Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

17/09/2018 Solicitar análise

Para a Banco Itaú (ITUB4), a tendência para os preços de seus ativos no médio prazo (de 5 dias a 3 meses) permanece de queda. Do ponto de vista técnico, este cenário fica evidente pela formação de topos e fundos para os preços cada vez em patamares mais baixos no gráfico diário, pelas médias móveis apontando para baixo e pelo volume financeiro maior apresentado nos dias de queda, o que demonstra a aposta de grandes investidores na desvalorização. Pelo fato dos preços não se encontrarem próximos nem de zonas de pressão compradora (suportes) nem de predominância vendedora (resistências), a perspectiva de curto prazo para a cotação do ativo é neutra. Neste contexto, não vemos oportunidades interessantes de compra nem de venda do ativo no momento. Caso os preços venham a subir, existe uma grande chance de que eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 43,40 representada pela linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em desfazer de seus ativos, o que poderá acarretar o aumento da oferta frente a demanda pelos papéis. Em um cenário de queda para os preços, um ponto de possível interrupção das quedas ficaria na região de suporte em 40,90, representado pela linha verde no gráfico, onde o aumento da demanda pelos papéis poderia acarretar alguma alta de curto prazo para os ativos da Banco Itaú.

2ª Resistência
R$ 46,15
1ª Resistência
R$ 43,40
1º Suporte
R$ 40,90
2º Suporte
R$ 337,80

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra de curto prazo para as ações da Banco Itaú poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 40,90 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e apresentem alguma valorização, mesmo que apenas de curto prazo. Outro cenário interessante para compras, ocorrerá caso os preços superem a região de resistência em 43,40 com um candle de força e volume financeiro acima da média diária, situação em que a empresa sinalizaria a possível reversão da tendência de baixa de médio prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que têm ações da Banco Itaú em carteira visando o curto prazo ou que estão interessados em oportunidades na ponta vendida, deverão avaliar vender ações da empresa na proximidade da resistência em 43,40, já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e acarretando a continuação da tendência de baixa de médio prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

O Itaú Unibanco é uma das maiores instituições financeiras do Brasil e dos maiores grupos empresariais do país. Embora a história dos bancos Itaú e Unibanco seja de décadas atrás, o surgimento do grupo na formatação atual ocorreu em 2008 com a fusão das instituições durante a crise do subprime. A rede do banco, em conjunto com empresas coligadas e controladas, atuam na atividade bancária em todas as modalidades por meio de suas carteiras: comercial, de investimento, de crédito imobiliário, de crédito, financiamento e investimento e de arrendamento mercantil. Com presença internacional, o banco atua em 19 países além do Brasil e está presente na América do Norte, América Central, Europa, Ásia e Oriente Médio.

Pontos positivos

  • Perspectiva de melhora nas condições de crédito e medidas de cadastro positivo; Presença nacional e atuação diversificada aumentam a segurança e a solidez da instituição; Integração em novas áreas do varejo para pessoas físicas, setor que fomenta melhores projeções para este ano; Melhora expressiva nos resultados do segmento de seguros de auto e residências, que anteriormente mostravam maior resiliência em seus resultados; Expressiva distribuição de proventos no período; Capacidade de alavancagem elevada diante dos índices de liquidez superiores aos exigidos pela autoridade monetária; Melhora nos indicadores de inadimplência com redução da carteira em atraso no segmentos pessoas físicas, micro, pequenas e médias empresas e grandes empresas.

Pontos negativos

  • Alta concorrência no setor, especialmente no varejo, com pressão realizada pelos bancos públicos para redução do spread, o que pressiona as margens da companhia; Exposição ao mercado de crédito veicular que concentra piores índices de inadimplência; Aprovação da aquisição da XP condicionada a não intervenção na gestão da companhia; Eleições presidenciais em 2018 trazem uma maior instabilidade para os índices de confiança uma vez que há dúvidas sobre a governabilidade dos candidatos.

Visão dos Analistas

Os resultados do Itaú Unibanco (ITUB4) no 2T18 indicaram melhora nos indicadores de crédito, consequência da mudança na composição da carteira com maior ênfase nos segmentos de pessoa física e pequenas empresas. Além disso, observamos melhoria nos custos dos serviços e aumento nas operações com pessoas físicas, que têm spreads melhores. Esses fatos aliados a tendência de queda nos spreads de crédito no Brasil pela melhora nas condições de crédito e medidas de cadastro positivo, tendem a trazer resultados cada vez melhores para a carteira de crédito da companhia. O retorno sobre o patrimônio líquido da instituição expandiu apenas 0,1 p.p. no período, entretanto é observado que o banco segue com liderança de rentabilidade entre os grandes bancos privados. Também ganhou destaque a contração no índice de inadimplência da instituição financeira, inferior que a inadimplência no Brasil. No trimestre, o banco se concentrou nas áreas menos arriscadas e que não são tão afetadas pelo menor crescimento da economia. Como resultado, o atraso de pessoas físicas e de micro, pequenas e médias empresas reduziram pelo 9º e 7º trimestres consecutivos. As pessoas físicas continuaram dando o tom na retomada da oferta de crédito enquanto que as pessoas jurídicas ainda devem demorar mais para se recuperarem da crise e voltarem a investir, principalmente diante do cenário de incerteza para as eleições. As pequenas e médias empresas se destacaram e já mostram maior vigor sobre a oferta do crédito e redução de calotes. Dentro da gestão de Candido Bracher, que assumiu o comando do banco em maio, substituindo Roberto Setubal, a empresa tem seguido uma diretriz estratégica que busca direcionar o foco de suas operações de empréstimos para devedores de melhor qualidade, visando reduzir sua exposição ao risco, melhorar os níveis de inadimplência e preservar sua rentabilidade. Em conjunto com a divulgação dos seus resultados, a instituição financeira divulgou que o seu Conselho de Administração aprovou em Assembleia Geral Extraordinária a proposta de desdobrar na proporção de 1:2 as suas ações escriturais. Os dividendos mensais serão mantidos em R$0,015 por ação, de modo que os valores totais pagos pela Companhia mensalmente aos acionistas serão incrementados em 50% após a inclusão das ações desdobradas na posição acionária. Dessa forma, as ações poderão ganhar liquidez, melhorando a quantidade de negócios e o volume financeiro negociado. Além disso, vale ressaltar os bons números na receita de serviços e seguros uma vez que o banco ampliou a oferta de seguros aos clientes via plataforma aberta, com produtos de seguradoras parceiras. A exploração de outros segmentos, aliado a perspectiva de continuação das quedas na trajetória da inadimplência também reforçam a visão positiva para a companhia. A melhora no ambiente de crédito e atuações do Banco Central na regulação devem levar a uma queda “gradual e sustentável” dos spreads das operações bancárias. Dessa forma, o banco deve continuar entregando uma rentabilidade acima da média do setor em 2018/19. Assim, acreditamos em uma tendência de alta para o papel no longo prazo. ANÁLISE DE RESULTADOS 2º TRIMESTRE DE 2018 O lucro líquido no segundo trimestre de 2018 foi de R$6,4 bilhões, aumento de 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa expansão é resultado da melhora na margem financeira de clientes e ganhos com prestação de serviços, além da redução do custo do crédito. No período, a margem financeira dos clientes retomou o crescimento e atingiu R$17,3 bilhões. Esses números são consequência do aumento no volume de produtos de varejo, que possuem melhores spreads em relação aos demais. Inclusive, vale ressaltar, a melhora do mix de produtos de varejo compensou o efeito negativo da queda do CDI na margem financeira no primeiro semestre do ano. A receita com produtos bancários, que inclui as operações bancárias e as operações de seguros, previdência e capitalização, cresceu 2,2% no período, para R$28,0 bilhões. No período, as despesas não decorrentes de juros aumentaram 5,0%, devido à expansão das despesas administrativas, principalmente em publicidade das ações de marketing relacionadas à Copa do Mundo de Futebol e à nova forma de pagamento Itaú + Samsung e Apple Pay. Além disso, as despesas na América Latina impactaram a variação cambial do período. As despesas gerais e administrativas aumentaram 4,7% quando comparadas ao 2T18, enquanto as despesas ex-Brasil expandiram 9,2%. As despesas com pessoal também expandiram, em 4,1%, devido às contratações na área de tecnologia para acelerar o processo de transformação digital. A aquisição das operações de varejo do Citibank no Brasil e as contratações na rede de agências do Banco do Varejo também contribuiu para esse resultado. A carteira de crédito por nível de risco indica que o risco da instituição está concentrado no nível AA, enquanto isso a carteira em atraso acima de 90 dias reduziu 5,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O atraso de pessoas físicas reduziu pelo 9º trimestre consecutivo, atingindo o menor nível desde a fusão entre Itaú e Unibanco. No caso das micro, pequenas e médias empresas, o atraso reduziu pelo 7º trimestre consecutivo, resultado da melhor qualidade dos ativos. Para as grandes empresas também observamos redução, como consequência da renegociação das dívidas. A carteira de crédito renegociado se manteve estável em relação ao trimestre anterior. Já a despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa aumentou em função do crescimento da carteira de crédito no Banco de Varejo no Brasil e da revisão dos limites pré-aprovados, principalmente em cartões de crédito. O custo de crédito também foi destaque positivo no período, devido à melhora na qualidade da carteira. A receita dos serviços de assessoria econômico-financeira e administração de fundos expandiu R$198 milhões no trimestre, resultado do aumento do saldo dos fundos de investimentos e carteiras administradas. A assessoria econômico-financeira e corretagem também apresentou ganhos no trimestre após o maior volume de operações no 2T18, o que permitiu expansão de R$96 milhões nas receitas do serviço. Vale ressaltar que a instituição financeira é líder no ranking da Anbima em operações de debêntures, notas promissórias e securitização. No período analisado, as receitas de serviços de conta corrente permaneceram estáveis em relação ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, os cartões de crédito, apresentaram redução de R$89 milhões nas receitas em relação ao trimestre anterior, fruto das maiores despesas com programas de recompensas e menores receitas com aluguel de máquinas. Ainda assim, no 2T18, o valor transacionado com cartões de crédito e de débito aumentaram 2,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O Itaú (ITUB4) segue como líder no segmento no Brasil, totalizando cerca de R$31,1 milhões em quantidade de cartões de crédito e R$26,9 milhões em quantidade de cartões de débito. Ganha destaque a entrada da marca Credicard no segmento de adquirência, que foi anunciada em julho. Com isso, será possível adquirir as maquininhas POP Credicard e Mega POP Credicard pelo website da Credicard. A Itaú Seguridade, no segmento de Seguros, apresentou aumento em prêmios ganhos por maiores vendas, especialmente em seguros relacionados à crédito. Também ganhou destaque a maior quantidade de avisos de sinistros nas carteiras de seguros de vida e a redução da receita pela redução da carteira das operações de varejo adquiridas do Citibank no Brasil. Os prêmios ganhos expandiram 2,0%, para R$917 milhões no 2T18, enquanto os sinistros retidos aumentaram 52,5%, para R$229 milhões. Já no segmento de Previdência, a contribuição líquida expandiu 130,5%, para R$180 milhões. A captação do segmento expandiu para R$3,5 bilhões, 2,06% acima do observado no mesmo período do ano anterior. Já no segmento de Capitalização, as receitas líquidas reduziram 16,7% devido à menor arrecadação. A margem financeira contraiu 50,8%, observando o impacto negativo da redução do CDI na remuneração dos ativos. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) encerrou o semestre em 21,6%, acima dos 21,5% apresentados no mesmo período do ano anterior. O resultado está acima da média dos demais pares do setor. A margem financeira total atingiu R$55,4 bilhões, com queda de 1,65% na comparação anual. O custo do crédito somou R$7,4 bilhões, queda de 24,5% em 12 meses, sendo que esse custo inclui despesas com provisões para devedores duvidosos, impairment de títulos financeiros, descontos concedidos e recuperação de créditos baixados como prejuízo. O índice de Basileia encerrou o 2T18 em 17,2%, acima dos 16,6% apresentados no trimestre anterior. Esse aumento foi devido ao efeito do resultado do período e à aprovação das notas subordinadas perpétuas. Sobre a aquisição de participação minoritária na XP Investimentos, o Itaú assinou o contrato de compra e venda de ações com a XP Controle Participações para aquisição de 49,9% do capital social da XP Investimentos. A aprovação dessa aquisição está condicionada, dentre outros, ao compromisso do banco não intervir na gestão dos negócios da XP, assim como evitar barreiras à entrada e ao desenvolvimento do segmento plataformas abertas. A companhia foi afetada pelas novas imposições dos órgãos reguladores, que podem acabar impactando nas receitas futuras da companhia. A Febraban aprovou novas diretrizes sobre o uso do cheque especial que terão validade a partir do dia 1º de julho de 2018. Entre as novas decisões, cabe destacar a oferta automática de parcelamento mais barato para consumidores comprometidos com mais de 15% do limite disponível durante 30 dias consecutivos e ações de estímulo ao uso consciente do produto. Além disso, em março de 2018, o Bacen emitiu resolução, com aplicabilidade a partir de outubro deste ano, referente aos novos limites máximos para a tarifa de cartões de débito, definindo os limites de 0,5% para a média da tarifa de intercâmbio, ponderada trimestralmente pelo valor das transações, e 0,8% como valor máximo a ser aplicado em qualquer transação.

Número sobre a empresa

Todos os números estão em milhares
Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível