Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

16/11/2018 Solicitar análise

A perspectiva para os ativos da Banco Itaú nos próximos dias é de alta. Isso porque os ativos conseguiram recentemente superar importante resistência na faixa de 50,95 com força e convicção, dando um forte sinal de predominância da força compradora e apontando para uma grande possibilidade de continuação das altas. A importância do sinal altista é reforçada pelo fato do rompimento ter ocorrido com um candle de força e volume financeiro acima da média (retângulos azuis no gráfico abaixo). No médio prazo (de 5 dias a 3 meses) a tendência de alta para os preços da Banco Itaú (ITUB4) também segue vigente, já que o ativo continua formando topos e fundos cada vez em patamares mais elevados e apresenta as médias móveis ascendentes. Outro fator positivo é que o volume financeiro segue sendo maior nos dias de alta do que nos dias de queda, apontando a saúde da tendência de alta de médio prazo.

2ª Resistência
R$
1ª Resistência
R$ 53,35
1º Suporte
R$ 50,95
2º Suporte
R$ 347,35

Avaliar compras

Diante da perspectiva positiva apresentada acima, temos neste momento uma boa oportunidade de compra a favor da tendência para as ações da Banco Itaú (ITUB4). Outro possível ponto de entrada interessante, ocorrerá caso os preços caiam até a proximidade do suporte representado pela resistência rompida em 50,95, cenário no qual poderíamos inclusive avaliar a possibilidade de aumentar a posição comprando mais ações da empresa.

Avaliar vendas

Caso os preços da empresa desrespeitem o suporte em 50,95 a tendência de alta de médio prazo seria colocada em dúvida e a perspectiva de alta no curto prazo também seria desconfigurada. Neste contexto, caso isso ocorra recomendamos que se avalie vender as ações da empresa que estiverem em carteira.

Análise fundamentalista

Sobre

O Itaú Unibanco é uma das maiores instituições financeiras do Brasil e dos maiores grupos empresariais do país. Embora a história dos bancos Itaú e Unibanco seja de décadas atrás, o surgimento do grupo na formatação atual ocorreu em 2008 com a fusão das instituições durante a crise do subprime. A rede do banco, em conjunto com empresas coligadas e controladas, atuam na atividade bancária em todas as modalidades por meio de suas carteiras: comercial, de investimento, de crédito imobiliário, de crédito, financiamento e investimento e de arrendamento mercantil. Com presença internacional, o banco atua em 19 países além do Brasil e está presente na América do Norte, América Central, Europa, Ásia e Oriente Médio.

Pontos positivos

  • Perspectiva de melhora nas condições de crédito e medidas de cadastro positivo; Presença nacional e atuação diversificada aumentam a segurança e a solidez da instituição; Integração em novas áreas do varejo para pessoas físicas, setor que fomenta melhores projeções para este ano; Melhora expressiva nos resultados do segmento de seguros de auto e residências, que anteriormente mostravam maior resiliência em seus resultados; Expressiva distribuição de proventos no período; Capacidade de alavancagem elevada diante dos índices de liquidez superiores aos exigidos pela autoridade monetária; Líder no segmento de cartões de crédito no Brasil. Melhora nos indicadores de inadimplência com redução da carteira em atraso no segmentos pessoas físicas, micro, pequenas e médias empresas e grandes empresas.

Pontos negativos

  • Alta concorrência no setor, especialmente no varejo, com pressão realizada pelos bancos públicos para redução do spread, o que pressiona as margens da companhia; Exposição ao mercado de crédito veicular que concentra piores índices de inadimplência; Aprovação da aquisição da XP condicionada a não intervenção na gestão da companhia; Eleições presidenciais em 2018 trazem uma maior instabilidade para os índices de confiança uma vez que há dúvidas sobre a governabilidade dos candidatos.

Visão dos Analistas

Os resultados do Itaú Unibanco (ITUB4) no 3T18 indicam melhora nos indicadores de crédito, consequência da mudança na composição da carteira com maior ênfase nos segmentos de pessoa física e pequenas empresas. Além disso, observamos menor custo do crédito e crescimento da margem financeira com clientes, principalmente nas operações com pessoas físicas, que têm spreads melhores. Esses fatos aliados a tendência de queda nos spreads de crédito no Brasil, ocasionado pela melhora nas condições de crédito e medidas de cadastro positivo, tendem a trazer resultados cada vez melhores para a carteira de crédito da Companhia. A empresa tem seguido uma diretriz estratégica que busca direcionar o foco de suas operações de empréstimos para cleintes de melhor qualidade, visando reduzir a exposição ao risco, melhorar os níveis de inadimplência e preservar a rentabilidade. Ademais, tem feito a exploração de outros segmentos, aliado à perspectiva de continuação das quedas na trajetória da inadimplência também reforçam a visão positiva para o conglomerado financeiro. A melhora no ambiente de crédito e atuações do Banco Central na regulação devem levar a uma queda “gradual e sustentável” dos spreads das operações bancárias. Dessa forma, o banco deve continuar entregando uma rentabilidade acima da média do setor. Assim, acreditamos em uma tendência de alta para o papel no longo prazo. ANÁLISE DE RESULTADOS 3º TRIMESTRE DE 2018 O lucro líquido no terceiro trimestre de 2018 foi de R$6,5 bilhões, aumento de 3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa expansão é resultado da melhora na margem financeira de clientes e o menor custo do crédito. No terceiro trimestre de 2018, a margem financeira atingiu R$17,4 bilhões, devido ao impacto positivo do mix de produtos e maior quantidade de dias corridos no trimestre. A receita com produtos bancários, que inclui as operações bancárias,de seguros, previdência e capitalização, cresceu 3,4% no período, sendo registradas por R$27,9 bilhões. No período em análise, as despesas não recorrentes de juros aumentaram 7% ante o 3T17, devido ao crescimento de despesas de pessoal associadas à remuneração, encargos, benefícios e à participação nos resultados, que tiveram o impacto da negociação do acordo coletivo de trabalho, além do aumento do número de colaboradores. Ainda na América Latina, excluindo o Brasil, houve crescimento de 26,4% nos gastos não recorrentes com juros, reflexo da variação cambial entre os períodos. As despesas administrativas aumentaram 5,4% quando comparadas ao 3T17, refletindo a alta de 54% dos valores gastos com propaganda, promoções e publicações, além do lançamento da Pop Credicard. A carteira de crédito por nível de risco, indica que o risco da instituição está concentrado no nível AA. A carteira em atraso acima de 90 dias teve aumento de 1,7% em relação ao terceiro trimestre de 2017, principalmente devido à rolagem de clientes do segmento de grandes empresas, que estavam em atraso entre 15 e 90 dias no trimestre anterior e já estavam provisionados. Para as grandes empresas houve aumento, mas não havendo concentração em cliente ou setor específico, ainda assim, impactou a carteira de crédito renegociado, que teve crescimento de 5,7% na comparação anual. O trimestre ainda contou com a redução de 8,8% no custo de crédito, em função da menor despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa. A receita de prestação de serviços e resultado de seguros totalizou R$10,2 bilhões no trimestre analisado, aumento de 3,1% ante o 3T17. Esse resultado foi possível, principalmente, pela: (i) administração de recursos, com o aumento do saldo dos fundos de investimentos e carteiras administradas; (ii) serviços de conta corrente, pelo aumento do número de correntistas; e (iii) cartões de crédito, em função do maior número de clientes e volume transacionado. Vale ressaltar que a instituição financeira ocupa o segundo lugar no ranking de administração de fundos e carteiras administradas, com uma participação de mercado de 22,6%, ao final de setembro de 2018. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) encerrou o terceiro trimestre de 2018 em 21,3%, 0,3 p.p. abaixo dos 21,6% apresentados no mesmo período do ano anterior. O índice de Basileia encerrou o trimestre analisado em 16,9%, redução de 0,3 ponto percentual ante o segundo trimestre de 2018 devido ao impacto do investimento na XP Investimentos. Sobre a aquisição de participação minoritária (49,9%) na corretora, o Itaú obteve em agosto a autorização do Banco Central para a realização do investimento. A instituição financeira ainda divulgou que suas ações serão desdobradas em 50%, a partir de 21 de novembro de 2018. Os dividendos mensais serão mantidos em R$0,015 por ação, de modo que os valores totais pagos pela Companhia mensalmente aos acionistas serão incrementados em 50% a partir de 02 de janeiro de 2019. Dessa forma, as ações poderão ganhar liquidez, melhorando a quantidade de negócios e o volume financeiro negociado.

Número sobre a empresa

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Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível