar dos reajustes diários realizados até então, trazendo à tona as preocupações com ingerências políticas na empresa. A medida tomada pelos conselheiros da estatal, a fim de elevar a credibilidade da empresa, foi nomear Ivan Monteiro para a presidência, nome com perfil técnico bem avaliado pelo mercado. Mesmo num cenário de greve dos caminhoneiros, a companhia conseguiu reportar lucro líquido de R$10 bilhões, frente aos 316 milhões do mesmo período do ano passado, uma alta de 45%. Fatores como o aumento da cotação do Petróleo Brent foram fundamentais para esse resultado, gerando maiores margens nas exportações de petróleo e nas vendas de derivados no Brasil. Entretanto, o endividamento líquido da empresa demonstrou alta de 1% comparado ao 2T17 consequência da desvalorização do real frente ao dólar, que acabou sendo compensado pela redução de 2% no endividamento bruto. Mesmo com o endividamento estável, a expectativa é que redução até o final de 2018, dada a política de desinvestimento adotada pela companhia. Em meio ao cenário de hesitação na esfera política com a iminência das eleições, a Petrobras tem conseguido demonstrar resultados satisfatórios e, diante de seu desempenho no mercado e sua gestão estratégica, acreditamos num viés positivo para a empresa, modificando assim a tendência de longo prazo de neutra para alta. ANÁLISE DE RESULTADOS 2º TRIMESTRE DE 2018 A Petrobras apresentou lucro líquido no 2T18 de R$10 bilhões, frente aos R$316 milhões no mesmo período do ano passado, resultado esse 45% superior ao primeiro trimestre deste ano. Alguns fatores foram cruciais para determinar o encerramento do trimestre para a companhia, como a elevação da cotação do Petróleo Brent, que culminou em maiores margens nas exportações de petróleo e nas vendas de derivados no Brasil, além da redução das despesas com juros e menores despesas gerais, administrativas e com ociosidade de equipamentos. Em função do lucro apurado no período e da nova política de Remuneração aos Acionistas, levando-se ainda em conta a meta de desalavancagem da companhia, foi aprovada a antecipação de juros sobre capital próprio no valor de R$0,05 por ação, igualmente para preferenciais e ordinárias. O Ebitda ajustado aumentou 57% na comparação com o 2T17, alcançando R$30 bilhões, devido ao incremento das margens de vendas. Já a margem do Ebitda Ajustado foi de 36%. A produção total de petróleo e gás natural alcançou 2.659 mil barris de óleo equivalente por dia. A produção de derivados no Brasil subiu 1%, totalizando 1.841 mil barris por dia (bpd), respectivamente, devido ao aumento da importação de terceiros e à perda de participação de mercado da gasolina para o etanol. A companhia ainda manteve um resultado na participação de exportadora líquida, com saldo de 238 mil bpd no 2T18. O fluxo de caixa livre permaneceu positivo, atingindo R$16 bilhões no segundo trimestre deste ano, 75% superior à base de comparação anual, principalmente em função do pagamento da primeira parcela do acordo da Class Action e do prêmio para contratação de opções de venda para proteger o preço de parte da produção de óleo. Os investimentos nos negócios da companhia mantiveram-se em R$9 bilhões no 2T18. O endividamento bruto reduziu-se de R$361 bilhões, em dezembro de 2017, para R$338 bilhões, queda de 2%. Já o endividamento líquido apresentou uma alta de 1%, por causa da depreciação do real frente à moeda norte americana, e o prazo médio de financiamento da petroleira subiu de 6,1% em dezembro de 2017 para 6,2% em junho de 2018. Desde 2016, a companhia vem apresentando cortes em seu Plano de Negócios e Gestão para se adequar aos patamares de câmbio e do preço do petróleo. No 2T18, a companhia recebeu R$7 bilhões em recursos de desinvestimentos, como parte de seu programa que visa se desfazer de US$21 bilhões em ativos até o fim de 2018. A Petrobras continua com os esforços para alongar o perfil da sua dívida, sendo que as mudanças implementadas já resultaram em uma significativa melhora. Uma das medidas adotadas pela gestão para melhorar o perfil financeiro da companhia foi a redução dos investimentos através da adesão ao regime especial de desinvestimentos, que estabelece regras de governança, transparência e boas práticas de mercado. Essa redução foi fruto de um mix de postergação de eventos, como construção de plataformas, do gasoduto rota 3 e ajustes no cronograma do projeto de Tartaruga Verde. Além disso, a redução de tarifas de embarcações de apoio e a maior eficiência nas atividades de revitalização de plataformas, por sua vez, contribuíram positivamente. A solução para o “class action” (ação coletiva que protege os interesses dos investidores que se sentiram prejudicados por má conduta de alguma empresa) foi importante, no ponto de vista da empresa, para eliminar incertezas sobre a companhia, em meio aos impactos que poderiam ter nos futuros resultados da petroleira. Contudo, a questão da cessão onerosa da Petrobras com o governo ainda continua em aberto, trazendo incerteza sobre seus futuros resultados. A cessão onerosa foi assinada pela União e a Petrobras em 2010, no processo de capitalização da companhia, e garantiu a ela o direito de explorar 5 bilhões de barris sem licitação. A discussão sobre o assunto se dá porque entre a época da capitalização e a declaração de comercialidade dos campos de petróleo no mercado internacional os preços apresentaram forte queda, passando de US$90 para US$50 por barril, por isso, no entender da companhia, ela tem recursos a receber do governo. Esse cenário ainda foi agravado com o envolvimento da Petrobras na solução do problema da greve dos caminhoneiros. A intervenção governamental na companhia era algo que o Presidente anterior, Pedro Parente, havia tentado impedir. Contudo, após esse acontecimento, o receio dos investidores foi ampliado, fazendo com que a companhia perdesse R$50 bilhões em valor de mercado em um único dia. O aumento das incertezas gera um cenário de menor previsibilidade para os resultados e fortalece os receios em torno da continuidade dos pagamentos de dividendos trimestrais, afirmada pela diretoria da Petrobras, com base na mudança da política de distribuição para pagamentos com base em reservas de lucro. Além do “class action”, a companhia sofreu os impactos da adesão ao programa de parcelamento fiscal com o governo federal, que afetou seus resultados no período.

Número sobre a empresa

Todos os números estão em milhares
Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível