Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

23/08/2019 Solicitar análise

Pelo fato dos preços já terem se desvalorizado muito nos últimos pregões, a predominância vendedora deve perder um pouco de força nos próximos dias, conforme apontado pelos patamares bastante baixos para o Índice de Força Relativa, representado pela linha dourada no gráfico. Essa fragilização da força vendedora aumenta a chance de que os preços possam andar de lado ou apresentar alguma valorização nos próximos dias. Entretanto, não vemos convergência suficiente de fatores que nos motivem a realizar uma compra contra-tendência, na qual buscaríamos ganhar com altas de curto prazo dentro da tendência de baixa de médio prazo. Caso os preços venham a subir, existe uma grande chance de que eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 32,50 representada pela linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em desfazer de seus ativos, o que poderá acarretar o aumento da oferta frente a demanda pelos papéis. No médio prazo (de 5 dias a 3 meses), a tendência para o preço de seus ativos continua sendo de baixa, o que é demonstrado pela formação de topos e fundos descendentes para os preços da BBDC4 no gráfico diário, pelas médias móveis negativamente inclinadas e pelo volume financeiro maior apresentado nos dias de queda, o que aponta a aposta de grandes investidores na desvalorização.

2ª Resistência
R$
1ª Resistência
R$ 32,50
1º Suporte
R$ 31,60
2º Suporte
R$ 3

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra para as ações da Banco Bradesco poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 31,60 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e apresentem alguma valorização, mesmo que apenas de curto prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que tem ações da Banco Bradesco em carteira visando o curto prazo ou que estão interessados em oportunidades na ponta vendida, deverão avaliar vender ações da empresa na proximidade da resistência em 32,50 , já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e acarretando a continuação da tendência de baixa de médio prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

O Bradesco é um dos maiores bancos privados do país e possui uma ampla rede de agências e serviços, que lhe permite abranger uma gama de clientes diversificada. Seus produtos e serviços se concentram em operações bancárias, tais como: operações de crédito e captação de depósitos, emissão de cartões de crédito, consórcios, seguros, arrendamento mercantil, cobrança e processamento de pagamentos, planos de previdência complementar, gestão de ativos e serviços de intermediação e corretagem de valores mobiliários. O grupo Bradesco também tem posição de destaque em outros segmentos em que atua. Nos ramos de seguros, previdência, saúde suplementar, leasing e capitalização, as subsidiárias do Banco encontram-se entre os maiores players brasileiros.

Pontos positivos

  • Registro do melhor ROAE dos últimos quinze trimestres, refletindo a sua capacidade de geração de valor com os próprios recursos. Apresentação de lucros crescentes, refletindo a evolução da margem financeira, redução da PDD e controle de despesas. Atuação diversificada, oferecendo serviços como seguros, previdência e capitalização. Melhoria do índice de eficiência operacional. Carteira de crédito diversificada, atendendo pessoas físicas e pessoas jurídicas de diferentes ramos e tamanhos operacionais. Pagamento periódico de remuneração direta aos acionistas sob a forma de dividendos ou de juros sobre capital próprio.

Pontos negativos

  • Mesmo com a redução da inadimplência do Banco, ela permanece elevada frente aos seus pares. Redução do payout acumulado de 12 meses. Redução do market share (participação de mercado) no que tange às agências. Grande competição no setor bancário, principalmente com o surgimento de bancos digitais.

Visão dos Analistas

Quando analisamos os cenários político e macroeconômico brasileiros, percebemos uma maior tensão no que diz respeito à aprovação das reformas propostas. Essa apreensão vem, principalmente, da dificuldade de articulação entre o poder Executivo e o Legislativo, além de polêmicas e falas desencontradas. Com tais incertezas, não há tanta propensão à realização de novos investimentos, o que faz com que o desemprego continue elevado e as previsões do PIB sejam revisadas para baixo. No cenário externo, a atenção fica para a guerra comercial envolvendo os Estados Unidos e a China, além da possibilidade da diminuição do crescimento global. Do ponto de vista dos resultados apresentados pelo Bradesco no 1T19, percebe-se que eles foram positivos. O Banco expandiu a sua margem financeira em 4,2% e conseguiu reduzir a PDD em 8,4%. Isso fez com que o seu lucro líquido recorrente crescesse 22,3%. Apesar do crescimento da carteira de crédito em 12,7%, o índice de inadimplência acima de 90 dias contraiu 1,13 p.p.. Além disso, o Bradesco continua com a sua política de distribuição de dividendos. Mesmo após a bonificação de ações ocorrida em março, a Empresa continuou a distribuir o mesmo montante financeiro por ação, o que é positivo do ponto de vista dos investidores. Apesar dos pontos de atenção apresentados, acreditamos que a economia brasileira pode voltar a crescer de forma mais intensa no longo prazo, principalmente se as reformas forem devidamente aprovadas e os investimentos no Brasil voltarem a crescer. Com isso, o setor bancário tende a se beneficiar como um todo. Sendo o Bradesco um dos maiores bancos brasileiros e apresentando bons resultados de forma consistente, esperamos que ele continue a se valorizar e remunerar os acionistas por meio da distribuição de proventos. Por isso, a tendência de Bradesco no longo prazo é de alta. ANÁLISE DE RESULTADOS 1º TRIMESTRE DE 2019 No 1T19, o Bradesco apresentou margem financeira total de R$14,1 bilhões, frente aos R$13,5 bilhões registrados no 1T18 (alta de 4,2%). A margem financeira com clientes se elevou 6,2% no período devido ao aumento do volume médio de negócios e o melhor resultado do mix de produtos, apesar da redução do spread médio adotado. Em contrapartida, observou-se redução de 5,8% da margem financeira com o mercado em decorrência das menores margens das posições pré-fixadas. Enquanto isso, a PDD (Provisão de Devedores Duvidosos) expandida contraiu 8,4%, passando de R$3,9 bilhões no 1T18 para R$3,6 bilhões no 1T19. Apesar da evolução da carteira de crédito, houve melhora da qualidade das operações, observada pela redução dos índices de inadimplência. De fato, a relação entre a PDD e a carteira expandida ficou em 2,6% no 1T19, uma redução de 0,6 p.p. frente aos 3,2% registrados no 1T18. Dessa forma, o resultado bruto da intermediação financeira, dado pela diferença entre a margem financeira e a PDD expandida, evoluiu 9,3% na comparação entre o 1T18 e o 1T19, passando de R$9,6 bilhões para R$10,5 bilhões. Na continuação da análise, o resultado operacional do Bradesco cresceu 15,6% na comparação entre o 1T19 e o mesmo período do ano passado, passando de R$7,7 bilhões para R$8,9 bilhões. O principal destaque para tal evolução foi o resultado das operações de seguros, previdência e capitalização, que evoluiu 22,4%. Além disso, as despesas com pessoal aumentaram 6,8% e as outras despesas administrativas evoluíram 4,5%. Vale destacar que ambas cresceram menos que o resultado bruto da intermediação financeira (9,3%), impulsionando positivamente o resultado operacional do Banco. Finalmente, o lucro líquido recorrente foi de R$6,2 bilhões no 1T19, o que representa uma elevação de 22,3% em relação àquele registrado no 1T18. O crescimento foi influenciado principalmente pelo pelo resultado operacional. A carteira de crédito do Banco cresceu 12,7% entre março de 2018 e o mesmo período de 2019, passando de R$486,6 bilhões para R$548,3 bilhões. A carteira de pessoas jurídicas (que corresponde a 63,5% do total) evoluiu 12,7% no período, enquanto a carteira de pessoas físicas, responsável pelos outros 36,5%, cresceu 12,6%. O índice de inadimplência acima de 90 dias diminuiu entre março de 2018 e março de 2019, passando de 4,4% para 3,27% quando analisada a totalidade da carteira de crédito. Essa melhora pode ser creditada, principalmente, aos ajustes nos processos de concessão e recuperação de crédito. O destaque fica para a inadimplência das micro, pequenas e médias empresas que diminuiu 1,91 p.p., passando de 6,1% para 4,19%. O ROAE (Return On Average Equity, calculado como a relação entre o lucro líquido e o patrimônio líquido médio) foi de 20,5% no 1T19, um aumento de 1,9 p.p. em comparação àquele registrado no mesmo período do ano anterior. Esse foi o melhor resultado dos quinze últimos trimestres e remete à capacidade que a Empresa tem de agregar valor a partir de seus próprios recursos.

Número sobre a empresa

Todos os números estão em milhares
Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível