Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

12/12/2018 Solicitar análise

Para a PETROBRAS PN (PETR4), a tendência para o preço de seus ativos no médio prazo (de 5 dias a 3 meses) passa a ser de baixa. Perspectiva que é trazida pelo rompimento de importante zona de suporte recentemente, o que corrobora a predominância da força vendedora frente aos compradores e a possibilidade de continuação das quedas no médio prazo. Do ponto de vista técnico, este cenário é demonstrado pela formação de topos e fundos descendentes para os preços da PETR4 no gráfico diário, pelas médias móveis negativamente inclinadas e pelo desrespeito de importante patamar de suporte. No curto prazo, pelo fato dos preços já terem se desvalorizado bastante nos últimos pregões, a força vendedora perdeu um pouco de força, o que faz com que a tendência seja neutra para os preços nos próximos dias. Neste contexto, existe uma grande possibilidade de que os preços do ativo andem de lado ou se valorizem antes de voltarem a cair dando continuidade à tendência de baixa de médio prazo. No caso dos preços se valorizarem, existe uma grande chance de que eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 24,30 representada pela linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em desfazer de seus ativos, o que poderá acarretar o aumento da oferta frente a demanda pelos papéis.

2ª Resistência
R$ 28,60
1ª Resistência
R$ 24,30
1º Suporte
R$ 21,50
2º Suporte
R$ 317,70

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra para as ações da PETROBRAS PN poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 21,50 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e apresentem alguma valorização, mesmo que apenas de curto prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que tem ações da PETR4 em carteira visando o curto prazo ou que estão interessados em oportunidades na ponta vendida, deverão avaliar vender ações da empresa na proximidade da resistência em 24,30 já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e acarretando a continuação da tendência de baixa de médio prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

A Petrobras é uma petrolífera controlada pelo Governo Federal brasileiro e que atua como empresa integrada de energia nos setores de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, energia elétrica, gás-químico e biocombustíveis. A Companhia atualmente está presente em 19 países, atuando nas Américas, Europa, Ásia e África, com operações em bacias, refinarias, termelétricas, gasodutos, fábricas de fertilizantes, terminais e oleodutos. Seus produtos atingem os mais diversos setores como o automotivo, doméstico, industrial, nitrogenados, ferroviários, marítimos e aviação.

Pontos positivos

  • Processo de desalavancagem da Companhia tem sido efetivado e gera resultado sobre seus indicadores de alavancagem. Processo de privatização de subsidiárias da Petrobras contribui para redução de sua alavancagem. Empresa detém liderança na extração de petróleo no Brasil, com expertise na exploração em águas profundas. A Companhia tem privilégios na exploração das reservas do pré-sal, o que amplia seu estoque de petróleo. A Empresa é integrada verticalmente, controlando atividades de exploração, produção, refino e comercialização do petróleo e de seus derivados.

Pontos negativos

  • A continuidade da Operação Lava Jato pode trazer novos desdobramentos para Companhia, afetando sua credibilidade e obrigando a troca de executivos. Exposição forte à cotação do petróleo nos mercados internacionais impacta o resultado diretamente. A redução do crescimento Chinês e a incerteza em relação à limitação da produção de países da OPEP tem pressionado para baixo a cotação do petróleo. Cenário político e econômico afeta diretamente os negócios da empresa; A queda nos níveis de investimento são um ponto de atenção sobre a geração de fluxo de caixa futuro da Companhia. A alta do dólar dificulta a redução da dívida da Companhia em moeda estrangeira.

Visão dos Analistas

A Petrobras apresentou os resultados em referência ao terceiro trimestre deste ano abaixo das expectativas inicialmente projetadas. O resultado da Companhia não atingiu o consenso do mercado financeiro principalmente pelos efeitos não recorrentes do pagamento de R$3,5 bilhões relativos ao acordo com autoridades americanas para encerrar as investigações em casos de corrupção que a envolvem. Acreditamos que a plena capacidade de produção da Empresa possa vir nos próximos períodos, uma vez que neste trimestre houve a queda na produção de petróleo. Apesar dos resultados aquém do esperado, impactados em grande parte por efeitos não recorrentes, acreditamos que, para os próximos períodos, a Empresa consiga entregar resultados mais satisfatórios. Mantemos a recomendação de compra nos papéis PETR4, fundamentados pela contínua geração de fluxo de caixa livre ao longo dos últimos trimestres, pelos esforços estratégicos no que diz respeito à redução do endividamento e pela possibilidade de aumento da produção de petróleo. Um fator importante que deve ser acompanhado é a política de preços do novo governo, que poderá trazer implicações sobre as métricas futuras. ANÁLISE DE RESULTADOS 3º TRIMESTRE DE 2018 No terceiro trimestre do ano, a Petrobras apresentou o valor de R$98,2 bilhões em receitas de vendas, métrica 37% maior que no mesmo intervalo de 2017. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, a receita avançou 16%, refletindo os maiores preços médios de derivados, bem como o seu maior volume comercializado, e também as maiores receitas com vendas de energia elétrica e gás natural. Os custos dos produtos e serviços vendidos somaram R$63,6 bilhões, crescimento de 26% perante o terceiro trimestre do ano passado. Como a variação das receitas superou a dos custos, o lucro bruto no presente resultado foi 63% maior, totalizado em R$34,6 bilhões. Ainda, a margem bruta (lucro bruto/receitas) saltou de 29,6% para 35,3%, ponto positivo para a estrutura de negócios da Empresa. O lucro líquido da Companhia atingiu, no terceiro trimestre deste ano, a cifra de R$6,64 bilhões, alta de 25 vezes em relação ao lucro do mesmo trimestre do ano passado, quando mensurou R$266 milhões. A elevação reflete as maiores margens nas vendas de derivados no Brasil, impactada pelo aumento do petróleo Brent, referência global da commodity, e pela desvalorização do real. Também houve aumento das vendas de diesel com a respectiva expansão de market share e as reduções de despesas gerais, administrativas e com juros, esta última explicada pela redução do endividamento da Empresa. Entretanto, na comparação com o segundo trimestre do ano, o lucro veio 34% menor, decorrente principalmente pelos efeitos não recorrentes do pagamento de R$3,5 bilhões relativos ao acordo, anunciado em setembro, com a SEC (Securities and Exchange Commission, a qual atua como a CVM - Comissão de Valores Mobiliários) e com o Departamento de Justiça (DOJ) nos Estados Unidos. O acordo visava encerrar as investigações de casos de corrupção no âmbito da Operação Lava Jato. Outra variável que impactou esta avaliação foi a menor produção de petróleo, bem como as suas exportações. O Ebitda ajustado aumentou 55,3% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, alcançando R$29,8 bilhões, devido, principalmente, ao avanço das receitas. Na comparação com o segundo trimestre, o indicador veio 1% menor. Na avaliação das margens, a referente ao Ebitda Ajustado foi de 30% no presente trimestre, maior que os 27% do 3T17. A produção média de petróleo e gás natural alcançou 2.514 mil barris de óleo equivalente por dia, o que representa uma queda de 8,5% ante o terceiro trimestre do ano passado. A retração está relacionada, principalmente, aos desinvestimentos ocorridos nos campos de Lapa e Roncador. Já as vendas de derivados no Brasil mantiveram-se estáveis, na comparação anual, com 1.994 mil bpd (barris por dia). Por sua vez, as exportações líquidas (exportações subtraídas as importações), somaram 72 mil bpd, ante 356 mil bpd no terceiro trimestre de 2017. O endividamento bruto reduziu-se de R$361,4 bilhões, em dezembro de 2017, para R$352,8 bilhões, queda de 2%. Já o endividamento líquido apresentou uma alta de 4%, para R$291,8 milhões, em função da desvalorização do real ante o dólar. O indicador de alavancagem financeira (dívida líquida/Ebitda) saltou de 3,67x em dezembro para 2,96x no presente trimestre. De acordo com o presidente da estatal, Ivan Monteiro, a meta de desinvestimentos não será alcançada no biênio 2017/2018, diante da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, de impedir a venda de empresas controladas por estatais sem a apreciação das instituições legislativas brasileiras. Neste sentido, a Companhia avalia encerrar o ano de 2018 com desinvestimentos na casa de US$7,5 bilhões.

Número sobre a empresa

Todos os números estão em milhares
Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível