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Análise fundamentalista

Análise técnica

22/03/2019 Solicitar análise

Para os próximos dias, a perspectiva para os ativos da Banco Bradesco é de queda. Isso porque, com a alta recente dos preços, a cotação se aproxima de uma zona de preços onde existem muitos investidores dispostos a vender o ativo, representada pela resistência em 42,10 (linha vermelha no gráfico), o que deverá ocasionar um aumento da oferta em relação à demanda pelos papéis no curto prazo e consequentemente uma maior probabilidade de queda. Caso os preços consigam ultrapassar a resistência em 42,10,demonstrando a predominância da força compradora, a Banco Bradesco poderá acelerar as altas e retomar a tendência de alta no médio prazo. Por enquanto, a tendência de médio prazo para a Banco Bradesco (BBDC4) permanece lateral.

2ª Resistência
R$ 46,00
1ª Resistência
R$ 42,10
1º Suporte
R$ 38,25
2º Suporte
R$ 336,40

Avaliar compras

Uma oportunidade de compra na Banco Bradesco, poderá surgir caso os preços consigam romper a resistência em 42,10 (linha vermelha no gráfico), dentro de características ideais (fechamento próximo da máxima e volume acima da média), cenário que abriria a possibilidade de retomada da tendência de alta no médio prazo.

Avaliar vendas

Quem busca oportunidades de venda de ações da empresa, deverá ficar especialmente atento ao rompimento do suporte em 38,25, já que este sinal poderia acarretar a retomada da tendência de baixa no médio prazo. Outro cenário no qual seria interessante avaliar vender ações da empresa , seria na proximidade da resistência em 42,10, já que neste patamar a pressão vendedora é predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e acarretando a possibilidade de alguma correção no curto prazo.

Análise fundamentalista

Sobre

O Bradesco é um dos maiores bancos privados do país e possui uma ampla rede de agências e serviços, que lhe permite abranger uma gama de clientes diversificada. Seus produtos e serviços se concentram em operações bancárias, tais como: operações de crédito e captação de depósitos, emissão de cartões de crédito, consórcios, seguros, arrendamento mercantil, cobrança e processamento de pagamentos, planos de previdência complementar, gestão de ativos e serviços de intermediação e corretagem de valores mobiliários. O grupo Bradesco também tem posição de destaque em outros segmentos em que atua. Nos ramos de seguros, previdência, saúde suplementar, leasing e capitalização, as subsidiárias do Banco encontram-se entre os maiores players brasileiros.

Pontos positivos

  • Registro do melhor ROAE dos últimos onze trimestres, refletindo a sua capacidade de geração de valor com os próprios recursos. Apresentação de lucros acima das expectativas, refletindo a margem financeira elevada e o controle das suas despesas. Atuação diversificada, oferecendo serviços como seguros, previdência e capitalização. Melhoria do índice de eficiência operacional. Pagamento periódico de remuneração direta aos acionistas sob a forma de dividendos ou de juros sobre capital próprio.

Pontos negativos

  • Inadimplência do Banco permanece elevada frente aos seus pares, mesmo após a redução percebida no 4T18. Redução do payout na comparação entre 2017 e 2018. Redução do market share (participação de mercado) no que tange as agências. Grande competição no setor.

Visão dos Analistas

Quando analisamos os cenários político e macroeconômico brasileiros, conseguimos perceber um certo alívio das tensões do cenário eleitoral, após a eleição de um presidente mais pró-mercado. Porém, a economia ainda demonstra uma certa dificuldade em crescer devido a incertezas internas e externas. No âmbito interno, um dos principais entraves diz respeito à reforma da Previdência. Mesmo que o Executivo tenha apresentado ao Legislativo a sua proposta, ainda não se sabe quais concessões deverão ser feitas (e quão impactantes elas serão) para que a reforma possa ser aprovada.Temos, por outro lado, uma inflação sob controle, mesmo com os juros no menor patamar histórico. Já no cenário externo, a atenção fica para a economia dos Estados Unidos. Não é consenso se ela conseguirá continuar a crescer com a atual volúpia. Além disso, a guerra comercial envolvendo a China carece atenção. Do ponto de vista dos resultados apresentados pelo Bradesco no 4T18, percebe-se que eles vieram acima daqueles esperados pelo mercado como um todo. De fato, constatou-se o aumento de 19,9% no lucro na comparação trimestral, além da manutenção de um ROAE elevado. Já no que diz respeito às despesas operacionais, percebe-se que as mesmas seguem sob controle, mesmo após uma elevação em relação ao 4T17. Enquanto isso, a carteira de crédito do Banco apresentou aumento, sem degradação da inadimplência. Enxergamos que a economia brasileira pode vir a crescer de maneira mais intensa no longo prazo. Com isso, o setor bancário se beneficiará como um todo. Sendo o Bradesco um dos maiores bancos brasileiros e apresentando bons resultados, esperamos que ele continue a se valorizar. Por isso, a tendência do Bradesco é de alta. ANÁLISE DE RESULTADOS 4º TRIMESTRE DE 2018 No 4T18, o Bradesco apresentou lucro líquido recorrente de R$5,8 bilhões, resultado 19,9% superior àquele registrado no mesmo período do ano passado. Já na comparação anual, a Empresa registrou lucro de R$21,6 bilhões, uma alta de 13,4% frente a 2017. Por sua vez, a margem financeira ficou em R$16,8 bilhões no 4T18, frente aos R$15,8 bilhões registrados no 4T17 (alta de 6,1%). Ao se analisar os resultados anuais, percebe-se que a margem financeira ficou praticamente estável, apresentando alta de 0,31% (R$63,1 bilhões em 2017 versus R$63,3 bilhões em 2018). A evolução do lucro frente a um crescimento menor da margem financeira reflete o desempenho positivo das receitas de prestação de serviços e resultados com operações de seguros, previdência e capitalização. Além disso, destaca-se as despesas operacionais. Na comparação trimestral, elas passaram de R$10,2 bilhões no 4T17 para R$10,6 bilhões no 4T18 (alta de 3,9%). Já na comparação anual houve elevação de 0,84%, passando dos R$20,1 bilhões em 2017 para os R$20,3 bilhões em 2018. Portanto, percebe-se que o lucro líquido cresceu substancialmente mais que as despesas operacionais, o que é um fator positivo. Isso se reflete na redução de 0,1 p.p. no índice de eficiência operacional (IEO), que no acumulado dos 12 meses passou de 40,8% no 4T17 para 40,7% no 4T18. Esse índice corresponde à relação entre as despesas operacionais e as receitas bancárias, de forma que a queda é positiva para a governança e para o controle de gastos da Empresa. Outro ponto positivo que contribuiu para o crescimento do lucro líquido de Bradesco foi a redução da PDD (Provisão de Devedores Duvidosos) Expandida. Ela passou de R$5,4 bilhões no 4T17 para R$3,7 bilhões no 4T18 (diminuição de 31,8%). A redução no comparativo anual foi semelhante, passando de R$20,6 bilhões em 2017 para R$14,5 bilhões em 2018 (diminuição de 29,6%). Como destaque para a redução da PDD tem-se a melhoria nos processos de concessão e recuperação de créditos. A carteira de crédito do Bradesco cresceu 7,8% de dezembro de 2017 (R$492,9 bilhões) para o mesmo período de 2018 (R$531,6 bilhões). Se não considerarmos a variação cambial, o aumento foi de 6,7%. Enquanto o segmento de pessoas jurídicas representava 64,4% da totalidade da carteira em 2017, o mesmo diminuiu para 63,4% em 2018. Em termos financeiros, a elevação de um ano para o outro foi de 6,1% (R$317,5 bilhões em 2017 versus R$336,9 bilhões em 2018), inferior ao crescimento da totalidade da carteira. Em contrapartida, o segmento de pessoas físicas cresceu 11,0% em termos financeiros. Assim, a participação do mesmo na totalidade da carteira passou dos 35,6% em 2017 para os 36,6% em 2018. Por sua vez, a composição de cada segmento não apresentou mudanças significativas. Apesar do crescimento da carteira de crédito do Banco, percebeu-se uma redução da inadimplência. Em dezembro de 2017, o índice de inadimplência acima de 90 dias foi de 4,7%. Após uma redução de 1,22 p.p, o índice finalizou dezembro de 2018 em 3,51%. Tal redução reflete a melhor qualidade dos novos tomadores de empréstimos e os ajustes nos processos de concessão e recuperação de crédito e justifica a redução da PDD Expandida. É importante destacar que essa redução se deu mesmo com a expansão da participação dos segmentos de pessoas físicas e das micro, pequenas e médias empresas que, historicamente, vinham apresentando maior inadimplência que as grandes empresas. O ROAE (Return On Average Equity, calculado como a relação entre o lucro líquido e o patrimônio líquido médio) foi de 19,7% no 4T18, um aumento de 1,7 p.p. em comparação àquele registrado no mesmo período do ano anterior. Esse foi o melhor resultado nos onze últimos trimestres e remete à capacidade que a Empresa tem de agregar valor a partir de seus próprios recursos. Já na comparação entre 2017 e 2018, a elevação do ROAE foi de 0,9 p.p., passando de 18,1% para 19,0%. Para se avaliar a solvência da instituição financeira, é importante observar o índice de Basileia. Em dezembro de 2018, esse índice fechou em 17,8% acima daquele estipulado pelo Banco Central (8,625%). No final de 2017, o Basileia do Bradesco estava em 17,1%. No ano de 2018, percebemos algumas mudanças que vieram a impactar a governança da Empresa e, consequentemente, seus resultados. Em março de 2018, Octavio de Lazari Junior foi nomeado pelo conselho de administração como novo diretor-presidente. Na instituição desde 1978, passou por diversas áreas como diretor vice-presidente executivo do Bradesco e diretor-presidente do Grupo Bradesco Seguros. Já em outubro, foi realizada uma parceria com a RCB Investimentos S.A., uma das principais empresas de gestão e recuperação de créditos no Brasil, através da aquisição de 65% das suas ações. Dessa forma, o Bradesco destacou sua posição como o maior banco em volume de recuperação de créditos.

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Valor
  • Quanto a empresa vale no mercado?
    Preço da Ação
    Número de Ações
    Valor total $479.6B Preço da empresa no mercado de ações
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    $545.99Ativo total
    892.6MPassivo total
    Valor patrimonial R$ XX,X
  • Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MPatrimônio por Ação
    A empresa vale 50% do seu valor patrimonial
Lucro
  • Quanto a empresa lucra?
    $225.2BReceita líquida
    $95.5BGastos
    Lucro anual $129.7B
    $129.7BLucro
    892.6MNúmero de Ações
    Lucro por Ação $145.30
  • Quanto o lucro representa do preço da Ação?
    $545.99Preço da Ação
    $145.30Lucro por Ação
    A empresa vale 5x seu lucro anual
Dividendos
  • Quanto a empresa distribui para os acionistas?
    $545.99Dividendos pagos
    $545.99Número de Ações
    A empresa distribui R$ 2,20 de dididendos para os acionistas
  • Quanto isso representa do preço da ação?
    $545.99Preço da Ação
    892.6MDividendos por Ação
    A ação distribuiu 4% do seu valor como dividendos em 1 ano
Correlação
  • Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?
    Beta: 0,5
    Abaixo de 0,7: Pouco sensível
    Entre 0,7 e 1,5: Sensível
    Acima de 1,5: Muito sensível