Tendências

Curto prazo

1 a 5 dias

Médio prazo

5 a 90 dias

Análise técnica

Longo prazo

3 meses a 3 anos

Análise fundamentalista

Análise técnica

19/07/2018 Solicitar análise

Para a BRADESCO PN, a perspectiva para os preços permanece de alta no médio prazo (de 5 dias a 3 meses), conforme vem sendo apontado pela nossa Equipe nas últimas análises. Cenário que pode facilmente ser observado pelas médias móveis apontando para cima e pela formação de topos e fundos cada vez em patamares mais altos. Pelo fato dos preços não se encontrarem próximos nem de zonas de pressão compradora (suportes) nem de predominância vendedora (resistências), a tendência de curto prazo para a cotação do ativo é neutra. Neste contexto, não vemos oportunidades interessantes de compra nem de venda do ativo no momento. Caso os preços venham a subir, existe uma chance razoável de que eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 30,15 representada pela linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos investidores interessados em desfazer de seus ativos, o que poderá acarretar o aumento da oferta frente a demanda pelos papéis. Ao mesmo tempo, caso os preços consigam ultrapassar essa resistência com força e convicção (fechamento próximo da máxima e volume acima da média), haverá uma enorme probabilidade de continuação das altas e manutenção da tendência de alta de médio prazo para a BRADESCO PN (BBDC4). Em um cenário de queda para os preços, um ponto de possível interrupção das quedas ficaria na região de suporte em 27,45, representado pela linha verde no gráfico, onde o aumento da demanda pelos papéis poderia ocasionar a retomada das altas da BRADESCO PN.

2ª Resistência
R$ 31,70
1ª Resistência
R$ 30,15
1º Suporte
R$ 27,45
2º Suporte
R$ 325,15

Avaliar compras

Possíveis oportunidades de compra para as ações da BRADESCO PN poderão ocorrer caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 27,45 representado pela linha verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e retomem as altas. Outro cenário interessante para compras, ocorrerá caso os preços superem a região de resistência em 30,15 com um candle de força e volume financeiro acima da média diária, situação em que seria extremamente provável que os preços continuassem subindo, dando continuidade à tendência de alta de médio prazo.

Avaliar vendas

As pessoas que tem ações da BRADESCO PN em carteira visando o curto prazo, deverão avaliar vender ações da empresa na proximidade da resistência em 30,15, já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e portanto a chance de que ocorra alguma queda para os preços. Outro cenário no qual seria recomendado que se avaliasse a venda das ações, seria no desrespeito do suporte em 27,45, que caso venha aconteça poderá neutralizar a tendência de alta de médio prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

O Bradesco é um dos maiores bancos do setor privado do país e possui uma ampla rede de agências e serviços, que lhe permite abranger uma gama de clientes diversificada. Seus produtos e serviços se concentram em operações bancárias, tais como: operações de crédito e captação de depósitos, emissão de cartões de crédito, consórcio, seguros, arrendamento mercantil, cobrança e processamento de pagamentos, planos de previdência complementar, gestão de ativos e serviços de intermediação e corretagem de valores mobiliários. O grupo Bradesco também tem posição de destaque em outros segmentos em que atua. Nos ramos de seguros, previdência, saúde suplementar, leasing e capitalização as subsidiárias do banco encontram-se entre os maiores players brasileiros.

Pontos positivos

  • Retomada do crédito e aumento da confiança tendem a gerar novos negócios para o banco; Melhoria na eficiência operacional propicia aumento da lucratividade da instituição; Pagamento periódico de remuneração direta aos acionistas sob a forma de dividendos ou de juros sobre capital próprio; Ampla capilaridade e alcance da rede de atendimento a todas as cidades brasileiras; Geração de ganhos com sinergia através da fusão com o HSBC; Posição de destaque em mercados acessórios ao de intermediação financeira como seguros, previdência, capitalização, administração e gestão de recursos.

Pontos negativos

  • Ciclo de queda dos juros reduz os spreads praticados pelo banco; Menor credibilidade do Brasil no cenário internacional, com as incertezas políticas e econômicas, pode comprometer o custo de captação do banco perante investidores estrangeiros; Níveis de inadimplência elevados podem afetar os resultados do banco; Grande competição no setor; Ritmo lento de recuperação econômica afeta a expansão dos resultados da companhia.

Visão dos Analistas

A melhora do cenário macroeconômico beneficiou os resultados do Bradesco (BBDC4) no 1T18. A redução dos indicadores de inadimplência têm beneficiado os números da companhia devido a queda no nível de provisões e ao menor número de calotes. Além disso, foi possível observar uma expansão na carteira de crédito destinados a pessoa física, segmento que tem mostrado uma melhor recuperação frente ao cenário econômico e continua dando o tom na retomada da oferta de crédito. Já o segmento de pessoas jurídicas ainda deve demorar mais para se recuperar da crise e voltar a investir, principalmente diante do cenário de incerteza para as eleições deste ano. Nesse sentido, apesar da lenta recuperação da economia, observamos que a gestão da empresa seguiu priorizando o fortalecimento das suas margens e melhoria na qualidade dos ativos, o que, aliado à melhora de números de índice de confiança e inflação, tem permitido que o banco retome a sua trajetória de crescimento. Embora possa estreitar as margens do banco, o movimento de queda dos juros no Brasil possibilita um aumento da carteira de crédito da instituição. Contudo, as expectativas para as eleições de 2018 deixam dúvidas com relação à maior estabilidade da economia e, consequentemente, afeta o risco soberano do país, tendendo a reduzir a atratividade para o capital estrangeiro. Apesar das incertezas no campo político e econômico, o Brasil tem mostrado ser capaz de manter inflação controlada, mesmo com a queda nos juros. Com isso, é esperada uma ampliação do crédito para 2018/2019, beneficiando diretamente as linhas de receita do banco. Dessa forma, diante dos fatos apresentados, acreditamos que as ações BBDC4 permanecem em tendência de alta para o longo prazo. ANÁLISE DE RESULTADOS 1º TRIMESTRE DE 2018 O lucro líquido recorrente do 1T18 foi de R$5,102 bilhões, aumento de 9,8% na comparação anual. Essa evolução foi impulsionada pela boa performance das receitas de prestação de serviços em 12 meses e das despesas operacionais (pessoal e administrativas). Além disso, houve um impacto favorável da redução nas despesas com PDD, gerado pela melhora dos principais indicadores de qualidade da carteira. Esses fatores também foram responsáveis pela evolução dos resultados operacionais. As despesas administrativas mostraram redução no trimestre de 0,4% no ano e 5,7% na comparação com o trimestre anterior, refletindo os menores gastos em praticamente todas as linhas. Na comparação anual é fácil notar os efeitos das sinergias da aquisição do HSBC Brasil nas despesas com comunicações, serviços do sistema financeiro, materiais, segurança e vigilância. Já as despesas com pessoal sofreram os efeitos do Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE) iniciado em agosto de 2017, ao qual 7,4 mil funcionários aderiram. A receita de prestação de serviços totalizou R$7,831 bilhões, crescimento de 5,4% na comparação anual, refletindo o bom desempenho de praticamente todas as linhas, mesmo com a menor quantidade de dias úteis no período. Já na comparação com o trimestre anterior, houve uma queda de 2,9% decorrente do efeito sazonal de fim de ano, que impactou principalmente as receitas das atividades de cartões, e a menor atividade do mercado de capitais, que afetou o desempenho das receitas de assessoria financeira com queda de 37,6% no período. As receitas provenientes de custódia e corretagens foram as que apresentaram maior crescimento no período, decorrente do incremento do total de ativos custodiados e maiores volumes de valores mobiliários negociados. A carteira de crédito expandida ao final do primeiro trimestre atingiu R$486,645 bilhões, com redução de 3,2% na comparação anual. As operações com pessoas físicas totalizaram R$177,814 bilhões, crescimento de 3,5% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram R$308,831 bilhões, uma redução de 6,7% na comparação anual. A margem financeira foi de R$15,686 milhões, redução de 2,2% na comparação anual, devido aos menores resultados de intermediação de crédito. A melhora da qualidade da carteira de crédito reduziu o custo da inadimplência, impulsionando a evolução da margem líquida de intermediação de crédito, compensando, consequentemente, a redução da margem bruta. É importante destacar que as receitas das margens de seguros e operações de tesouraria apresentaram evolução durante esse período. O índice de inadimplência superior a 90 dias encerrou o primeiro trimestre em 4,39% queda de 1,21 p.p. em comparação ao apresentado no mesmo trimestre do ano anterior. O índice apresentou melhora pelo quarto trimestre consecutivo, mantendo a tendência de queda, principalmente no segmento pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas. A inadimplência no segmento pessoas físicas saiu de 6,7% para 5,07%, enquanto no segmento de micro, pequenas e médias empresas o indicador saiu de 8,3% para 6,12%. Seguindo a melhora dos indicadores de inadimplência, foi possível observar queda nas despesas com PDD, sendo que as perdas líquidas de recuperações no 1T18 ficaram em 3,7%, em comparação com os 4,7% apresentado no mesmo período do ano anterior, o que resultou em um índice de cobertura efetivo de 269%. A inadimplência de curto prazo apresentou crescimento, impactada por questões sazonais do início de ano que afetam o segmento de pessoas físicas. Os índices de cobertura da provisão para devedores duvidosos em relação aos créditos com atrasos superiores a 60 e 90 dias continuam em níveis confortáveis. Além da provisão requerida pelo Bacen, o Bradesco possui provisão excedente de R$6,9 bilhões, visando se resguardar de eventuais cenários adversos. O índice de Basiléia total apresentou ampliação de 0,6 p.p., passando de 15,3% para 15,9%, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, e o Capital Nível I totalizou 11,6%, apresentando aumento de 0,4 p.p. em relação ao 1T17. Grande parte da redução do capital nível I está relacionada a mudança no cronograma de aplicação de deduções sobre os ajustes prudenciais, que passou a ser de 100% em 2018, sendo que em 2017 era de 80%. O índice de eficiência operacional apresentou melhora de 1,0 p.p. quando comparado com o trimestre anterior, totalizando 40,3%, ocasionado principalmente pelas menores despesas operacionais. A melhora do indicador ao longo dos anos reflete a redução nas despesas com PDD e mostra o melhor índice dos últimos seis trimestres. O retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Recorrente (ROAE), registrado em março foi de 18,6%, um aumento de 0,3 p.p. na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

Número sobre a empresa

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Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível