Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

19/07/2018 Solicitar análise

Para a ITAUUNIBANCO PN, a perspectiva para os preços permanece de alta no médio prazo (de 5 dias a 3 meses), conforme vem sendo apontado pela nossa Equipe nas últimas análises. Cenário que pode facilmente ser observado pelas médias móveis apontando para cima e pela formação de topos e fundos cada vez em patamares mais altos. Pelo fato dos preços não se encontrarem próximos nem de zonas de pressão compradora (suportes) nem de predominância vendedora (resistências), a tendência de curto prazo para a cotação do ativo é neutra. Neste contexto, não vemos oportunidades interessantes de compra nem de venda do ativo no momento. Caso os preços venham a subir, existe uma chance razoável de que eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 45,75 representada pela linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em desfazer de seus ativos, o que poderá acarretar o aumento da oferta frente a demanda pelos papéis. Ao mesmo tempo, caso os preços consigam ultrapassar essa resistência com força e convicção (fechamento próximo da máxima e volume acima da média), haverá uma enorme probabilidade de continuação das altas e manutenção da tendência de alta de médio prazo para a ITAUUNIBANCO PN (ITUB4). Em um cenário de queda para os preços, um ponto de possível interrupção das quedas ficaria na região de suporte em 42,45, representado pela linha verde no gráfico, onde o aumento da demanda pelos papéis poderia ocasionar a retomada das altas da ITAUUNIBANCO PN.

2ª Resistência
R$ 48,80
1ª Resistência
R$ 45,75
1º Suporte
R$ 42,45
2º Suporte
R$ 340,45

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra para as ações da ITAUUNIBANCO PN poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 42,45 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e retomem as altas. Outro cenário interessante para compras, ocorrerá caso os preços superem a região de resistência em 45,75 com um candle de força e volume financeiro acima da média diária, situação em que seria extremamente provável que os preços continuassem subindo, dando continuidade à tendência de alta de médio prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que tem ações da ITAUUNIBANCO PN em carteira visando o curto prazo, deverão avaliar vender ações da empresa na proximidade da resistência em 45,75, já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e portanto a chance de que ocorra alguma queda para os preços. Outro cenário no qual seria recomendado que se avaliasse a venda das ações, seria no desrespeito do suporte em 42,45, que caso venha aconteça poderá neutralizar a tendência de alta de médio prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

O Itaú Unibanco é uma das maiores instituições financeiras do Brasil e dos maiores grupos empresariais do país. Embora a história dos bancos Itaú e Unibanco seja de décadas atrás, o surgimento do grupo na formatação atual ocorreu em 2008 com a fusão das instituições durante a crise do subprime. A rede do banco, em conjunto com empresas coligadas e controladas, atuam na atividade bancária em todas as modalidades por meio de suas carteiras: comercial, de investimento, de crédito imobiliário, de crédito, financiamento e investimento e de arrendamento mercantil. Com presença internacional, o banco atua em 19 países além do Brasil e está presente na América do Norte, América Central, Europa, Ásia e Oriente Médio.

Pontos positivos

  • O banco ainda tem espaço para explorar as sinergias provenientes da fusão do Banco Itaú Chile com a CorpBanca, o que tende a otimizar sua operação no país; Perspectiva de melhora econômica para o próximo biênio, com redução nos níveis de inadimplência e melhora para o crédito; Presença nacional e atuação diversificada aumentam a segurança e a solidez da instituição; Integração em novas áreas do varejo para pessoas físicas, setor onde o banco ainda não integrava e que fomenta melhores projeções para este ano; Melhora expressiva nos resultados do segmento de seguros de auto e residências, que anteriormente mostravam maior resiliência em seus resultados; Expressiva distribuição de proventos no período; Redução na alíquota de depósito compulsório liberam recursos para que o banco empreste mais e, consequentemente, amplie suas linhas de receita; Capacidade de alavancagem elevada diante dos índices de liquidez superiores aos exigidos pela autoridade monetária.

Pontos negativos

  • As quedas mais acentuadas na SELIC devem reduzir os spreads do banco e pressionar suas margens; Alta concorrência no setor, especialmente no varejo, com pressão realizada pelos bancos públicos para redução do spread, o que pressiona as margens da companhia; Exposição ao mercado de crédito veicular que concentra piores índices de inadimplência; Aprovação do CADE da aquisição da XP condicionada a não intervenção na gestão da companhia; Eleições presidenciais em 2018 trazem uma maior instabilidade para os índices de confiança do consumidor e consequentemente reduz o apetite ao crédito.

Visão dos Analistas

Os resultados do Itaú Unibanco (ITUB4) no 1T18 veio em linha com as expectativas do mercado. Foi possível observar uma melhora nos indicadores de qualidade de crédito e avanço nos índices de confiança dos empresários e consumidores, reflexo da recuperação econômica. Esses fatos, aliados à inflação sob controle e aos sucessivos cortes na Selic, tm beneficiado a demanda por crédito e, consequentemente, reflete na melhora das linhas operacionais do banco. A queda na inadimplência têm contribuído para a redução no custo do crédito, favorecendo as receitas da companhia. Além disso, a ampliação da concessão de crédito a pessoa física e pequena empresa, aliado ao foco em fontes menos voláteis como seguros, ajudou a rentabilidade do Itaú no período. A expansão do portfólio de crédito é essencial para o lucro do banco continuar crescendo em 2018 e conseguir compensar parte do efeito da queda da taxa básica de juros. O banco irá manter a prática de pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio mínimo de 35% do lucro líquido, porém retirou o limite máximo que anteriormente era fixado em 45%, mantendo uma gestão eficiente de capital e fazendo distribuições significativas aos seus acionistas. No final de outubro do ano passado, o Itaú obteve a última autorização regulatória necessária para aquisição dos negócios de varejo do Citibank no Brasil, linha que tem apresentado resultados acima do esperado. Dentro da gestão de Candido Bracher, que assumiu o comando do banco em maio, substituindo Roberto Setubal, atual membro do Conselho de Administração, a empresa tem seguido uma diretriz estratégica que busca direcionar o foco de suas operações de empréstimos para devedores de melhor qualidade, visando reduzir sua exposição ao risco, melhorar os níveis de inadimplência e preservar sua rentabilidade. As pessoas físicas continuaram dando o tom na retomada da oferta de crédito enquanto que as pessoas jurídicas ainda devem demorar mais para se recuperarem da crise e voltarem a investir, principalmente diante do cenário de incerteza para as eleições de 2018. As pequenas e médias empresas se destacaram e já mostram maior vigor sobre a oferta do crédito e redução de calotes. Apesar da visão mais positiva sobre a retomada do crédito, o banco está debruçado no reforço de suas receitas não diretamente vinculadas a esse setor. Esse fato, aliado a perspectiva de continuação das quedas na trajetória da inadimplência também reforçam a visão positiva para a companhia. A melhora no ambiente de crédito, redução da taxa Selic e atuações do Banco Central na regulação devem levar a uma queda “gradual e sustentável” dos spreads das operações bancárias. Dessa forma, o banco deve continuar entregando uma rentabilidade acima da média do setor em 2018/19 sob a nova gestão de Candido Bracher. Assim, acreditamos em uma tendência de alta para o papel no longo prazo. ANÁLISE DE RESULTADOS 1º TRIMESTRE DE 2018 O lucro líquido no primeiro trimestre de 2018 foi de R$6,6 bilhões, aumento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento foi devido a quedas nas despesas com provisões para perdas em crédito e uma maior receita com cobrança de tarifas. No período, as despesas apresentaram redução de 7,9%, em razão de menores gastos com pessoal, principalmente em desligamentos, processos trabalhistas e participação nos resultados. Além disso, houve menor gasto com serviços de terceiros, processamento de dados e publicidade. As despesas gerais e administrativas aumentaram 2,4% quando comparadas ao 1T17, devido, principalmente, ao acréscimo em remuneração e benefícios, sendo que o índice de eficiência ajustado ao risco foi de 60,8%, 3,7 p.p. menor que no mesmo período do ano anterior. As despesas não decorrentes de juros, somaram R$11,7 bilhões no 1T18, aumento de 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse avanço das despesas foi atribuído às operações de varejo adquiridas do Citibank. A carteira de crédito expandida fechou o trimestre com R$601,1 bilhões, mostrando crescimento de 2,4% na comparação com março do ano passado. O volume maior reflete o desempenho das operações com pessoas físicas e com micro, pequenas e médias empresas no Brasil, além de um forte aumento na carteira da América Latina. O segmento pessoas físicas atingiu R$191,4 bilhões no fim de março, mostrando crescimento de 6% na comparação anual. O resultado foi impulsionado principalmente pelas linhas de cartão de crédito, crédito pessoal e financiamento imobiliário. O portfólio de crédito a pessoas jurídicas somou R$225 bilhões, indicando uma retração de 4,9% em relação a março do ano anterior. A carteira de crédito a grandes empresas recuou 8,3% em 12 meses, em contrapartida, o estoque de operações com micro, pequenas e médias companhias avançou 5,2% na comparação anual. A redução no segmento de grandes empresas está relacionada com a desalavancagem do setor, sendo que parte desses créditos têm migrado para o mercado de capitais. A carteira de operações do banco em outros países da América Latina atingiu R$150 bilhões no fim de março, o que indica alta de 12,5% em relação ao ano anterior. O desempenho do Chile, que representa dois terços desse portfólio regional, impulsionou o resultado. As receitas totais somaram R$40,742 bilhões, queda de 15,6% na comparação anual. A queda mais expressiva na linha de receita, veio do segmento de juros e rendimentos, que mostrou queda de 25% na comparação anual, efeito da baixa dos juros na base de comparação. Um dos destaques no trimestre foram as receitas de prestação de serviços, que cresceram 7,6% na comparação anual, impactada pelas linhas de conta corrente, administração de recursos e cartões de crédito. A carteira de cartão de crédito atingiu R$571,1 bilhões ao final de março, aumento de 0,5% na comparação com o trimestre anterior, já a receita com cartões de crédito avançou 6,5% na comparação anual. Tanto no 1T18, como no trimestre anterior, foi possível observar crescimento das carteiras de operações com pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas. O banco ainda ganhou participação de mercado no financiamento de veículos e no crédito imobiliário. As transações com as maquininhas da Rede, empresa de adquirência de cartões do Itaú Unibanco, atingiram R$98,9 bilhões em transações no 1T18, mostrando aumento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado, contudo, em relação aos três últimos meses do ano anterior houve uma redução de 8,5%, atribuída à sazonalidade do período. A base de equipamentos da Rede encerrou o trimestre em 1,115 milhão, uma redução de 20,2% em relação a março do ano passado. Essa queda está relacionada a fatores como a migração para soluções que não usam POS e ao aumento da concorrência no segmento. A credenciadora de cartões ainda deve lançar novos modelos de maquininhas para disputar mercados de renda mais baixa, montando pacotes para fazer uma oferta completa de serviços aos clientes e aumentar a força de vendas. A inadimplência na carteira de grandes empresas saltou de 1% em dezembro para 1,8% em março de 2018. Esse salto refletiu, principalmente, um caso pontual, que, segundo a companhia, já estava provisionado e que no trimestre anterior se encontrava em atraso de 15 a 90 dias. O total de calotes do banco, incluindo operações na América Latina, ficou estável em 3,1% nesse intervalo. Já no segmento de micro, pequenas e médias empresas, a taxa de calotes baixou para 4,3% em março, um recuo de 1,3 p.p. em um ano. O índice de inadimplência de curto prazo, que capta operações com atraso de 15 a 90 dias, mostrou queda de 0,5 p.p. na comparação com o ano anterior. A taxa de calotes pessoa física aumentou de 3,3% em dezembro para 3,5% em março, sendo a menor variação em 4 anos, dada a sazonalidade. A revisão do modelo de crédito e a mudança na composição da carteira tem contribuído para a melhora na inadimplência. O índice de inadimplência de 90 dias ficou em 3,1%, permanecendo estável na comparação com o trimestre anterior. O ROE ficou em 22,2% no trimestre, acima dos 22% apresentado no mesmo período do ano anterior. A margem financeira total atingiu R$16,9 bilhões no 1T17, com queda de 2,4% na comparação anual. O custo do crédito somou R$3,788 bilhões no trimestre, queda de 28,3% em 12 meses, sendo que esse custo inclui despesas com provisões para devedores duvidoso, impairment de títulos financeiros, descontos concedidos e recuperação de créditos baixados como prejuízo. O índice de Basiléia encerrou o 1T18 em 16,6%, inferior aos 18,8% apresentados ao final do ano anterior. Essa queda foi devida ao efeito do pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio relativo ao resultado de 2017. Um dos destaques no período foi a aprovação pelo CADE da aquisição minoritária da XP anunciada pelo Itaú Unibanco no ano passado. Essa aprovação está condicionada, dentre outros, ao compromisso do banco não intervir na gestão dos negócios da XP, assim como evitar barreiras à entrada e ao desenvolvimento do segmento plataformas abertas. A companhia foi afetada pelas novas imposições dos órgãos reguladores, que podem acabam impactando nas receitas futuras da companhia. A Febraban aprovou novas diretrizes sobre o uso do cheque especial que terão validade a partir do dia 1º de julho de 2018. Entre as novas decisões, cabe destacar a oferta automática de parcelamento mais barato para consumidores comprometidos com mais de 15% do limite disponível durante 30 dias consecutivos e ações de estímulo ao uso consciente do produto. Além disso, em março de 2018, o Bacen emitiu resolução, com aplicabilidade a partir de outubro deste ano, referente aos novos limites máximos para a tarifa de cartões de débito, definindo os limites de 0,5% para a média da tarifa de intercâmbio, ponderada trimestralmente pelo valor das transações, e 0,8% como valor máximo a ser aplicado em qualquer transação. No mesmo mês o CMN reduziu o percentual dos depósitos compulsórios da seguinte forma: de 40% para 25% nos depósitos à vista; de 21% para 20% para depósitos de poupança rural e de 24,5% para 20,0% nas demais modalidades de poupança. A redução nas alíquotas de depósito compulsório liberam recursos para que o banco empreste mais e, consequentemente, amplie suas linhas de receita.

Número sobre a empresa

Todos os números estão em milhares
Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível